quarta-feira, 3 de outubro de 2012

BB ameaça descontar salário de grevistas



Em mensagem enviada na semana passada aos administradores, a Diretoria de Gestão de Pessoas do Banco do Brasil determinou a não reclassificação do código 308 (Falta Não Abonada Não Autorizada) para as ausências ocorridas a partir do dia 27/09. Caso o banco persista nessa postura, os funcionários que fizeram greve no dia 27 terão esse dia descontado.

De forma autoritária e visando intimidar os lutadores, o BB está desrespeitando as assembleias ocorridas no dia 26/09. Assembleias legítimas que deliberaram pela continuidade da greve em nada menos do que 10 estados do país, entre eles a Bahia.

Esse é um claro ataque ao direito de greve e uma tentativa de retaliação para os bancários que não aceitaram a subordinação ao Comando Nacional da Contraf/CUT e rejeitaram a proposta rebaixada apresentada pelo BB. O governo Dilma repete, através do BB, a mesma postura anti-sindical que teve diante da greve dos Servidores Públicos Federais.

Além da ameaça de desconto do dia de greve, fomos surpreendidos com o desconto no valor do Vale Alimentação, sem nenhum esclarecimento ou sinalização de que esse valor nos será devolvido.

Apesar dessas retaliações, estamos a um dia da assinatura do acordo aditivo entre a Contraf/CUT e o Banco do Brasil e não existe qualquer posicionamento das entidades sindicais que apontem para a resolução desses problemas. Haverá ou não desconto do dia 27 na folha de pagamento dos funcionários que estavam em greve? O valor descontado do Vale Alimentação será ou não devolvido?

É de se esperar que a Contraf/CUT não esteja se movendo para impedir essas retaliações. Afinal, defendeu a aceitação da proposta do BB junto com os gerentes e, mesmo assim, foram atropelados pela base da categoria em diversas assembleias. Sua irresponsabilidade com a greve dos bancários começou com sua subserviência em relação ao Governo, aprovando uma pauta rebaixada que abandona as perdas salariais da categoria. Agora, querem abandonar os grevistas à própria sorte, deixando nas mãos do Banco a possibilidade de descontar nosso salário.

Chamamos a diretoria do Sindicato dos Bancários da Bahia a não compactuar com esse descaso da Contraf/CUT em relação às ameaças do BB contra os grevistas. Exigimos um posicionamento firme, com indicativo de mobilização para impedir a punição daqueles que fizeram greve. 

CUT desmonta mais uma greve nacional dos bancários


Juary Chagas
de São Paulo

Na última quinta-feira, 27/09, foi escrita mais uma página vergonhosa na história do movimento sindical brasileiro. A greve dos bancários, deflagrada no dia 18/09, foi totalmente desmantelada pela CONTRAF (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, entidade orgânica à Central Única dos Trabalhadores/CUT), que abandonou a luta pelas reivindicações dos bancários para mais uma vez se colocar na defesa do Governo Dilma.


 Uma proposta ridícula diante de tantos lucros

Já no mês de setembro, após várias rodadas de negociação, os banqueiros e o Governo Dilma apresentaram uma proposta de 6% de reajuste, que na prática apenas iria repor a inflação do período. Com isso, os bancários foram à greve com a certeza de que era possível conquistar muito mais, pois se trata do setor da economia mais lucrativo do Brasil, batendo recordes – tanto nos bancos privados como nos estatais – ano após ano.

Após uma semana de greve, os banqueiros foram forçados a aumentar a ceder e apresentaram uma proposta de reajuste de 7,5%. Essa proposta foi resultado da forte adesão da categoria à greve (principalmente nos bancos públicos), mas ainda estava muito aquém tanto das reivindicações da categoria, como das condições financeiras dos bancos.

Nos últimos 16 anos (de FHC, passando por Lula e até chegar ao Governo Dilma) os lucros dos cinco maiores bancos do país (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú-Unibanco, Santander e Bradesco) atingiram um percentual de 1.575%. Isto significa que somente os maiores bancos brasileiros tiveram uma lucratividade média de 112% ao ano.

