sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Até governo do PSDB negocia com os bancários; Dilma e banqueiros dizem não

30/09/2011 às 13:29
Ascom/SEEB-MA

Bancários do Banpará já deram a receita de como pressionar os patrões a atender as reivindicações da categoria.


Após uma semana sem nenhum avanço nas negociações, bancários de todo o país continuam em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (03/10). Em meio à intransigência e a arrogância do Governo Federal e dos banqueiros – que insistem em não atender as reivindicações da categoria – dois bancos, um Regional e outro Estadual, são a prova de que os grandes bancos federais e privados têm totais condições financeiras para colocar um fim à greve nacional dos bancários, mas, gananciosamente, não querem.

Entenda o caso

Depois do Banco Regional de Brasília (BRB) acertar um reajuste de 17,45%, foi a vez do Banco do Estado do Pará (Banpará) apresentar uma proposta aceitável aos seus empregados. Em assembleia realizada, na quinta-feira (29), a categoria entrou em acordo com o Banpará e encerrou a greve por um reajuste mínimo de 10%, entre outros benefícios. Vale lembrar que o patrão do Banpará é o governo paraense, que é do PSDB, partido visto como o "terror" das negociações salariais dos bancários, no tempo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A atitude diferenciada dessas duas instituições – com menor poder financeiro em relação aos bilionários bancos federais e privados – evidencia uma enorme contradição que remete a seguinte pergunta: se esses dois “peixes pequenos” têm condições de negociar tais índices, por que os “graúdos” silenciam, protelam e só oferecem o reajuste rebaixado de 8%?

A resposta é simples: o que falta é interesse do Governo Federal e dos banqueiros. Eles não querem mesmo é abrir o cofre e colocar um fim à greve nacional dos bancários. Com o movimento ainda em crescimento, já está mais do que comprovado que os patrões manterão as negociações estagnadas. Mas os bancários do Banpará já deram a receita de como pressionar a classe patronal a atender as reivindicações da categoria. A faca e o queijo estão nas mãos dos bancários: o caminho é único, o fortalecimento da greve em todo o país!

No caso do Banpará – a paralisação contou com a adesão de 95% do funcionalismo e parou as agências do banco por três dias – tempo suficiente para empurrar os patrões para a mesa de negociação e arrancar deles conquistas importantes como um reajuste de 10% sobre as verbas salariais, mais 5% de promoção do Plano de Cargos e Salários em 2012; Anuênio reajustado para R$ 25,00; Reajuste de 20% sobre tíquete alimentação e cesta alimentação, além de um tíquete alimentação extra de R$ 3.200,00, linear a todos os empregados em exercício nas datas de pagamento, sendo R$ 1.200,00 antes do Círio, R$ 1.000,00 em Dezembro/2011 e R$ 1.000,00 em Março/2012, dentre outras conquistas.

Mais uma conquista da Campanha Específica 2011 no Banpará pode ser considerada histórica e servirá de parâmetro para o movimento bancário nacional: a licença-prêmio de 5 dias para cada ano, sem retroatividade, para gozo; direito este retirado dos trabalhadores de bancos públicos brasileiros desde 1994, no período neoliberal do governo de Fernando Henrique Cardoso.

É por causa dessa insensibilidade do Governo Federal e dos banqueiros - que só querem acumular dinheiro e não pensam nos bancários - que a categoria continuará mobilizada em GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO!


Professores em greve são violentamente reprimidos no Ceará

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

ATENÇÃO: PASSEATA UNIFICADA DOS BANCARIOS E TRABALHADORES DOS CORREIOS, SEXTA-FEIRA (30/09), ÀS 16H.

   Na assembleia dos bancários de hoje foi aprovada a realização de uma passeata unificada com os trabalhadores dos correios. A passeata ocorrerá amanhã, às 16hs, saindo da sede  do sindicato dos bancários da Bahia,  localizada nas Mercês, Av. Sete de Setembro (Salvador-BA).

   O MNOB-BA esteve na assembleia dos correios ontem apontando a necessidade de unificar as campanhas salariais das categorias em luta, em especial a de correios e a de bancários. As duas categorias vêm sofrendo com a intransigência do Governo Dilma. O arrocho salarial e a ameaça de punição aos grevistas tem sido a resposta do governo às reivindicações dos trabalhadores.

