quinta-feira, 21 de julho de 2011

Encontro do MNOB


No dia 17 de julho, as entidades que constroem o MNOB se reuniram para discutir a campanha salarial de 2011. Cerca de 65 bancários e bancárias debateram os eixos para a campanha de 2011, a necessidade de fortalecer o MNOB como alternativa à Contraf-CUT e a mobilizãção da categoria para o próximo período de reivindicações e lutas. Segue o relatório do Encontro Nacional do MONB.

RELATÓRIO ENCONTRO NACIONAL DO MNOB
(16/07/2011- Rio de Janeiro)



1. Total de participantes: credenciados: 65

> OPOSIÇÃO BA - 3

> OPOSIÇÃO BAIXADA FLUMINENSE/RJ - 3

> OPOSIÇÃO BH - 2

> OPOSIÇÃO BRASÍLIA - 2

> OPOSIÇÃO CE/AFBNB - 1

> OPOSIÇÃO FRIBURGO/RJ - 1

> OPOSIÇÃO PIAUÍ - 1

> OPOSIÇÃO PORTO ALEGRE - 1

> OPOSIÇÃO RIBEIRÃO PRETO/SP - 1

> OPOSIÇÃO cidade Rio de Janeiro - 16

> OPOSIÇÃO SP - 16

> SEEB BAURU - 2

> SEEB MA- 9

> SEEB RN - 6

> ASSOC.FUNC. BANRISUL - 1

> ANACEF - 1
2.Tese: FORTALECER O MNOB COMO INSTRUMENTO INDEPENDENTE, CLASSISTA E DEMOCRÁTICO DE ALTERNATIVA DE DIREÇÃO PARA A CATEGORIA BANCÁRIA



3. Pauta: Campanha Salarial (estratégia)
                Balanço e Organização do MNOB
                 Resoluções



4. Resoluções aprovadas:


Estratégia de campanha salarial:



> Reposição das perdas do Plano Real e a Isonomia;

> Campanha contra a mesa única da Fenaban;

> Impulsionar a campanha pela Isonomia;

> Defender os direitos dos funcionários incorporados pelo BB;

> Exigir estabilidade no emprego para todos os bancários, especialmente nos bancos privados;

> Defender acordo que garanta o direito de todos os funcionários de bancos públicos terem mesmo índice e demais conquistas econômicas;

> Fim da discriminação aos planos de benefício definido nos fundos de pensão;

> Investimento dos bancos nos planos de saúde e manutenção dos mesmos aos aposentados;

> Tíquete alimentação para os aposentados;

> PLR linear de 25% dos lucros;

> Defender, no BB, o retorno do antigo PCS, com interstícios de 12% e 16%;

> Jornada de 6 horas sem redução de salários;

> Combater o assédio moral atacando suas verdadeiras causas: fim de todo e qualquer tipo de metas, contratação de mais funcionários,critérios transparentes para comissionamentos, garantia de estabilidade no exercício de funções comissionadas e defesa do caráter social dos bancos públicos contra aestrutura atual, criada para a busca incessante de lucro.

> Fim das terceirizações e dos correspondentes bancários;

> Defender o fim do fator previdenciário e contra a implantação do fator 85/95, atualmente defendido pela CONTRAF/CUT. Pelo fim da altaprogramada do INSS;

> Construir, no dia 11/08, um Dia Nacional de Luta pela Jornada de 6 horas no BB, conforme aprovado em forma de resolução no Congresso dosFuncionários do BB. As atividades organizadas em cada local deverão ter como eixos - além da exigência ao BB de cumprimento da jornada de 6 horas para todos, sem reduçãosalarial – a exigência de fim imediato das punições impostas pelo BB aos colegas que conseguiram garantir najustiça este direito, como diversos colegas do Maranhão que foram DESCOMISSIONANDOS há dois meses. Exigir do BB querecomissione estes colegas imediatamente.

>Participar da Jornada de Lutas impulsionada pela CSP Conlutas e já aprovada pordiversos movimentos e entidades, na semana de 17 a26/08.