Por outro lado, os percentuais dos salários dos bancários no mesmo período são bem diferentes. Os trabalhadores dos bancos privados acumulam desde a época do Plano Real até hoje uma perda salarial de aproximadamente 26%. Nos bancos públicos, a perda é ainda maior: os bancários do Banco do Brasil sofrem com uma defasagem de 86% e os da Caixa Econômica Federal aproximadamente 98, sem falar nos demais bancos (BNB, BASA, BANPARÁ, etc.).

A greve, que estava com uma forte adesão (mais de 9 mil agências em uma semana de paralisação) e ainda estava no início, tinha, portanto, força para arrancar muito mais.

Dilma não governa para os bancários

Apesar da alta adesão dos bancários à greve, a categoria teve que se enfrentar com a intransigência do Governo Dilma, que desde o início da greve se negou a atender as reivindicações dos trabalhadores.

O discurso de Dilma foi sempre no mesmo tom: não era possível conceder aumentos acima da inflação, pois isso comprometeria as contas do governo. Mas as medidas adotadas por Dilma nos últimos meses são suficientes para desmentir tudo isto. Bastaram as ameaças da crise econômica internacional voltarem a rondar o Brasil para Dilma lançar um plano de incentivos aos grandes empresários que, dentre outras coisas, privatiza os portos, aeroportos e rodovias brasileiras e ainda prevê financiamento público do BNDES para as empresas envolvidas nas operações.

Mas esse pacote de concessões – que de tão pró-patronal foi chamado de “kit felicidade” por, Eike Batista, um dos maiores empresários do país – não foi a única medida a demonstrar que o Governo Dilma poderia contemplar as reivindicações dos trabalhadores dos bancos públicos. Durante a greve, o Banco do Brasil – que é de propriedade acionária estatal – montou uma megaestrutura de contingências (prédios comerciais alugados com tecnologia e logística para fazer funcionar as operações do banco realizadas por fura-greves) que custavam em média 200 mil reais cada. Isto mostra que o Governo Dilma, se quisesse, poderia atender as reivindicações dos bancários, desde que seu critério fosse governar para os trabalhadores, e não para os maiores empresários do Brasil.

Ao contrário disto, o governo do PT não apenas se negou a atender as reivindicações dos trabalhadores, como procurou a todo o momento desmantelar a greve, com a ajuda do sindicalismo governista da CUT.

 A subordinação da CUT aos interesses dos banqueiros e do governo

Como se não bastasse a necessidade de enfrentar o setor mais poderoso da economia e o governo federal, os bancários em greve ainda tiveram que – mais uma vez – lutar contra um sindicalismo totalmente subordinado aos interesses patronais.

Desde os fóruns preparatórios a CONTRAF/CUT, definiu uma pauta de reivindicações que foi encabeçada por um índice de reajuste salarial de 10,25%, que não representa sequer a metade das perdas sofridas pelos trabalhadores dos bancos privados. Ou seja, enquanto os banqueiros lucram bilhões, a própria entidade sindical que representa a categoria nas negociações se nega a explorar o crescimento dos lucros da patronal com uma pauta que possa avançar de verdade na reposição das perdas que a categoria sofreu ao longo dos últimos 18 anos.

Mas isto tem um motivo. Para que o governo do PT não seja colocado na berlinda a cada greve dos bancários, foi instituída uma Mesa Única que conta somente com a presença dos banqueiros e o que sai dessa negociação seria teoricamente estendido também aos trabalhadores dos bancos públicos. No entanto, como as negociações de reajuste salarial são definidas numa mesa com a FENABAN, o governo se nega a negociar diretamente com os trabalhadores, sob a justificativa de que respeita a Convenção Coletiva Nacional da categoria. A CONTRAF/CUT, ao defender fervorosamente esse modelo de negociação nos dias de hoje, tem ajudado bastante o Governo Dilma, assim como ajudou a Lula: os bancários dos bancos públicos praticamente não avançaram em nada nas suas reivindicações específicas e a categoria até hoje nunca repôs as suas perdas.