  A passeata conjunta é uma forma de dar visibilidade à luta das duas categorias, mas também é importante para mostrar que estamos unidos contra os ataques do governo e que só sairemos da Greve com reajuste salarial digno, com reivindicações específicas atendidas e sem a compensação ou desconto dos dias de Greve.

  As demais categorias em campanha salarial estão convidadas a participar dessa manifestação unificada. Se o lucro cresceu, os trabalhadores querem o seu! 

PARTICIPE, CONVIDE SEUS COLEGAS E VENHA FORTALECER A NOSSA LUTA!!!   


Manifestação unificada entre bancários e trabalhadores dos Correios em Porto Alegre (RS)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

ASSEMBLEIA NESTA QUINTA-FEIRA (29/09)

TODOS À ASSEMBLÉIA NESTA QUINTA-FEIRA (29/09), às 18h no Ginásio dos Bancários

Assembléia dos Correios ocorrida hoje
Colegas,precisamos comparecer à assembléia dos bancários para avaliar a força da Greve e, principalmente, para discutir iniciativas que fortaleçam nossa mobilização. Amanhã teremos a presença de representantes do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios da Bahia. Estivemos hoje na assembléia deles na Praça da Inglaterra, no Comércio. Eles concordaram com a proposta de fazer uma manifestação em conjunto com os bancários. Isso tem ocorrido em outros estados e tem fortalecido a luta das duas categorias. A assembléia dos trabalhadores dos correios estava cheia e muito animada, mesmo com o cansaço de duas semanas de Greve. Precisamos nos espelhar na sua disposição de luta e participar ativamente das assembléias.
VAMOS CONSTRUIR UMA GRANDE MANIFESTAÇÃO COM BANCÁRIOS E TRABALHADORES DOS CORREIOS E MOSTRAR QUE ESTAMOS UNIDOS POR REAJUSTE SALARIAL DIGNO E CONTRA A COMPENSAÇÃO OU O DESCONTO DOS DIAS DE GREVE!!!

Greve nacional dos bancários já acontece em 25 estados e no Distrito Federal


A greve nacional dos bancários, deflagrada nesta terça-feira, dia 27, começou com força em todo país. Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que coordena o Comando Nacional dos Bancários, a paralisação já acontece em 25 estados e no Distrito Federal, paralisando agências de bancos públicos e privados.


O único estado sem greve é Roraima, onde ocorre assembleia dos bancários no início da noite desta terça-feira para decidir a adesão ao movimento.

Os bancários se cansaram de ver os banqueiros lucrarem bilhões e depois chorar migalhas na mesa de negociação. A greve foi deflagrada após a quinta rodada de negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), ocorrida na última sexta-feira, dia 23, em São Paulo, quando foi recusada a segunda proposta de reajuste de 8% sobre os salários. Anteriormente, os bancos haviam oferecido reajuste de 7,8%.

Os bancos obtiveram lucros acima de R$ 27,4 bilhões no primeiro semestre e têm plenas condições de atender as reivindicações da categoria, que está reivindicando reajuste de 12,8% (5% de ganho real mais a inflação do período), valorização do piso, maior participação nos lucros, mais contratações, fim da rotatividade, combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, mais segurança, igualdade de oportunidades e inclusão bancária sem precarização, entre outros itens.

Se o Brasil cresceu, trabalhador quer o seu; todo apoio à greve dos trabalhadores dos Correios


Há vários dias os trabalhadores dos Correios realizam uma de suas maiores greves. Nossa central, a CSP-Conlutas, tem estado ao lado de cada piquete, de cada mobilização, assembleia ou passeata e temos sentido uma enorme disposição dessa categoria.


Fortalecer a luta – Mais do que nunca é necessário fortalecer essa greve. A cada dia a indignação aumenta, tendo em vista o forte ataque do governo e da empresa contra os trabalhadores. Essa ofensiva se explica, em primeiro lugar, pela política econômica do Governo Dilma que visa garantir os seus compromissos com o pagamento dos juros e serviços da dívida pública.

Na greve, os trabalhadores ecetistas tem se enfrentado diretamente contra o presidente da empresa, Wagner Pinheiro e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo que vem tratando de maneira sórdida a categoria. Publicam números e declarações que menosprezam a greve, determinam o corte de ponto dos trabalhadores e, como fazem os mais truculentos patrões do setor privado dizem que não negociam em greve. Um absurdo!