Jornada Nacional de Lutas - CSP CONLUTAS

A preparação da Jornada Nacional de Lutas que acontece de 17 a 26 de agosto já conta com as primeiras iniciativas por categorias de trabalhadores e dos movimentos. As paralisações do funcionalismo no dia 05 de julho, além de atividade da campanha salarial, já são uma ação em direção ao fortalecimento da jornada, assim como a preparação da greve para agosto nas bases do Sinasefe e os encontros regionais da entidade.


As atividades que vem sendo realizadas pelo movimento quilombola visam organizar uma plenária nacional no dia 24 de agosto, em Brasília.

A campanha “O minério tem que ser nosso” impulsionada pela CSP-Conlutas de Minas Gerais, terá seu 1º Encontro Estadual no dia 18 como parte da jornada.

As mobilizações organizadas pelo MTST, pelo Movimento Terra Livre, pelo MTL representarão a luta por moradia e pela reforma agrária; um ato previsto para o dia 30 de julho, no Rio de Janeiro, denuncia das remoções das comunidades para as obras da Copa e Olimpíadas. A ANEL deve realizar sua V Assembléia Nacional no dia 24 de agosto, em Brasília.

O cartaz e o manifesto da campanha já estão prontos. Serão rateados entre as regionais e entidades filiadas à Central. Quem não tiver os materiais, deve se informar nas CSP-Conlutas Regionais ou em suas entidades nacionais.

Até a semana da jornada, todas as quartas-feiras haverá reuniões de uma comissão operativa na sede da Central, para encaminhar as resoluções da Secretaria Executiva e o plano de intervenção na atividade.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Com ampla votação no SIM, bancários do Maranhão decidem pela desfiliação da CUT

Apuradas as urnas, cerca de 70% dos bancários aprovam sair da CUT


Apurado o Plebiscito, o SIM pela desfiliação da CUT alcançou vitória em todas as urnas. De um total de 3844 bancários aptos a votar, 2689 (69,95%) compareceram às urnas. Destes, 1855 (69,58%) votaram no SIM, isto é, pela desfiliação, contra 811 (30,42%), que votaram pelo não.


Com essa consagradora vitória, os bancários maranhenses demonstram forte descontentamento com os rumos que a CUT tomou, e autorizam a diretoria do SEEB/MA a ultimar o processo de desfiliação dessa Central. Para Eloy Natan, diretor de políticas sindicais, “este é um momento histórico, onde os bancários do Maranhão decidem se somar aos esforços da construção de uma alternativa para os trabalhadores”.

Para David Sá Barros, presidente do SEEB-MA, “com essa esmagadora votação (cerca de 70% dos votos válidos) no SIM, os bancários do Maranhão deram uma resposta contundente à degeneração da CUT. Espero que este exemplo se multiplique pelos outros sindicatos de bancários do país a fora. Infelizmente essa Central hoje representa um projeto de poder que relega os interesses dos trabalhadores ao plano secundário. Vamos ajudar a construir uma alternativa de organização que realmente represente os trabalhadores”.

Confira a apuração detalhada das urnas:










domingo, 22 de maio de 2011

PLEBISCITO NO MARANHÃO PARA DESFILIAR O SINDICATO DA CUT

SIM! EXISTE VIDA FORA DA CUT


Diretores do SEEB-MA falam sobre o voto no SIM.

Nos dias 24, 25 e 26/05, os bancários maranhenses serão consultados, por plebiscito, sobre a desfiliação do Sindicato dos Bancários do Maranhão da Central Única dos Trabalhadores – CUT.Diretores do SEEB-MA falaram sobre a eleição e porque apóiam o voto no SIM.

Regina Sanches, do Bradesco, Secretária de Saúde e Segurança no Trabalho do SEEB-MA, explicou que todos os bancários sindicalizados até 31/01/2011 – da ativa ou aposentados – podem votar, devendo apresentar apenas a carteirinha do Sindicato. Na falta desta, um contracheque comprovando o desconto da mensalidade (6 últimos meses) e o RG são válidos. “Teremos uma urna fixa na Sede Administrativa do Sindicato, em São Luís, oito urnas itinerantes na Capital e 12 em todo o interior do Estado percorrendo as agências” esclareceu ela.

Para Cláudio Costa, também do Bradesco, Secretário de Comunicação, o Plebiscito tem grande relevância para a luta dos bancários, vez que é hora de a categoria entender que a CUT está a serviço do governo e dos patrões. Para tanto, nas negociações, constroem e apresentam propostas rebaixadas.

