segunda-feira, 30 de agosto de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
Itaú Unibanco conquista lucro recorde
Na Trincheira 144
11/08/2010
O Itaú Unibanco anunciou no dia 3 lucro líquido de R$ 6,399 bilhões no primeiro semestre, valor 39,6% maior do que o obtido no mesmo período do ano passado. Foi também o maior resultado entre os bancos privados brasileiros que já divulgaram balanço do período.
Os ativos totais do banco somaram R$ 651,6 bilhões, crescimento de 9,3%. Já o patrimônio líquido cresceu 16,5% e terminou junho em R$ 55 bilhões.
A despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa (PDD) do segundo trimestre somou R$ 4,019 bilhões, com aumento de R$ 153 milhões em comparação com o primeiro trimestre do ano. No Santander e no Bradesco elas caíram.
PCR
O Itaú Unibanco pagará no dia 17 a antecipação de alguns módulos do Programa Complementar de Resultados (PCR), que se refere ao lucro dividido pelo patrimônio líquido do conglomerado (ROE).
Segundo informações do banco, apenas o Programa de Remuneração Por Alto Desempenho (Prad) não será creditado agora. O Prad não é antecipado e deverá ser pago em parcela única ainda sem data definida.
Lucro da Caixa foi de R$ 1,7 bilhão
Na Trincheira 145
18/08/2010
Todos os bancos que divulgaram seus balanços até agora mostraram resultados positivos. Com a Caixa Econômica Federal não foi diferente: no segundo trimestre, o ganho foi de R$ 890 milhões, também superior ao número do ano passado (R$ 706 milhões). Fechou o primeiro semestre do ano com lucro líquido de R$ 1,7 bilhão, crescimento de 44,1% em relação ao mesmo período do ano anterior (R$ 1,158 bilhão).
Segundo informou o Valor Econômico, o resultado é fruto de uma expansão de crédito de 50,3% sobre junho do ano passado. O saldo em 31 de junho atingiu R$ 149,2 bilhões. Isso permitiu à instituição um ganho de 2 pontos percentuais de fatia de mercado, fechando o semestre com 9,75% do total do sistema financeiro.
A Caixa tem ainda um espaço razoável no balanço para continuar sua estratégia de expansão. O índice de Basileia, que mede o grau de alavancagem da instituição, fechou o semestre em 17,1%, acima do mínimo exigido pelo Banco Central (11%) e da média do sistema (próximo a 15%).
Com a divulgação do "belíssimo" lucro, os bancários da Caixa já podem ir se organizando para pedir ao patrão Lula a fatia desse bolo que ajudaram, a duras penas, construir. É hora de ir à luta!
BB lucra R$ 5,1 bilhões no semestre
Aumento foi de 26,5% em relação ao mesmo semestre do ano passado e mostra que a diretoria petista do BB tem condições de atender as reivindicações dos bancários, como reposição das perdas salariais e PLR justa
Na Trincheira 145
18/08/2010
O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 5,1 bilhões no primeiro semestre de 2010, crescimento de 26,5% em relação ao mesmo período de 2009, de acordo com o balanço financeiro divulgado nesta segunda-feira.
Os principais fatores que proporcionaram o resultado positivo do período foram o aumento do crédito e a queda da inadimplência. No segundo trimestre, o resultado líquido foi de R$ 2,7 bilhões, alta 15,9% sobre o primeiro trimestre, cujo resultado foi de R$ 2,35 bilhões. Em relação ao segundo trimestre de 2009, o crescimento foi de 16,1%.
O lucro do BB, maior instituição financeira do país, foi o segundo maior reportado pelos bancos no semestre, atrás apenas do Itaú Unibanco, cujo lucro líquido foi de R$ 6,4 bilhões. O funcionalismo deve exigir, nesta campanha, que o BB atenda as reivindicações. Condições o banco tem!
domingo, 25 de abril de 2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
São Paulo - Na rodada da negociação específica realizada na quarta-feira 2, em Brasília (DF), a direção da Caixa Federal mais uma vez frustra os empregados ao apresentar apenas as linhas gerais do que a empresa chama de Plano de Funções Gratificadas (PFG), nome que a instituição está dando ao PCS, sem a descrição dos valores.