Na greve deste ano, a CUT passou dos limites. Em função da intransigência dos banqueiros e de Dilma, as propostas apresentadas aos trabalhadores foram muito rebaixadas. Além do reajuste de 7,5% ser muito baixo se comparado aos lucros do sistema financeiro, os trabalhadores dos bancos privados não conquistaram a estabilidade no emprego e os dos bancos públicos não avançaram quase nada em suas reivindicações específicas. Ao contrário, a direção dos bancos estatais e o Governo Dilma, não satisfeitos com a proposta de reajuste sobre o piso salarial da categoria (8,5%), simplesmente se negaram a acompanhar a íntegra da proposta da FENABAN e reajustaram o piso salarial dos bancários do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal em apenas 7,5% (o mesmo índice de reajuste proposto pelos banqueiros sobre todas as verbas), mostrando a farsa que é a história da Mesa Única.

A postura da CUT diante desse golpe foi vergonhosa: orientou a aceitação do acordo e o fim da greve com compensação de dias parados, mesmo diante de itens que na prática retiram direitos – como é o caso da proposta do Banco do Brasil sobre a jornada de 6 horas, condicionada a uma suspensão de ações judiciais movidas contra o banco, muitas delas em fase bastante avançada.

O posicionamento da CONTRAF/CUT frente a um golpe da patronal e do governo no curso de um processo de luta dos trabalhadores demonstra como o sindicalismo cutista está cada vez mais subordinado à lógica e aos interesses do governo e dos banqueiros.


A greve mostrou que com mobilização é possível vencer

Apesar do acordo insuficiente, do controle quase absoluto que a CUT tem sobre a maioria dos sindicatos de bancários do país (cerca de 90% das entidades sindicais têm direções cutistas à frente) e da audácia das manobras com as quais seus sindicatos enterraram o movimento, alguns episódios desta greve mostraram que com mobilização os trabalhadores podem superar todos esses obstáculos.

Em Belém, os trabalhadores do BANPARÁ (Banco do Estado do Pará) aprovaram no encontro específico da categoria um índice de reajuste de 15%, contrariando o sindicato (dirigido pela CSD/CUT), que inclusive protocolou junto ao banco uma pauta com reajuste de 10,35% (o mesmo apresentado para a FENABAN). E mesmo começando a greve antes do calendário nacional definido pela CONTRAF/CUT, os trabalhadores conseguiram o mesmo acordo fechado nacionalmente, mas com anistia total dos dias parados.

Os bancários da Caixa Econômica Federal também deram uma demonstração de força. Na noite do dia 26/09, quando a CONTRAF/CUT já tinha orientado a aceitação da proposta e o fim da greve, os trabalhadores derrotaram as direções sindicais nos maiores e na maior parte dos sindicatos do país, aprovando a continuidade da greve. Lamentavelmente, no dia seguinte, os sindicatos da CUT chamaram assembléias “relâmpagos” e, numa operação unitária com a direção da Caixa, lotaram as assembléias de gestores, acabando de vez com o movimento.

Apesar dessa ação vergonhosa da CUT, ficou a lição de que quando os trabalhadores agem coletivamente, é possível vencer os banqueiros, o governo e inclusive os agentes do movimento que se colocam a serviço dos patrões. Isto precisa ser resgatado nas próximas mobilizações e só desse modo os trabalhadores podem impedir as traições dos sindicatos da CUT.


Para vencer os patrões e as traições da CUT, é preciso organização

Além da dureza que é comum a qualquer enfrentamento com os banqueiros e com um governo que conhece de perto as táticas do movimento sindical, as traições das direções sindicais ajudam a desenvolver mais desconfiança, descrédito e desmobilização dos trabalhadores. É por essa razão que muitos bancários aderem às paralisações, mas resistem em participar das assembléias e das atividades da greve: os trabalhadores perdem a confiança quando são traídos pela própria entidade que devia representá-los.

Contudo, a única forma de enfrentar esse problema é com a organização coletiva. A primeira resposta dos bancários deve ser a total solidariedade aos trabalhadores que se mantiveram em greve após o dia 26/07. O Governo Dilma, através das direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, está ameaçando esses trabalhadores com desconto. A outra resposta, não menos importante, deve ser um “não” a qualquer compensação de horas decorrentes de paralisação da greve.