“Não estamos prometendo o paraíso na terra. Indicamos o voto no SIM porque somente com independência frente aos governos e aos patrões poderemos garantir que nossos direitos (reposição de perdas salariais e isonomia, entre tantos outros) sejam discutidos”, defendeu Eloy Natan (CEF), Diretor de Políticas Sindicais e Sociais do SEEB-MA.

Luís Carlos (BB), Diretor Jurídico do SEEB-MA, afirmou que “sair da CUT significa livrar o Sindicato das amarras dos pelegos, que hoje, descaradamente, estão atrelados aos governos e aos patrões, além de fortalecer um pólo de oposição disposto a lutar intransigentemente pelo direito dos trabalhadores e contra os ataques do governo e dos banqueiros”.

“Vou votar no SIM para a desfiliação da CUT porque eles sustentam pautas de reivindicações rebaixadas.” Afirmou Cordeirinho, do Bradesco - Regional de Caxias.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

CSP Conlutas convoca todos para manifestação dos professores

A TODAS AS ENTIDADES E MOVIMENTOS QUE FAZEM PARTE DA CSP CONLUTAS BAHIA


Companheiros e Companheiras,


Os docentes das quatro universidades estaduais (Uesb, Uefs, Uesc e Uneb), estão em greve desde o início do mês de abril, enfrentando o descaso e a truculência do governo Jacques Wagner.

O fórum das AD's está convocando uma manifestação para amanhã (20/05), 15:00 h, na frente do Iguatemi, em Salvador.

Convocamos todas as entidades e movimentos da CSP Conlutas Bahia para estarem presentes na atividade de amanhã, demonstrando toda solidariedade e apoio à luta dos docentes das universidades estaduais e também engrossando a luta contra o decreto de contigenciamento do orçamento estadual que ataca os servidores e os serviços públicos.

Saudações com Lutas,

Secretaria Executiva Estadual CSP Conlutas Bahia

quarta-feira, 18 de maio de 2011

CAIXA descomissiona funcionários sem justa causa e parte para ofensiva nas filiais

Com apenas cinco meses de Governo Dilma e com menos de dois após a posse do novo presidente (Jorge Hereda), a Caixa já mostrou que não está para brincadeira. Na última sexta-feira (13/05) a empresa enviou um comunicado aos empregados que ainda resistem nas áreas que foram alvo do processo de reestruturação das filiais, informando que a partir daquele momento estariam dispensados sumariamente de suas funções, sem sequer haver o julgamento final da ação movida pelo Sindicato.

Além do absurdo de descomissionar esses trabalhadores, a Caixa – através da sua representação de gestão de pessoas – deram um prazo até o fim da própria sexta feira, 20/05, para que esses mesmos empregados informassem três agências para onde se “interessariam” em trabalhar.

Deixando claro que não está para brincadeira, a Caixa afronta inclusive a CLT, uma vez que o comunicado de dispensa da função e solicitação de remoção para outra unidade também foi recebido pelo diretor do Sindicato, Juary Chagas – que pela lei tem direito à irremovibilidade.

“Este é o modo como o Governo Dilma e a direção da Caixa trata os trabalhadores. Além de tratar os empregados como coisas, mudando-os de local ao bel prazer, o que estamos vendo aqui é uma ofensiva contra a organização da nossa classe. A Caixa está descomissionando trabalhadores que deram suas vidas pela empresa e, ao mesmo tempo, aproveitando-se disso para obstacular o trabalho sindical daqueles que organizam a luta. Mas, engana-se a Caixa se estiver acreditando que com isso iremos recuar. Vamos agir juridicamente e politicamente para defender os trabalhadores afetados e o direito de organização sindical da categoria”, finalizou Juary.

Veja na íntegra a notificação da Caixa:

De: RSGPERE - RSN Gestão de Pessoas Recife/PE.

Enviada em: sexta-feira, 13 de maio de 2011 12:21

Para: Juary Luis Chagas

Cc: GERET02 - Provimento e Movimentação; SR2640RN01 - Gerência Administrativa; Shirley Anne de Lima Regueira

Assunto: Notificação - Empregado Juary Luis Chagas
Ao Empregado Juary Luis Chagas

Prezado Empregado,

1 Informamos que foi publicada, em 24/03/2011, a decisão do E. TRT da 21ª Região, através do Acórdão relativo à Reestruturação 2010, modificando o status quo, então vigente e que possibilita a aplicação in totum das normas atinentes à Reestruturação da CAIXA.