A proposta apresenta 15 níveis, com 15% de diferença entre eles, e acaba com as classes de filiais e mercados. Além disso, altera a nomenclatura dos cargos e os agrupa reduzindo de 119 para 56 funções mantendo os quantitativos. Também realinha cargos hierarquicamente de acordo com a complexidade, responsabilidade e atribuições.
Os empregados migrarão do PCC para o PFG de maneira automática, no cargo correspondente. Nesse processo de migração poderá ocorrer redução de remuneração básica, tendo em vista a reclassificação. Para garantir a irredutibilidade negociada na campanha salarial de 2009, a empresa propôs a criação do mecanismo APA - Adicional Provisório de Ajuste do PFG. A Caixa, porém, vincula a implantação do PFG à solução das jornadas da carreira técnica, reduzindo de 8 para 6 horas com redução proporcional do salário. A empresa afirma ainda que esta redução só pode acontecer por acordo coletivo.
Segundo o acordo aditivo já firmado neste ano, a implementação do PFG deveria acontecer, no máximo, no fim deste ano, mas a empresa já projeta que isto pode só ocorrer no 1º trimestre do ano que vem com efeito retroativo até a data da redução da jornada. Tentando colocar um problema que deve ser resolvido pela direção do banco no colo dos trabalhadores, os representantes da empresa afirmaram que "quanto mais rápido decidir a jornada, melhor para decidir o PFG".
A medida é totalmente contrária à proposta defendida pelos trabalhadores, que reivindicam jornada de 6 horas para todos os empregados sem diminuição de salário. Ainda este mês deve ser apresentada uma proposta de regime de transição no que se refere à redução da jornada de trabalho.
A mobilização em torno de um PCC justo deve ser intensificada em todo o país.
Condições de trabalho - Os representantes dos trabalhadores entregaram um laudo referente aos exaustores instalados recentemente pela Caixa nas bancas de penhor. O estudo foi contratado pelo sindicato dos bancários do Ceará e constata que os equipamentos são inadequados para os objetivos propostos. A Caixa recebeu o documento e disse que vai solicitar outro laudo técnico. A Contraf-CUT frisou que a questão deve ser apurada rigorosamente e os equipamentos devem ser substituídos.
Os empregados também apresentaram a denúncia de utilização de funcionários que não fazem parte do quadro de concursados da empresa para atividades exclusivas, a exemplo de abertura de contas e avaliação de risco. Essa prática acontece nas agências mineiras de Guaxupé e Muzambinho e é disseminada pelo país. A empresa informou que coíbe esse tipo de conduta e que irá averiguar esses casos.
Eleição Cipas - A empresa informou que a eleição nas unidades que não têm Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) constituída se dará por meio eletrônico em março de 2010.
Processo Seletivo Interno - Os representantes dos empregados cobraram da Caixa mudanças na RH 040, que acaba prejudicando, por exemplo, trabalhadores que estiveram afastados do exercício de suas funções por motivos de saúde. De acordo com a regra, eles adquirem menos pontos e têm suas chances de crescimento profissional reduzidas. A empresa informou que está ajustando a normativo.
Dias parados - A Caixa informou que está avaliando a proposta dos trabalhadores junto ao conselho diretor e que até a próxima semana informará as entidades.
Encontro dos Dirigentes Sindicais - Está marcado para o dia 18 de dezembro, na sede da Contraf/CUT em São Paulo (SP), o Encontro dos Dirigentes Sindicais da Caixa para debater assuntos da comissão de negociação permanente como PFG, jornada e entre outros assuntos.
Fenae, com Seeb Brasília - 03/12/2009
sábado, 14 de novembro de 2009
Relatório da Reunião do MNOB - BA
Pauta:
1. Balanço da Greve
2. Compensação das horas
3. Contrução e organização do MNOB na Bahia
4. Encaminhamentos
1) Fizemos, inicialmente, um balanço da greve deste ano. Por um lado, avaliamos que a greve foi muito forte e contou com uma adesão surpreendente. Por outro lado, essa adesão não se converteu em participação nas assembléias e nos piquetes. Consideramos que a causa desta “apatia” está no descontentamento e na desconfiança que a categoria tem em relação às posturas da diretoria do sindicato, seja pela falta de consulta durante a campanha salarial, seja pela submissão à Contraf e ao governo nos momentos decisivos da greve. Apesar disso, acreditamos que a greve foi fundamental para evitar que os banqueiros e o governo impusessem um acordo pior e também serviu para que os bancários avancem na compreensão de que é preciso mudar a forma como a campanha salarial é construída. Por fim, identificamos que muitos colegas confundem o sindicato (a entidade) com sua direção política (os diretores) e tendem, em função das traições, a se afastar da luta sindical. Por isso, é muito importante apresentar uma alternativa de direção para a categoria para que este descontentamento com a Contraf e com o sindicato não se transforme em desânimo e falta de perspectiva.
2) Discutimos também a compensação das horas da greve. De forma geral, entendemos que esta é uma forma de punição aos grevistas e visa enfraquecer o movimento bancário para a campanha salarial do ano que vem, além de economizar no pagamento das horas extras. O objetivo do governo e dos banqueiros é fazer a categoria acreditar que a greve não valeu a pena, já que agora temos que trabalhar até duas horas a mais por dia. A pressão pela compensação está sendo proporcional à força da greve e já há casos de denúncias de prática de assédio moral por parte dos gerentes, principalmente no BB. Lembramos que a responsabilidade pela extensão da greve foi unicamente do governo e dos banqueiros, que enrolaram na mesa de negociação, demorando duas semanas para apresentar a primeira proposta. Além de toda argumentação política contrária à compensação das horas, entendemos que é importante buscar um embasamento legal que ajude no questionamento dessa punição aos bancários. Fazer uma campanha contra a compensação até o fim do ano é importante para sairmos da greve com mais força para a próxima campanha salarial.
3) No ponto sobre a construção e a organização do MNOB aqui na Bahia, reafirmamos a necessidade de construir uma alternativa de direção para a categoria. Para isso, devemos construir essa oposição com um trabalho cotidiano na base, acompanhando e apoiando as lutas que ocorrerem (a exemplo da resistência à compensação das horas, o PCS no BB, etc) e contribuindo para o avanço na consciência dos bancários em relação às condições de trabalho e ao papel dos banqueiros e do governo. É fundamental termos reuniões e boletins regulares. Além disso, precisamos estar perto e ouvir as reais demandas da categoria para impulsionar sua organização e mobilização. Ou seja, precisamos construir uma alternativa de fato, que represente um projeto completamente distinto em relação às práticas e às posições políticas da Contraf/CUT e da CTB. Uma alternativa que não se limite apenas ao nosso estado, mas que esteja ligada a um movimento nacional, com outras oposições e os sindicatos de luta que o compõem. Movimento este que faz parte da Conlutas, um instrumento de luta que surgiu no atual processo de reorganização do movimento sindical e que caminha para a unificação com a Intersindical e outros movimentos sociais, na perspectiva da construção de uma central sindical e popular.
4) Com base nessas discussões, decidimos fazer os seguintes encaminhamentos:
a) Fazer reuniões mensais para nos formarmos politicamente e para discutir as nossas ações na base da categoria, assim como o conteúdo do boletim que distribuiremos. A próxima reunião está marcada inicialmente para o dia 05 de dezembro e discutiremos o texto “A face privada de um banco público: os experimentos flexíveis no Banco do Brasil!”, que trata do processo de reestruturação e flexibilização do trabalho no BB, como a terceirização e os planos de demissão voluntária. Esse texto está no livro “Riqueza e miséria do trabalho no Brasil”, organizado por Ricardo Antunes. Além disso, escolheremos um texto que fale sobre o processo de reorganização da classe trabalhadora no Brasil.
b) Fazer boletins mensais para auxiliar nosso trabalho de base na categoria. Esse boletim será financiado por nós e pelas campanhas de arrecadação que faremos junto aos colegas de trabalho. O conteúdo do próximo boletim é o balanço da greve e a campanha contra a compensação das horas. Wellington é o responsável por esboçar a primeira parte e Rodrigo pela segunda, seguindo depois para a avaliação de todos. Isso será feito durante esta semana e o boletim deve estar pronto para ser distribuído na próxima segunda-feira.
c) Rafael ficou responsável pela criação de uma lista de e-mail do MNOB/BA para facilitar a comunicação e a troca de informação entre os membros.
d) Luciene e Wellington estão responsáveis por fechar a prestação de contas das contribuições feitas antes e durante a greve para a confecção das camisas e dos boletins.
e) Ficamos de avaliar uma alternativa para integrar os colegas que se dispõem a construir a oposição conosco, mas não podem se reunir aos sábados.
Cumprindo decisão assemblear e buscando unidade para lutar, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas convoca todas as demais entidades sindicais a construir e realizar em conjunto um grande e democrático encontro nacional, em São Paulo, aberto a todos os bancários da Nossa Caixa
Na Trincheira 109
10/11/2009
Diante do processo de incorporação da Nossa Caixa pelo BB, já em curso e a todo o vapor, a direção do nosso sindicato entende ser urgente a necessidade de intensificar os debates entre todos os bancários e seus representantes. Nesse sentido, nossa entidade já está convocando, publicamente, todo o movimento sindical para somar esforços e arregaçar as mangas na construção de um amplo, democrático e inadiável encontro nacional dos bancários da Nossa Caixa.
Como já fez no histórico capítulo contra a venda do banco paulista, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas reafirma sua intenção de deixar de lado todas e quaisquer divergências políticas ou ideológicas para construir uma ampla frente de luta em defesa dos bancários da Nossa Caixa nesse especial momento de sua incorporação pelo BB.
Os bancários da Nossa Caixa não podem ficar à mercê das ideias, propostas e até dos desmandos dos diretores do BB. Nosso sindicato entende que se fazem absolutamente necessárias e urgentes a elaboração e a apresentação de uma pauta de reivindicações e propostas por parte dos funcionários da Nossa Caixa à direção do Banco do Brasil. Nada de ficar a reboque, esperando que o patrão proponha para reagir só depois!
Vale ressaltar, com a devida ênfase, que a realização de um encontro nacional aberto dos bancários da Nossa Caixa foi discutida e aprovada em assembleias, em Bauru e São Paulo, ainda durante a campanha salarial, tratando-se, assim, de uma decisão assemblear, que agora deve ser cumprida por essas entidades sindicais, engajando-se e esforçando-se na construção desse fórum. A direção do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas sugere que tal encontro seja realizado em São Paulo, no dia 28 de novembro, sábado, dando oportunidade e facilitando, assim, em todos os sentidos, a participação de bancários da Nossa Caixa de todos os cantos do estado -- e de fora dele --, num dia em que todos podem, teoricamente, estar presentes, num fim de semana. Todos se lembram do grande encontro nacional aberto dos bancários da Nossa Caixa, realizado em julho do ano passado, em São Paulo, no ginásio da Portuguesa, num sábado. Milhares de trabalhadores puderam estar presentes e o encontro acabou se tornando um evento histórico, extremamente representativo e democrático. De Bauru, saíram três ônibus repletos de funcionários.
Assim como o Sindicato dos Bancários de Santos, que já fez essa avaliação também em seu site, a direção do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas avaliam que vários e relevantes assuntos e temas devam ser urgentemente abordados pelo conjunto dos trabalhadores e do movimento sindical, como, por exemplo, a eventual realocação de trabalhadores, os planos de saúde e previdência, o PCS, a situação dos funcionários de administração e de rede, entre outros. Além disso, com ainda mais ênfase, surge também a urgente necessidade de se discutir intensamente o tema do PDV, recentemente apresentado pelo BB (vide página 2).
Nesse momento, temos que estar todos unidos e preparados para o enfrentamento. É preciso construir uma ampla frente de luta em defesa intransigente dos bancários da Nossa Caixa. E, a nosso ver, essa resistência deve ser potencializada na realização do encontro nacional aberto, em São Paulo, dia 28/11, sábado. Vamos à luta, até a vitória!
sábado, 31 de outubro de 2009
O dia a dia na Caixa
Minha Casa, minha vida, minha agência entupida!
Piora cada vez mais a situação do atendimento nas agências da Caixa. A saída dos terceirizados, sem a devida reposição de novos empregados está tornando a vida dos bancários um inferno. As filas aumentam, o público reclama cada vez mais e os empregados estão estressados, aumentando os casos de problemas de saúde.
Hoje, podemos afirmar que foi uma irresponsabilidade da Caixa e do Governo propor um programa para tanta gente sem preparar a estrutura da empresa para isso. Um projeto sério para suprir a falta de habitação popular passa por uma discussão com os movimentos sociais, com distribuição de verbas diretamente aos mutuários. As contratações de empreiteiras apenas geram especulação com a verba do FGTS e do Tesouro.
É preciso que o movimento sindical denuncie essa demagogia do governo Lula e exija do PT a discussão e elaboração de um projeto realmente sério.
A Caixa fez uma campanha interna para dizer aos seus empregados que pretendia fazer a empresa ser o melhor lugar para se trabalhar. Mais uma demagogia.
Para começar, os salários arrochados desde o governo FHC, continuam sem reposição. Para terminar, a Caixa não se preocupa nem em cumprir o Acordo Coletivo que assina. As pressões contra o pessoal do Reg/Replan já se transformaram em assédio moral.
No Acordo passado ela ficou de restabelecer a Internet e até hoje nada! No atual Acordo, ela se comprometeu em contratar mais empregados, negociar o PCC, pagar os tíquetes aos aposentados e não descontar os dias parados da greve. Nada disso aconteceu! E sabe o que é o pior? O movimento sindical não está movendo uma ação de cumprimento contra a Caixa, exigindo que ela cumpra o Acordo Coletivo, nem sequer está realizando uma mobilização que force a Caixa a cumprir o Acordo.
Mobilização é a Solução
O problema é que os sindicalistas são amigos da administração da Caixa e não querem promover a luta contra eles. Por isso é preciso que os empregados façam uma cobrança aos sindicatos acomodados que nada fazem contra essa situação inaceitável que os empregados estão vivendo.
A única forma de mudar as coisas é organizando uma mobilização. Se os empregados estiverem unidos poderão ter o que já foi Acordado e conquistar ainda mais.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Não à compensação das horas
Nós não vamos pagar nada!
Em toda a greve, há uma preocupação quantro à compensação dos dias parados.
Aqui também a Contraf e os Sindicatos da CUT mostram sua cara ao não garantir uma
cláusula que assegure a anistia de todas as horas de greve.
O acordo, que prevê a compensação das horas até 15 de dezembro, é uma medida punitiva
contra aqueles que fizeram greve. Mas aqueles que lutaram pelo direito de todos não
merecem ser punidos. O que conquistamos só foi possível graças a união dos bancários
e os que participaram da greve têm o mérito de lutar e conquistar.
Por isso, O MNOB orienta que não se compense nenhum minuto porque, depois de 15 de
de dezembro, todas as horas não compensadas serão anistiadas.
Vamos resistir, mais uma vez, ao assédio e provar que juntos podemos fazer a diferença!
sábado, 24 de outubro de 2009
Utilizando os mesmos argumentos da empresa de que este era o limite, em negociação nanoite do dia 20, a direção da Caixa apresentou a proposta que prevê o pagamento de um abono salarial de R$ 700,00 a ser creditado até o dia 20 de janeiro de 2010, prontamente aceita pelo Comando.
A greve que completava o vigésimo oitavo dia lutava por questões urgentes como a Isonomia de direitos de ATS com 1% e licença-prêmio para todos, regras claras sobre o PCF (Plano de Cargos e Funções) com jornada de 6 horas sem rebaixamento de salário, reposiçãodas perdas salariais e não punição dos empregados com a anistia dos dias de greve.
Mesmo com a greve seguindo forte em todo o país e o TST declarando que o movimento nãoera abusivo, a Contraf e o comando defenderam a aceitação da proposta e enterraram a paralisação.
O movimento e a disposição da base eram nitidamente contra o fim da greve, tanto que seis capitais(Rio de Janeiro, Manaus, Belém, Porto Alegre e os estados de Goiás e Tocantins) continuaram paradas e,em assembléias como as de SP e Brasília, os sindicatos precisaram se apoiar nos gerentes e fura-greves para aprovar o acordo.
Relatos de vários locais deixam claro a contrariedade pela proposta.
Em assembléia no Sindicato do Maranhão, a nova proposta da Caixa foi reprovada pela maioriados empregados do banco. No entanto, considerando a decisão das assembléias em âmbito nacional pela aprovação, todos os empregados retornaram ao trabalho hoje.
“Também rejeitaram a proposta as assembléias de Bauru (SP), Rio de Janeiro, Tocantins, Rio Grande do Sul, Pará Goiás, Rio Grande do Norte e Sergipe. Na avaliação da direção doSindicato dos Bancários do Maranhão, houve avanço quando o banco assume que vai aumentaro número de contratação, mas as cláusulas econômicas estão muito aquém do que o banco poderia oferecer e, mais, que a greve obrigou o banco a melhorar suas ofertas – o que demonstraque a resistência dos trabalhadores poderia arrancar muito mais” afirma a diretoria da Entidade.
Os bancários da Caixa no RN voltam ao trabalho a partir desta quinta-feira. A Assembléia da categoriadecidiu rejeitar a proposta apresentada pela Empresa, mas seguir o resultado da maioria das bases que,no caso, aprovaram a volta ao trabalho. Foram 28 dias de uma greve forte que, segundo o coordenadorgeral do Sindicato, Liceu Carvalho, expôs A VERDADEIRA FACE DO GOVERNO LULA e, mais uma vez, da Contraf/CUT, entidade que insiste em fazer o papel duplo de dirigir o movimento e andar de braços dados com o Governo. “Toda greve traz muitas lições e com essa não seria diferente. Tiramos a lição da solidariedade, mas acima de tudo das contradições do governo lula, que semostrou de novo a serviço dos banqueiros e dos latifundiários. A greve serviu para que os bancários da Caixa aprofundassem essa visão. Quanto à Contraf/CUT, está mais do que clara a posição nefasta de trair o movimento dessa confederação que não defende o trabalhador”, afirmou.Em assembléia na tarde desta quarta-feira, em Bauru/SP os bancários da Caixa Federal rejeitaram a proposta absurda de índice de 6% e abono de R$ 700 e decidiram submeter à da decisão das outrasbases sindicais sobre a continuidade ou não da greve.
“A greve aqui no Rio continua, pelo menos até sexta feira, à espera da conciliação no TST, ou proposta melhorada da Caixa. A direção do sindicato votou pelo fim da greve junta, com a intersindical e a CTB fazendo críticas, mas alegando o isolamento, etc. A votação na Assembléia foi apertada 314 a 312, com uma abstenção, a ampla maioria degerentes votando pelo fim da greve” relata Octacílio da Oposição Bancária do RJ.
“A greve continua no Pará e Amapá. Na 1ª votação houve empate: 28 a 28.Na 2ª votação, a proposta de fim da greve teve 25 votos e se interrompeu a votação e o Sindicato propôs nova forma de contar os votos. Aí deu 26 votos contra a greve e 30 pela continuidade.O detalhe é que não houve defesa da continuidade da greve, ou seja a DS que dirige o sindicato, perdeu para ela mesma” afirma Norma, funcionária da CEF e do MNOB.
“Ficou visível que a base queria continuar em greve no Piauí. Vários dos colegas que votaram pelo fim da greve, ao final da assembléia me disseram que votaram porque não queriam ficar sozinhos na greve,que a Caixa, "na mesa" dissera que esse era o limite dela, que se fôssemos para o julgamento poderíamos perder outras cláusulas sociais, que essa era uma saída honrosa..., mas que queriam mesmo era manter a greve, pois tínhamos condições de melhorar a proposta, porém se estivéssemos unidosem nível nacional. Como SP, Brasília, BH e outras bases já haviam aceito, não tínhamos outra saída,a não ser retornar ao trabalho” declara Solimar do MNOB/Pi.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Nota do Seeb/Bauru
Proposta da Caixa não está à altura
Ontem à noite, dia 20, a direção da Caixa Econômica Federal apresentou uma nova proposta que prevê o pagamento de um abono salarial de R$ 700,00 a ser creditado até o dia 20 de janeiro de 2010, e a contratação de 5 mil empregados até dezembro de 2010. Em relação aos dias de greve, a Caixa propõe a aplicação da mesma regra da Fenaban, que estabelece o não-desconto dos dias parados, mas com a ampliação do prazo de compensação até o dia 18 de dezembro de 2009. Todas as demais propostas, incluindo a forma de pagamento da PLR, a implantação de novo PCF em dezembro, “desde” que aprovado pelos órgãos controladores, são as mesmas já apresentadas.
Completando o vigésimo oitavo dia de greve, a Caixa tenta impor um abono para acabar com o movimento. Questões urgentes como a Isonomia de direitos de ATS com 1% e licença-prêmio para todos, regras claras sobre o PCF com jornada de 6 horas sem rebaixamento de salário, reposição das perdas salariais e não punição dos empregados com a anistia dos dias de greve, nem foram tratados.
Em declarações dos membros do da Contraf/CUT nota-se um tom de que, repetindo o discurso da empresa, este é o limite das negociações, adiando inclusive a audiência de conciliação no TST desta quarta-feira.
As assembléias de hoje serão decisivas. Os empregados em greve devem participar massivamente para impor sua vontade.