Sabendo que a CUT não está ao lado dos trabalhadores nessas lutas é que surgiu o Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB), que hoje é filiado à CSP-Conlutas. Desde então, o MNOB vem fazendo um chamado a todos os trabalhadores que não têm acordo com os absurdos protagonizados pela CONTRAF/CUT, para construir e fortalecer uma alternativa diante da traição e da falência política da atual direção do movimento.

Após mais esta greve, o MNOB/CSP-Conlutas convida os bancários de todo o país para fortalecer as próximas lutas, contra os ataques dos banqueiros, do governo e dos seus agentes dentro do movimento sindical.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

GREVE CONTINUA NO BB, NA CEF E NO BNB



Em assembleia na noite desta quarta-feira, os trabalhadores dos bancos públicos aprovaram a continuidade da greve no BB, na CEF e no BNB.

PARTICIPE DA ASSEMBLEIA!!

DATA: HOJE, QUINTA-FEIRA (27/09)
HORÁRIO: 18H30
LOCAL: GINÁSIO DE ESPORTES

BOLETIM DISTRIBUÍDO NA ASSEMBLEIA QUE REJEITOU AS PROPOSTAS DO BB E DA CEF



terça-feira, 25 de setembro de 2012

Fenaban oferece reajuste de 7,5%. Agora, é rejeitar a proposta e manter a greve!



Neste oitavo dia da greve nacional, a Fenaban apresentou uma nova proposta: reajustar em 7,5% o salário, em 8,5% o piso salarial e os auxílios-refeição e alimentação e em 10% a parcela fixa da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), bem como os tetos da regra básica e do adicional.

Para o Movimento Nacional de Oposição Bancária, os trabalhadores de todo o Brasil devem rejeitar a proposta nas assembleias de amanhã. Diante dos lucros bilionários dos bancos, ela segue muito rebaixada.

Veja como vão ficar as cláusulas econômicas caso a proposta seja aprovada:

Reajuste Salarial: 7,5%

Piso Salarial: R$ 1.519 (reajuste de 8,5%)

Salário dos Caixas: R$ 2.056,89 (reajuste de 8,5%)

Auxílio-Refeição: R$ 472,15, ou R$ 21,46 por dia (reajuste de 8,5%)

Cesta-Alimentação e 13ª Cesta-Alimentação: R$ 367,90 (reajuste de 8,5%)

PLR

Regra Básica: 90% do salário mais R$ 1.540 fixos (reajuste de 10%), com teto de R$ 8.414,34 (reajuste de 10%). Caso a distribuição do lucro líquido não atinja 5% com o pagamento da regra básica, os valores serão aumentados para 2,2 salários, com teto de R$ 18.511,54 (10% de reajuste).

PLR Adicional: 2% do lucro líquido distribuídos linearmente, com teto de R$ 3.080 (reajuste de 10%).

Antecipação da PLR: 54% do salário mais valor fixo de R$ 924,00, com teto de R$ 5.166,01 e parcela adicional de 2% do lucro líquido do primeiro semestre distribuído linearmente, com teto de R$ 1.540,00.

A primeira parcela da PLR será paga até dez dias após a assinatura da Convenção Coletiva e a segunda, até 1º de março de 2013.

– 25/09/2012

REUNIÃO MNOB BA

Reunião MNOB BA - Oposição Bancária

Data: 26 de setembro
Horário: 16hs
Local: Passeio Público (perto do Teatro Vila Velha), Salvador, BA


Pauta:
1. Avaliação sobre a greve
2. Organização

Participe e construa uma alternativa sindical!!!!!