1.1 Assim, diante da necessidade de regularização da situação apresentada, informamos que V.Sa. será dispensado do Cargo em Comissão/Função Gratificada ora designado, com data de 14/05/2011, ou seja, o último dia de exercício será o dia 13.05.2011.
1.2 Esclarecemos que será aplicada a norma de asseguramento constante no item 3.15.10 do MN RH 184, uma vez que a dispensa ocorrerá por motivo de alteração na estrutura organizacional.

1.3 Solicitamos a V. Sa manifestar interesse por até três agências da CAIXA na cidade de Natal, até às 18 horas de hoje, 13/05/2011, para adotarmos as providências de realocação.
2 Colocamo-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos julgados necessários.

Atenciosamente,

Shirley Regueira
Gerente
RSN Gestão de Pessoas Recife

terça-feira, 17 de maio de 2011

CEF prejudica empregados no cálculo de 1/3 de férias

O Departamento Jurídico do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas ingressou com ação contra a Caixa Federal para que seja regularizado o cálculo do terço constitucional de férias. A ação, com pedido de antecipação de tutela, está na Vara do Trabalho de Bauru, e representa todos os empregados da Caixa da base territorial do Sindicato.

A Caixa está agindo ilegalmente ao efetuar o pagamento do terço constitucional de férias aos bancários que convertem 10 dias de férias em abono, gerando prejuízos aos empregados, ao utilizar um cálculo que não tem fundamento legal nem constitucional. Conforme a Constituição Federal, é direito do trabalhador o "gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal".

Porém, a Caixa não procede dessa maneira. Para exemplificar: um holerite de férias de um bancário em julho de 2009, no valor de R$ 3.978,96 de remuneração, ao invés de receber 1/3 constitucional no valor de R$ 1.326,32, recebeu somente R$ 883,64.

Segundo a ação, o próprio Simulador de Férias contido no sistema informatizado da Caixa mostra a existência do critério errôneo do cálculo ao disponibilizar para o trabalhador as opções de 20 e 30 dias de gozo de férias, com evidente prejuízo financeiro.

Por fim, a ação pede a imediata regularização no método de cálculo do terço constitucional de férias, passando a utilizar a base de 30 dias de remuneração, independentemente da opção do bancário converter parte de suas férias em abono pecuniário; pagamento das diferenças dos valores do 1/3 constitucional de férias gozadas ou que vencerão; além da cobrança de juros e correção monetária nas diferenças anteriores, com respectivos recolhimentos previdenciários e do FGTS.

Na Trincheira 175

sábado, 30 de abril de 2011

1º de Maio relembra luta de trabalhadores e mostra resistência aos planos do governo Dilma



Neste 1º de Maio, como é tradicional, vamos relembrar a luta dos operários de Chicago (EUA), em 1886, que morreram para defender a jornada de 8 horas diárias.
Em 1891, em Paris, na França, os trabalhadores socialistas dos países industrializados da época, reunidos no congresso da Segunda Internacional Socialista, consagraram o 1º de Maio como o dia da luta pelas 8 horas de trabalho. Naquele tempo os operários trabalhavam 12, 15 e até 18 horas por dia. Não havia descanso semanal nem férias. Para o mundo do trabalho não existiam leis.
Neste 1º de Maio também teremos um motivo especial, é o primeiro ano do governo de Dilma, que pretende jogar por água abaixo leis trabalhistas e previdenciárias.

Com quatro meses de governo, Dilma Rousseff já mostrou a que veio. Tanto nos episódios do reajuste dos salários dos parlamentares, no arrocho ao salário mínimo, no corte de 50 bilhões no orçamento, na forma de ajuste da tabela do Imposto de Renda e no ataque aos movimentos sociais, a partir da presença no Brasil de Barack Obama, Dilma vem construindo um perfil de governo.
Já há ameaças como o aumento da idade mínima para aposentadoria, redução da contribuição da patronal para o INSS, reforma tributária, reforma política, aumento da taxa Selic, aumentando desta forma mais 1 bilhão nas dívidas interna e externa e uma série de outros ataques aos trabalhadores e seus direitos.