Fica cada vez mais evidente que a postura do presidente da empresa e do ministro das Comunicações tem relação e sustentação política nas opiniões e forma de governar da presidente Dilma Rousseff (PT), afinal no meio desse processo foi ela que, com apoio dos deputados do PT e do PC do B, entre outros, sancionou a MP-532 que cria o Correios S/A, na prática a privatização de um patrimônio do povo brasileiro. Nossa luta, portanto, é uma batalha contra esse governo.

Se o Brasil cresceu, o ecetista quer o seu; aumento real já!

Correios, os bancos, a Petrobras, as montadoras, a construção civil, o setor de mineração e inúmeros outros setores do empresariado brasileiro seguem comemorando lucros recordes. Enquanto o governo lhes dá bilhões em isenção de impostos, anuncia cortes de R$ 50 bilhões no orçamento, nega reajuste aos servidores públicos e aumenta em R$ 10 bilhões seu compromisso com tal superávit primário, ou seja, mais dinheiro para a banca internacional.

A greve dos trabalhadores dos Correios é uma resposta a essa política, reflete uma compreensão de que “se o Brasil cresceu, o trabalhador quer o seu!”. É também uma luta contra a sobrecarga de trabalho, uma luta contra a privatização da ECT. Por isso, seguiremos ombro a ombro fortalecendo essa greve e exigindo que o governo atenda as reivindicações da categoria e garanta aumento real já!

Unir ecetistas, bancários e petroleiros numa mesma batalha, afinal o patrão é o mesmo, o Governo Dilma.

A CSP-Conlutas faz um chamado a todas as direções das categorias em luta para que busquemos unificar as nossas forças no enfrentamento contra o governo e os banqueiros. Ainda que concordamos com os companheiros da FNTC (Frente Nacional dos Trabalhadores dos Correios) quando afirmam que “a maioria das direções dos sindicatos governistas não queriam a greve, bem como a direção majoritária da FENTECT (CUT/CTB)”, vimos que os trabalhadores superaram sua direção e estão agora em meio a uma greve fortíssima e a nossa tarefa é fortalecer a unidade para derrotar o governo.

Unificar as categorias em luta!

As principais campanhas salariais do segundo semestre estão no auge. Bancários e trabalhadores dos Correios estão em greve. Contudo, podíamos ter campanhas muito mais fortes. Os bancários deflagraram paralisação porque estão indignados com os lucros dos banqueiros contra os baixos reajustes oferecidos, mas a direção governista (CUT) queria uma saída que lhes permitisse evitar um enfrentamento com os banqueiros e com o governo Dilma.

Na Petrobrás, as negociações mal começaram e a FUP (CUT) aceitou uma antecipação apenas do valor da inflação. Lamentável! Isto joga contra a luta.

A nossa tarefa é unir todos contra os banqueiros, os patrões e o governo; fortalecer as greves e unificar as nossas ações. Construir atos, passeatas e mobilizações unificadas pra derrotá-los e arrancar as nossas conquistas. Para isso é necessário romper com o governo, resgatar a independência política e financeira frente a eles e apostar na ação direta de nossa classe. A CSP-Conlutas seguirá a disposição desses trabalhadores em luta.

Mulheres ecetistas precisam fortalecer a mobilização!

O salário das mulheres ecetistas não cresceu com o mesmo ritmo do aumento de seu trabalho. Desde 2007, o número de trabalhadores contratados pela empresa vem diminuindo a cada ano e da década passada para cá, a quantidade de objetos distribuídos por trabalhador da empresa de Correios também não parou de aumentar.

Quanto mais precarizado o trabalho, mais mulheres fazem parte da categoria. O machismo e o preconceito fazem com que as mulheres tenham as piores condições de trabalho e os piores salários e sujeitas a situações de assédio moral e sexual nos locais de trabalho. Já está sendo feita a batalha para exigir que a ECT garanta punição, mas ainda são inúmeros os casos em que nada acontece e as trabalhadoras têm que levar para casa o desgosto da humilhação e do constrangimento.

Combinar esse trabalho duro com as responsabilidades domésticas que são impostas as mulheres é muito difícil. Estas realizam todos os dias uma dupla jornada de trabalho e não recebem nenhum direito que acabe com essa situação. Nessa campanha, a categoria ecetista está reivindicando o “auxílio creche” para todos os filhos e filhas até o sétimo ano de vida e a transformação desse auxílio em “auxílio educação” após esse período.

Essa batalha é muito importante, porque a dificuldade em garantir a matrícula dos filhos (as) em creches ou escolas é um dos maiores motivos que fazem as mulheres largarem o emprego. Essa situação não pode continuar!

A primeira presidenta mulher do país está tratando as ecetistas com muito desrespeito, pois além de não garantir o reajuste dos trabalhadores dos Correios e seus direitos está orquestrando a criação da Correios S.A., cuja conseqüência vai ser mais precarização, terceirização e menos direitos. Mesmo sendo mulher, Dilma virou inimiga das trabalhadoras dos Correios.

A força da luta das mulheres tem condições que fazer a greve ficar cada vez mais forte. Não podemos deixar o machismo e o preconceito dividir a categoria, precisamos unir mulheres e homens ecetistas contra o governo, verdadeiro inimigo que discrimina as mulheres e explora todos os trabalhadores.

BRB (Banco de Brasília) oferece 17,45% de reajuste e estabelece novo patamar

Em resposta à insistência dos representantes dos funcionários, o BRB evoluiu sua contraproposta anterior, apresentada na última sexta-feira (23), elevando o piso inicial para R$ 1.900,00.

a) Reajuste de 17,45% no Vencimento Padrão Inicial vigente em setembro/2010, com reflexos nos demais. O mesmo reajuste será aplicado sobre complemento pessoal de vencimento padrão, qüinqüênios, anuênios e demais vantagens pessoais. Em razão do BRB haver adiantado em março/2011 um reajuste de 3,85%, o BRB aplicará agora um reajuste adicional de 13,60%;

b) Reajuste de 22,18% na Cesta Alimentação;

c) Reajuste de 8,35% no Vale refeição, elevando tal verba para R$ 564,00;

d) Reajuste de 24,17% na Gratificação de Caixa vigente em setembro/2010, elevando a mencionada Gratificação para R$ 1.117,53. O complemento pessoal da atividade de caixa também será reajustado no mesmo patamar;

e) Os valores de referência e a tabela de funções serão corrigidos em 8,5%;

f) Reajuste de 8,5% nas demais verbas salariais e sobre todos os benefícios, exceto o auxílio funeral, cujo valor ficará mantido em R$ 5.443,97; e,

g) Redução da jornada em 1 hora para as mães, desde o sexto mês de nascimento até um ano, visando alongar e facilitar a amamentação.

O Banco contrapropôs ainda a redução dos juros do cheque especial dos funcionários para 3,8% a. m., taxa ainda muito elevada.

O Banco contrapropôs também a renovação da cláusula que regula a isenção de tarifas para os funcionários e aposentados do BRB.

O Banco se comprometeu a discutir a implementação de uma solução para as 7ª e 8ª horas.

O Banco também se comprometeu a implantar o novo PCCR sobre a base de remuneração atualizada pela presente negociação, com pagamento de um abono para indenizar ou compensar o atraso na referida implementação.

Decisão da Justiça impede desconto dos dias da GREVE no RJ

Atendendo a uma ação civil pública ajuizada pelo Sindicato, a desembargadora Mônica Torres Brandão, da 6ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, decidiu a favor do direito de greve da categoria, condenando qualquer medida discriminatória ou de retaliação contra os trabalhadores que aderirem e participarem do movimento grevista.

Na decisão, a desembargadora argumenta que “a garantia constitucional do direito de greve está em consonância com o princípio da dignidade humana e com o valor social do trabalho, além de estar assegurado no artigo 9º da Constituição Federal”. A decisão inclui como forma de retaliação o desconto dos dias parados e só permite a compensação através de negociação entre sindicatos e a entidade patronal.