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Todos à Greve



Assembléia hoje, às 18h30, no Ginásio de Esportes


A categoria bancária faz greve desde 1932 e todos os nossos direitos foram conquistados através da luta. Dentre os exemplos, estão o direito de não trabalhar aos sábados, a jornada de seis horas, o direito à aposentadoria complementar, PLR, vale refeição, cesta alimentação e, depois, 13ª cesta alimentação. O pouco que se avançou em isonomia na CEF e no BB para os funcionários pós-98, como 5 dias de abono por ano e, pasmem, até a garantia de ter os mesmos dias para chorar a morte de um parente, foi produto das últimas greves. Não é mera coincidência o fato de que, desde 2003, fazemos greve todos os anos (com a exceção de 2007) e, neste período, não recebemos reajustes abaixo da inflação.
Enquanto isso, as maiores perdas salariais e de direitos da categoria ocorreram durante a década de 90, período em que os bancários tiveram muitas dificuldades para fazer greve. Ou seja, independente de quem esteja no governo, tudo o que temos foi conquistado através da nossa luta. Vale lembrar que justamente em 2007, ano em que não houve greve no BB, o banco se sentiu fortalecido para aprovar um dos piores ataques às condições de trabalho dos funcionários comissionados: o fim do pagamento das substituições e a imposição da lateralidade.
É evidente que uma categoria que, desde 2003, faz greve todos os anos, poderia ter conquistado muito mais e recuperado uma parte mais expressiva das perdas salariais da década de 90. Não avançamos mais porque temos uma direção ligada ao governo, que esconde as perdas salariais, defende acordos de encerramento de greve aquém da capacidade do movimento e não tem interesse de construir um movimento democrático e que envolva a maior parte da categoria.
Nesse ano a situação não é diferente. Apesar dos banqueiros serem o setor que mais lucra no país, eles apresentam uma proposta de índice de 6%, que está abaixo das principais categorias do país. A CEF e o BB continuam dizendo não aos principais itens da pauta específica, como a jornada de seis horas e a isonomia.
Como o funcionalismo federal acaba de demonstrar, a única forma de avançarmos é construindo uma greve forte. Neste sentido, o primeiro passo é aderir à greve a partir do dia 18. Não existe nada mais essencial que lutar pelos nossos direitos e isso não podemos delegar a ninguém. O segundo passo é participar das assembléias, pois não podemos deixar o controle do movimento nas mãos da diretoria do sindicato. Um dos principais momentos para demonstrar que queremos construir um movimento forte e controlado pela categoria é a assembléia de entrada em greve. Por isso convidamos todos a participar da assembléia de deflagração da greve nesta segunda, dia 17, às 18h30, no Ginásio de Esportes dos bancários (Próximo ao quartel dos Aflitos, Centro).
Movimento Nacional de Oposição Bancária - Bahia

domingo, 9 de setembro de 2012

Bancários do Rio Grande do Norte aprovam GREVE GERAL a partir de 18 de setembro

Os bancários do Rio Grande do Norte decidiram iniciar a greve por tempo indeterminado a partir de 18 de setembro. A categoria está revoltada com a exploração a que vem sendo submetida nas agências. O estopim foi a esmola de apenas 6% quando, na verdade, os trabalhadores reivindicam um reajuste de 23%, além de isonomia, reposição das perdas históricas desde o Plano Real e uma PLR justa.

Os bancários também estão indignados com o aumento da sobrecarga de trabalho e da perseguição nos bancos. A avaliação é de que teremos uma greve forte no RN. O Sindicato a partir de agora iniciará a divulgação na mídia (entrevista, jornais, anúncios) informando a população com o intuito de complementar o trabalho de agitação que já está sendo feito nas agências. Cada bancário deve mobilizar os colegas dos seus locais de trabalho e avisar aos clientes da greve. 

Vamos à greve e à vitória!!!!

Fonte: Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte

Bancários do Maranhão decidem entrar em greve a partir do dia 18/09

Na última quarta-feira (05), categoria rejeitou a proposta da Fenaban e decidiu entrar em greve por tempo indeterminado.

05/09/2012 às 20:35
Ascom/SEEB-MA


Em assembleia realizada nesta quarta-feira (05/09), na sede do SEEB-MA, os bancários maranhenses decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 18 de setembro, em sintonia com o indicativo de greve da categoria em todo o país.

Na assembleia, os bancários rejeitaram a proposta de reajuste de 6% mantida pela Fenaban na última rodada de negociação ocorrida no dia 04/09. Para o presidente do SEEB-MA, José Maria Nascimento, a proposta é rebaixada diante dos lucros dos bancos e dos baixos salários pagos à categoria.

"O sistema financeiro nacional é o mais rentável do mundo e tem total condição de atender as reivindicações dos trabalhadores. Apenas no primeiro semestre deste ano, os seis maiores bancos brasileiros lucraram juntos quase R$ 25 bilhões [lucro líquido]" - ressaltou.