Dilma deve seguir a mesma política dos governos Lula e FHC de reformas neoliberais, privatizações e manterá a mesma relação privilegiada com os bancos e grandes empresas. Por isso, é necessário repudiá-la.

Vamos às ruas no 1º de Maio com nossas faixas, bandeiras, palavras de ordem. Há atividades em diversas cidades. Informe-se da atividade na sua cidade. Participe. Fortaleça a luta internacional dos trabalhadores!

- Redução e congelamento dos preços;
- Aumento geral dos salários e das aposentadorias;
- Direitos sociais e trabalhistas;
- Melhores condições de trabalho;
- Valorização dos serviços e dos servidores públicos;
- Transporte público, de qualidade e não aumento das tarifas;
- Moradia digna para os trabalhadores;
- Não ao pagamento da dívida pública.

Dia de mobilização na Bahia denuncia os ataques promovidos pelo governo Dilma

O dia 28 de abril na Bahia foi marcado por várias manifestações em todo o Estado. Logo cedo, debaixo de muita chuva, a CSP-Conlutas e o MOM (oposição metalúrgica) esteviveram presentes no Complexo Ford de Camaçari realizando um ato com faixas e panfletos denunciando os ataques promovidos pelo governo Dilma nestes primeiros dias de seu mandato. Além disso, o ato denunciou a nova onda de demissões orquestrada pela empresa.

Até o ultimo dia 25/04 mais de 70 trabalhadores foram demitidos em todo complexo e até então nem o sindicato, dirigido pela CTB, nem o governo do Estado, Jaques Wagner/PT, se pronunciaram em favor dos trabalhadores.


Ainda pela manhã houve uma manifestação dos servidores públicos municipais de Alagoinhas, na porta da prefeitura. Os servidores do município juntamente com os trabalhadores das empresas terceirizadas paralisação suas atividades neste dia nacional de luta.

À tarde foi à vez das ruas de Salvador serem tomadas por estudantes, professores das universidades estaduais e servidores federais de várias categorias no Estado, que carregavam muitas faixas, bandeiras, bonecos e panfletos. Nem a chuva forte tirou o ânimo dos manifestantes que não paravam de gritar palavras de ordem contra o governo e em defesa dos seus direitos. O ato público contou com a presença de mais de 400 manifestantes e teve como tema central a luta dos professores da rede estadual de ensino superior.

Os professores das quatro Universidades estaduais (UNEB, UEFS,UESC, e UESB) em greve desde o início do mês de abril reivindicavam além de um aumento real de seus salários a revogação imediata do decreto nº 12583/11 que reduz em 30% o orçamento público do Estado para o ensino superior.

O ato foi encerrado na Praça Castro Alves com falas das entidades presentes e dos partidos políticos que apoiavam a manifestação.

Pela tarde houve atos dos servidores municipais em Esplanada, que paralisaram as atividades por 24 h e dos professores municipais de Lauro de Freitas também com atividades paralisadas.

O 28 de abril também foi marcado por panfletagem nas bases de oposições sindicais que constroem a CSP-CONLUTAS na Bahia. MNOB-BA distribuiu panfleto da oposição e da CSP-CONLUTAS em agências.






Secretaria Executiva CSP Conlutas Bahia

segunda-feira, 25 de abril de 2011

domingo, 24 de abril de 2011

28 de Abril. Dia Nacional de Lutas!


A principal atividade da CSP-Conlutas no calendário de mobilização de abril será a construção do dia nacional de lutas em 28 de abril. Este dia foi definido por todas as entidades e movimentos que participam do espaço nacional de unidade de ação: CSP-Conlutas, Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST), Cobap, Intersindical, MTST, MTL, Anel, Cnesf, entre outras entidades combativas do movimento sindical e popular.



Ataques do novo governo

Dilma acaba de completar três meses de governo, mas, apesar do pouco tempo, já ficou clara sua política de ataques aos trabalhadores e à maioria do povo. Foi assim com o aumento absurdo no salário dos políticos do Congresso, principalmente em comparação com o reajuste abaixo da inflação para o salário mínimo, com o aumento dos juros e as medidas contrárias aos direitos do funcionalismo público federal, especialmente a proposta de congelamento dos salários dos servidores.

A presidente realizou ainda o maior corte da história no orçamento da União, no total de R$ 50 bilhões, atingindo principalmente as verbas nas áreas sociais, como saúde, educação e programas sociais.


Mais reformas neoliberais

Neste momento, estão em discussão no governo as propostas de reforma tributária e da nova reforma da Previdência. A grande imprensa vem divulgando, a partir de declarações de ministros e fontes ligadas ao próprio governo, as possíveis medidas que serão adotadas.

Está sendo cogitada uma reforma tributária que, entre outras iniciativas, reduziria a contribuição patronal no financiamento da Previdência Social, e uma nova reforma da previdência que criaria a idade mínima para se aposentar por tempo de contribuição.

Em vez de simplesmente acabar com o famigerado fator previdenciário, o governo Dilma, com apoio e conivência das centrais sindicais governistas, está propondo substituí-lo pelo chamado fator 85/95, que condenaria os trabalhadores a ter direito à aposentadoria integral somente quando a idade somada ao tempo de contribuição atingisse 85 anos, no caso das mulheres, e 95, no caso dos homens.

Unificar as lutas

Portanto, não faltam motivos para sairmos à luta. O objetivo da CSP-Conlutas é unificar, num mesmo dia de luta, todas as mobilizações das campanhas salariais com as mobilizações do movimento popular e estudantil. Precisamos organizar um amplo movimento nacional que derrote os ataques dos patrões, do governo Dilma, dos governos estaduais e das prefeituras, e que consiga nossas reivindicações.

Após o dia 28 de abril, a CSP-Conlutas estará com outras entidades, movimentos e organizações políticas, em todo o país, na construção de atos classistas, de luta e socialistas no dia 1º de maio, Dia Internacional dos Trabalhadores.




28 de Abril é Dia Internacional em Memória às Vítimas de Acidente de Trabalho

Neste dia 28 de abril, a CSP-Conlutas vai às ruas e locais de trabalho lembrar o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. Vamos levantar a bandeira por melhores condições de trabalho.
No Brasil, por ano, são registrados cerca de 3.000 mortes por acidente de trabalho, o que corresponde a uma morte a cada três horas. O número de acidentes também são impressionantes. O Anuário Estatístico da Previdência Social no ano de 2004 registrou 465.700 acidentes de trabalho no país. De lá pra cá, o número só vem crescendo. Foram 499.680 acidentes, em 2005; 503.890, em 2006; 659.523 casos, em 2007; 755.980, em 2008; e em 2009 (última publicação), foram registrados 723.452 casos.

Um reflexo dessa situação foi a revolta recente dos operários da construção civil que estão trabalhando nas obras do PAC (Plano de Aceleração de Crescimento).

Não vamos permitir este absoluto descaso com a vida dos trabalhores. É crime!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Proposta do BB é insuficiente. É possível conquistar mais!

A proposta divulgada nesta segunda-feira está longe de atender às reivindicações dos bancários do BB e muito aquém das possibilidades de uma das maiores instituições financeiras do mundo. Chega a ser inferior à proposta apresentada pela FENABAN, como no item que trata da valorização do piso salarial.


- O índice de 7,5% é menor do que os conquistados por categorias como metalúrgicos e petroleiros, 10,8% e 9%, respectivamente, além de abonos;

- A proposta de aumento de 13% no piso é inferior ao índice de 16% aplicado pela FENABAN. Caso fosse aplicado o percentual da FENABAN, o piso de ingresso seria R$ 1.642,56, e não R$ 1.600,00, como propõe o BB. Esta diferença chegaria, em um ano, a R$ 553,28;

- Não cumpre sequer o compromisso do acordo anterior - um novo PCCS. O PCR não tem definições claras e estimula ainda mais a dependência das comissões, além de não elevar o atual interstício (3%) de promoção horizontal por tempo de serviço;

- Estabelece a possibilidade de utilização da GDP como instrumento para descomissionamentos;

- Além de não resolver os principais problemas dos funcionários oriundos do Banco Nossa Caixa, ainda propõe a entrega de um direito, a Gratificação Variável, em troca de uma indenização;

CONTRAF/CUT se alia ao BB para novamente trair nossa greve!

A Contraf/CUT, como tem feito em todas as campanhas, no momento em que conseguimos sentar para discutir nossas questões específicas, defende o recuo da greve e o acordo "histórico". Histórico é o lucro do Banco. Não temos aumento real porque continuamos acumulando perdas desde o plano Real.

A força de nossa greve, que é a maior desde 2004, e a proximidade do segundo turno das eleições nos abre a possibilidade de conquistar muito mais, avançando em temas fundamentais de nossa pauta específica.


Oposição Bancária (MNOB / CSP-Conlutas) defende a apresentação de uma contraproposta ao BB

Apresentamos abaixo propostas que consideramos essenciais para garantirmos um acordo vitorioso.

1) Piso de ingresso de R$ 1.647,23, através da aplicação do mesmo índice apresentado pela Fenaban (16,33%) sobre o valor atual;

2) Defendemos que seja aplicado 12% sobre todas as verbas e benefícios

3) Apresentação dos critérios a serem adotados no PCR (promoção por mérito). Não podemos dar um cheque em branco à empresa que já nos enrolou em vários itens de acordo, como o plano odontológico;

4) Abono dos dias de greve. A compensação dos dias de greve, nos mesmos moldes do ano passado, tem o objetivo de jogar as pessoas contra a greve, enfraquecendo a nossa luta a cada ano. Medida adotada por este governo, de um ex-sindicalista, que se construiu fazendo greves. Não podemos aceitar punições aos que lutaram para garantir direitos para todos;

5) Retorno do anuênio (1%) para todos os funcionários, a exemplo do acordo do BRB;

6) Licença-prêmio para todos: 18 dias, podendo ser convertida em espécie, o que significaria um ganho salarial de 5%, não incidindo qualquer tipo de imposto ou encargo trabalhista;

7) Jornada de 6 horas para todos, sem redução de salários, conforme previsto em lei e reconhecido pela própria Justiça do Trabalho, com a incorporação dos 15 minutos à jornada, como no acordo do BRB;

8) Fim da lateralidade / retorno das substituições para todas as comissões;

9) Incorporação das comissões ao salário, como no acordo do BRB;

10) Retorno dos interstícios de promoção horizontal vigentes até o PCCS de 1995 (12 e 16%);

11) Comitê de ética com composição paritária ( entre eleitos e indicados pela empresa) e canal direto com os denunciantes;

12) Fim da trava de dois anos;

13) Para os funcionários oriundos do BNC, manutenção do Economus, com a possibilidade de utilização da CASSI e manutenção da Gratificação Variável enquanto não haja a extensão da Licença Prêmio para todos.

14) Contratar de forma imediata, chamando dos concursos novos funcionários para resolver o caos que vive as agencias.

Consideramos que a greve por nossas questões específicas, depois da enrolação da mesa da Fenaban, pode empolgar o conjunto do funcionalismo . Necessitaremos, entretanto que os grevistas saiam às ruas e se incorporem aos piquetes e mobilizações. Necessitaremos acabar com os sites de contingência. A greve terá que ser de todos - comissionados ou não.

MNOB-CSP CONLUTAS

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Quadro da Greve: Dia 04/10/2010, segunda-feira

CAMPANHA SALARIAL 2010: Quadro da Greve dos Bancários




Seg, 04 de Outubro de 2010 11:35

Confira as bases sindicais que já decidiram em assembleia pela greve por tempo indeterminado:



ABC Paulista (SP)

Acre

Alagoas

Alegrete (RS)

Alta Cruz (RS)

Anápolis (GO)

Amazonas

Andradina (SP)

Angra dos Reis (RJ)

Araçatuba (SP)

Araguari (MG)

Araraquara (SP)

Bagé (RS)

Bahia

Baixada Fluminense (RJ)

Balneário Camboriú (SC)

Barbacena (MG)

Bauru (SP)

Belo Horizonte (MG)

Bento Gonçalves (RS)

Blumenau (SC)

Bragança Paulista (SP)

Brasília (DF)

Cajazeiras (PB)

Camaquã (RS)

Campina Grande (PB)

Campinas (SP)

Campo Grande (MS)

Campo Mourão (PR)

Cachoeira do Sul (RS)

Carazinho (RS)

Cariri (CE)

Caruaru (PE)

Cascavel (PR)

Catalão (GO)

Caxias do Sul (RS)

Cornélio Procópio (PR)

Corumbá (SP)

Ceará

Cruz Alta (RS)

Curitiba (PR)

Curvelo (MG)

Dourados (MS)

Erechim (RS)

Espírito Santo

Franca (SP)

Florianópolis (SC)

Foz do Iguaçu (PR)

Goiana (PE)

Goiás

Guaporé (RS)

Guarapuava (PR)

Guaratinguetá (SP)

Garanhuns (PE)

Governador Valadares (MG)

Horizontina (RS)

Ijuí (RS)

Imbituba (SC)

Irecê (BA)

Itabuna (BA)

Itajaí (SC)

Ituiutaba (MG)

Jahu (SP)

Jataí (GO)

Joaçaba (SC)

Joinville (SC)

Jundiaí (SP)

Juiz de Fora (MG)

Lageado (RS)

Lages (SC)

Laguna (SC)

Limeira (SP)

Litoral Norte (RS)

Londrina (PR)

Manhuaçu (MG)

Maranhão

Marília (SP)

Maringá (PR)

Mato Grosso

Mato Grosso do Sul

Mogi das Cruzes (SP)

Montes Claros (MG)

Mossoró (RN)

Natal (RN)

Muriaé (MG)

Naviraí (MS)

Niterói (RJ)

Nova Friburgo (RJ)

Novo Hamburgo (RS)

Palmares (PE)

Patos (PB)

Pará e Amapá

Paraíba

Paranavaí (PR)

Passo Fundo (RS)

Pelotas (RS)

Petrolina (PE)

Petrópolis (RJ)

Piauí

Piracicaba (SP)

Pelotas (RS)

Pernambuco

Ponta Grossa (PR)

Ponta Porã (MS)

Porto Alegre (RS)

Ribeirão Preto (SP)

Rio de Janeiro (RJ)

Rio Claro (SP)

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Vitória da Conquista (BA)

Negociação no BRB mostra que é possível arrancar mais que os 11% pedidos pela Contraf-CUT. Fortaleça a greve, participe das assemblíeas e dos piquetes e vamos arrancar conquistas também no BB, na CEF e no BNB

Os bancários do Banco Regional de Brasília (BRB) arrancaram numa negociação específica reajuste salarial de 12%. O índice chega a ser superior ao que está sendo reivindicado pela Contraf-CUT para a categoria, que é de 11%.

Além disso, a proposta conquistada no BRB ainda abrange 20,9% sobre a gratificação de caixa, 7% para as funções gratificadas e para o Vale-refeição e reivindicações relacionadas à isonomia como o direito a 35 dias de férias para os oriundos de outras empresas incorporadas, a extensão do anuênio para os contratados a partir de 2000 e a garantia de emprego a todos os funcionários, previsto no regulamento pessoal.

De acordo com o membro da MNOB (Movimento Nacional de Oposição Bancária), ligado à CSP-CONLUTAS, Wilson Ribeiro, o que aconteceu no BRB é uma demonstração de que é possível conquistar mais nesta greve e a proposta defendida pela Contraf-CUT é realmente rebaixada. "Os banqueiros lucraram 420% durante o governo Lula e os bancários acumulam perdas salariais. Isto é escandaloso. É possível arrancar mais do que os 11% pedidos pela Contraf-CUT. Os bancos podem pagar mais. Por isso vamos fortalecer a nossa greve", defende Wilson.

Outro aspecto importante do desfecho dessa negociação para a greve da categoria é o fato de ter ocorrido por meio de negociação específica com o banco, o que também é defendido pelo MNOB, colocando em xeque a mesa única de negociacões, comandada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).

Para conseguirmos arrancar essas conquistas no BB, na CEF e no BNB, precisamos fortalecer a nossa greve participando das reuniões do comando, das assembléias e dos piquetes. Só assim poderemos conduzir os rumos da greve e pressionar o governo Lula para que atenda nossas reivindicações pela isonomia e reposição de perdas.

PARTICIPE DA ASSEMBLÉIA, HOJE, ÀS 18H, NO GINÁSIO DE ESPORTES!