Boletim MNOB - BA: É GREVE!

sábado, 24 de setembro de 2011

Bancários da Bahia dão resposta à ameaça de punição e preparam GREVE para o dia 27



 Categoria diz não à compensação e ao desconto dos dias de greve

Na assembleia realizada na última quinta-feira (22), no ginásio dos bancários da Bahia, a categoria deu uma resposta à ameaça dos bancos e do governo que insistem na tentativa de intimidação dos trabalhadores que estão em campanha salarial. A proposta apresentada pelo MNOB , votada e aprovada por ampla maioria, desautoriza a aceitação de acordo coletivo que contenha a compensação ou o desconto dos dias de Greve.
Cansados de tanta enrolação nas mesas de negociação e sabendo que o lucro dos bancos é capaz de atender nossas reivindicações, não aceitaremos qualquer tipo de punição nesta campanha salarial. Parece inacreditável, mas o BB diz  que não há sobras no lucro do Banco para atender nossas reivindicações. Querem agora nos convencer de que há sobras em nossos baixos salários para o desconto dos dias de uma greve cuja culpa não é nossa?! Nem pensar!
É preciso derrotar a política de retaliação do Governo Dilma
Na última quinta-feira, o Ministro das comunicações Paulo Bernardo (PT) determinou o corte do ponto dos funcionários dos Correios em Greve. Os trabalhadores, indignados com a medida, responderam com a continuidade e o fortalecimento da mobilização (Confira o post abaixo). 
Já na campanha salarial dos bancários, o governo utiliza o BB para tentar intimidar a categoria com ameaças infundadas. Precisamos nos espelhar nos funcionários dos correios, nos solidarizar com a sua luta e somar forças para derrotar a intransigência nas negociações e a política de retaliação do Governo. É um absurdo tratar os trabalhadores como se vagabundos fossem! Nossa luta é justa e não vamos nos intimidar com ameaças!
Sindicato da Bahia precisa estar do nosso lado, fortalecendo nossa luta e de outras categorias
A votação que fizemos na última assembleia tem um significado importante para todas as campanhas salariais deste segundo semestre. O MNOB está lutando em todo o país para impedir acordo salarial que contenha compensação ou o desconto dos dias de greve.
No entanto, se o sindicato não estiver do nosso lado nessa luta teremos mais dificuldades para frear a ganância dos banqueiros e a insensibilidade do governo. Infelizmente a diretoria do sindicato não divulgou a proposta que votamos. Exigimos que isso seja revisto o quanto antes, publicando o conteúdo da votação no site, no jornal e no programa de tv do sindicato. Isso fortaleceria nossa luta contra as ameaças.
O Sindicato da Bahia também não pode ficar refém daquilo que a CONTRAF/CUT determina no Comando Nacional. É preciso ter independência em relação aos pelegos da CUT. Além disso, é preciso tomar iniciativas que pressionem o governo para abonar os dias de greve dos trabalhadores dos correios e para impedir novas ameaças por parte da diretoria do BB.

VIVA A LUTA DE TODOS OS TRABALHADORES EM CAMPANHA SALARIAL!
SE O LUCRO DAS EMPRESAS CRESCEU, OS TRABALHADORES QUEREM O SEU!
NENHUMA RETALIAÇÃO AOS TRABALHADORES EM GREVE!

NOVA PROPOSTA RIDÍCULA DA FENABAN É DE 8,0%: TODOS À ASSEMBLÉIA DO DIA 26!!!

Greve nos Correios continua e trabalhadores aprovam contraproposta nas assembléias

Fonte: CSP Conlutas (23/09/2011)


A greve dos trabalhadores dos Correios continua forte em todo o país, mesmo tendo sofrido um ataque da direção da empresa na última segunda-feira ao descontar dias dos grevistas. Se o objetivo da ação era intimidá-los e fazer com que votassem ao trabalho, o tiro saiu pela culatra. Os trabalhadores ficaram mais raivosos com a iniciativa da empresa e mantiveram a greve forte, além de ampliá-la a cidades que ainda não haviam paralisado as atividades.

Essa greve é legítima e é em resposta a mísera proposta apresentada de conceder somente R$ 50,00 de aumento real e apenas em janeiro do ano que vem. É preciso repudiar mesmo!

Para negociar, a ECT exigiu uma contraproposta. Assim, nesta quinta feira (22), os trabalhadores aprovaram nas assembléias de todo pais a contraproposta que partiu das seguinte exigências: aumento real, já!, não aceitar nem uma proposta rebaixada, e muito menos para janeiro, nenhum desconto dos dias parados, nenhum tipo de retaliação aos grevistas.