Contraf-CUT representa os patrões


Apesar dos lucros recordes, a Contraf-CUT pediu apenas 10% de reajuste para os grandes bancos, enquanto o Banco do Estado do Pará (Banpará) provisionou reajuste de 13% para seus empregados. "Como um banco estadual, com lucro menor, pode oferecer um índice superior ao apresentado pelos bancos privados, regionais e federais? Isso é um contra-senso apoiado pela Contraf" - afirmou o diretor Raimundo Costa.


Paralisações de advertência

De acordo com José Maria, o próximo passo da Campanha Salarial é intensificar as manifestações e paralisações nas agências com o objetivo de pressionar os banqueiros e o Governo Federal (patrão dos bancos públicos) a apresentarem uma proposta decente à categoria. No próximo dia 14/09 (sexta-feira) às 18h, na sede do SEEB-MA, será realizada a assembleia organizativa para definir os últimos detalhes da paralisação. É importante ressaltar que os bancários estão abertos ao diálogo e dispostos a avaliar novas propostas até o dia 17 de setembro.

Reivindicações


O SEEB-MA luta por reajuste de 23%, PLR de 25% do lucro líquido distribuídos de forma linear, piso do Dieese (R$ 2.416,38), reposição das perdas salariais, isonomia, contratação de mais bancários, entre outras questões!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012


ADVOGADOS DO BB DELIBERAM SOBRE INÉDITO E HISTÓRICO MOVIMENTO PAREDISTA



ADVOGADOS DO BB DELIBERAM SOBRE INÉDITO E HISTÓRICO MOVIMENTO PAREDISTA

Os advogados do Banco do Brasil, por meio de sua Associação – ASABB – estão se mobilizando no sentido de deliberar possível greve, com o intuito de obterem melhores condições de trabalho e aumento de salários.

Essa é a primeira vez que o corpo jurídico pretende deliberar sobre a realização de movimento paredista. Apesar de inúmeras tentativas amigáveis de negociar melhorias salariais com o BB, a Associação dos Advogados não obteve sequer um posicionamento do Banco.  

Atualmente, há uma enorme discrepância salarial entre os advogados do Banco e os advogados de outras estatais, bem como em relação às carreiras jurídicas da Administração Pública. A exemplo, enquanto o salário inicial de um advogado do BRB é de R$ 12.096,52, o advogado do BB recebe, inicialmente, o salário líquido de R$3.609,05 (R$5.153,84 brutos). Detalhe: a jornada do BRB é de 06 horas.

O cumprimento da jornada de 6 horas é outro ponto perseguido pelos advogados. Mesmo com a procedência, em 1ª e 2ª instâncias, da ação coletiva ajuizada pela FENADV, o BB insiste em manter a jornada de 8 horas para seus advogados, sem pagamento das horas extraordinárias, ao contrário do que ocorre, por exemplo, no BRB.

Os advogados do BB estão sendo apoiados pela ASABB, pelo Sindicato dos Bancários, pela OAB e pela FENADV.
Descadastre-se caso não queira receber mais e-mails.

domingo, 26 de agosto de 2012

Força da greve dos servidores públicos federais faz governo Dilma recuar

Os servidores federais realizaram mais um dia de luta nesta terça-feira (21) e estão numa fase decisiva com o governo. Durante toda essa semana as diversas categorias do funcionalismo público realizam atividades e mobilizações até que o governo apresente sua proposta.

A greve no funcionalismo público federal já ultrapassa três meses. A primeira categoria a deflagrar a paralisação foi a dos docentes das universidades e institutos federais, marcando uma das mais fortes e extensas greves do setor dos últimos dez anos.

Esses servidores se enfrentaram com o governo Dilma e encararam sua truculência. Segmentos do funcionalismo tiveram corte nos salários. Além disso, o governo editou um decreto substituindo os grevistas.

Mesmo com todos esses ataques, a reposta do funcionalismo federal foi uma inédita unificação dos setores contra o arrocho salarial e em defesa dos serviços públicos.