Para os trabalhadores é um absurdo que o governo Dilma e toda a direção da ECT, que hoje é amplamente do PT, e que tem como presidente um ex-sindicalista fazer o que os agentes do PSDB e do DEM ou mesmo a mais truculenta e atrasada patronal faz. Eles agiram de forma desprezível ao mandar antecipar o pagamento e descontar os dias dos trabalhadores em greve. Além, é claro, da presidente ter sancionado a MP-532 que privatiza os Correios.

Contraposta da categoria:

- Reposição da inflação de 7,16%, calculados pelo IPCA;
- Reposição das perdas salariais de 24,76%, de 1994 à 2010;
- Piso salarial de R$ 1.635,00;
- Aumento linear de R$ 200,00;
- Vale alimentação/refeição de R$ 28,00;
- Vale-cesta de R$ 200,00
- Vale extra em Dezembro/2011 no valor de R$ 750,00;
- Portaria para Motociclista e Motorizado no valor de R$ 500,00;
- Diferencial de mercado para todos os trabalhadores(as) no valor de R$ 180,00;
- Auxílio creche para todos os trabalhadores(as), até o sétimo ano de vida de seus filhos e, após essa idade, ser transformado em auxílio educação no valor de R$ 500,00;
- AADC para todos os Motoristas;
- Não contratação de mão de obra terceirizada;
- Contratação imediata dos concursados;
- Não desconto dos dias parados em decorrência da greve;
- Abono dos dias de paralisação ocorridas nos estados Rio Grande do Sul, em10/08/2011, e Piauí, em 31/08/2011.
- Nenhuma retaliação aos grevistas






Trabalhadores da Embraer entram em greve

Nesta Campanha Salarial, os metalúrgicos lutam pelo reajuste salarial de 17,45%, sendo 9,75% de aumento real


Fonte: Sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos  (22/09/2011)


Os metalúrgicos do 1º turno da Embraer, unidade da Faria Lima, em São José dos Campos, aprovaram, na manhã desta quinta-feira, dia 22, a realização de uma greve por 24 horas. Logo após a assembleia, por volta das 7h, os trabalhadores saíram em passeata até o Jardim Paulista.

Cerca de três mil trabalhadores participaram da manifestação. Uma nova assembleia vai acontecer na entrada do segundo turno, a partir das 15h.

Esta é a primeira greve realizada pelos metalúrgicos da Embraer em pelo menos dez anos e é resposta à intransigência da empresa, que se recusa a iniciar negociações imediatas pela Campanha Salarial com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e a antecipar a data-base de novembro para setembro, a exemplo do que já ocorre em toda a categoria.

Nesta Campanha Salarial, os metalúrgicos lutam pelo reajuste salarial de 17,45%, sendo 9,75% de aumento real, direito a eleição de Delegados Sindicais e melhores condições de saúde e segurança para os trabalhadores.

Entre as principais reivindicações também está a redução da jornada para 40 horas semanais. Atualmente, a Embraer pratica 43 horas, uma das maiores da região e a maior do mundo entre as empresas do setor aeronáutico.

Na última segunda-feira, os trabalhadores votaram estado de greve e deram prazo de 48h para a empresa responder às reivindicações.

“Não vamos aceitar que a Embraer tente novamente empurrar a data-base para dissídio, e nem que venha apenas com reposição da inflação. Esta greve é para mostrar para a empresa que os trabalhadores estão insatisfeitos e que não aguentam mais essa jornada excessiva. Aqui, ninguém está para brincadeira. Os metalúrgicos vão lutar por seus direitos e a empresa terá de respeitar isso”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros da Silva.

Atualmente, as negociações do setor aeronáutico são feitas entre a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e o Sindicato dos Metalúrgicos. Os trabalhadores exigem que as negociações passem a ser direto com a Embraer, maior empresa do setor. Somente em São José dos Campos, a fabricante de aviões possui cerca de 12 mil funcionários.



Passeata


Os trabalhadores fizeram uma passeata da entrada Embraer até o Jardim Paulista, que durou cerca de 2 horas. No trajeto, houve manifestações de apoio, como um “buzinaço” de carros e motos. A passeata terminou por volta das 9h.

“Essa grandiosa manifestação vai mostrar para a população de São José dos Campos que a Embraer não é essa empresa que todo mundo sonha. Esta passeata é um fato histórico que será visto e lembrado por todos. Estamos mostrando que não vamos nos calar e que, se não tiver negociação, uma nova greve pode ser deflagrada”, afirma Herbert.