A disposição desses servidores com adesão de setores estratégicos do funcionalismo, como a Polícia Federal, e mais recentemente como os policiais rodoviários, que também decidiram deflagrar greve nesta segunda- feira, fez o governo recuar e sinalizar abertura de diálogo com uma proposta para o setor.

No próximo dia 31 de agosto encerra-se o prazo para o governo fechar a proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) para o próximo ano, que deve conter os reajustes aos servidores.

“A força do movimento impôs um recuo e uma derrota política ao governo Dilma e à sua intransigência em não conceder nenhum reajuste, como ameaçava fazer no início da greve justificando para isso a crise econômica internacional”, ressaltou o membro da Secretaria Executiva Paulo Barela, acrescentando que enquanto o orçamento deste ano aos servidores soma R$ 1,5 bilhão, o total dos reajustes já arrancados do governo garante R$ 14 bilhões anuais até 2015.

“É ainda insuficiente para o conjunto dos servidores, principalmente se compararmos com o que é destinado ao pagamento da dívida pública, quase metade do Orçamento da União, e o que está sendo gasto com as isenções de IPI e os subsídios às grandes empresas, mas mesmo assim é mais do que o governo estava disposto a conceder no início do movimento”, avalia.

O dirigente aponta ainda a derrota que os servidores impuseram ao Projeto de Lei 549 que, na prática, estabelecia o congelamento dos salários dos servidores para o próximo 10 anos.

“A greve até aqui foi vitoriosa, quebrando a intransigência do governo e forçando um recuo de Dilma. Porém, ainda não terminou e os servidores tem até o final de agosto para melhorar as propostas do governo e arrancar índices melhores. Ou seja, as mobilizações ainda não terminaram”, salientou.

Greve forte e marcada pela unidade - A greve dos servidores federais atinge mais de 30 setores, com a paralisação de algo como 400 mil trabalhadores em todo o país.

O movimento se chocou com intransigência do governo Dilma, que não foi capaz de dobrar as mobilizações dos servidores. A disposição do governo Dilma em não negociar com a categoria em greve chegou a provocar elogios do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, responsável pelos anos de neoliberalismo que destruíram boa parte dos serviços públicos no país, além de seu partido, o próprio PSDB.

Os servidores federais, porém, foram às ruas e se mobilizaram, apostando na unificação do serviço público e na unidade com os estudantes, no caso das universidades federais. Além de reivindicarem reajuste e planos de carreira, os servidores denunciaram à população o caos que vive hoje os serviços públicos, desmentindo a propaganda de mentira de massas que é veiculado em boa parte da grande imprensa no Brasil. Foram várias marchas a Brasília e dias de luta que mobilizaram servidores de todo o país, com ações radicalizadas como o corte de estradas e o bloqueio do Ministério do Planejamento.

A radicalização da categoria e a revolta da base dos servidores bateram de frente com a intransigência do governo Dilma e chegou a gerar crise entre a cúpula das centrais governistas, como a CUT e a CTB, e o governo, desmascarando o verdadeiro caráter do governo Dilma. A presidente chegou a anunciar que não concederia reajuste aos servidores para proteger “os que não têm estabilidade no emprego”, dando a entender que os bilhões em subsídios às grandes empresas geram e mantém os empregos, o que não está ocorrendo.

Avança negociação com os técnicos administrativos das IFES – Setores como os técnicos administrativos, base da Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras), já avançam nas negociações e arrancam importantes conquistas do governo.

O setor foi um dos mais mobilizados e radicalizados durante a greve, embora seja uma categoria extremamente heterogênea, com cinco níveis de escolaridade e diversas profissões.

Embora o governo insista no limitado reajuste de 15% parcelados em três anos, e reajuste de 3,6% para 3,8% nos índices de progressão de carreira, houve uma importante vitória parcial nos índices nos distintivos de qualificação, os adicionais de graduação. Esse reajuste pode chegar a 44% em três anos em alguns níveis, contando o reajuste e o incentivo à qualificação.

“As assembleias que ocorrem esta semana vão decidir se aprovamos ou não essa proposta, mas já dá pra dizer que ela arranca algo do governo, que não estava disposto a ceder, além de fortalecer elementos da carreira”, analisa Gibran Ramos, coordenador da Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras.