segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Vote Juliana Donato para o Conselho de Administração do BB



Apresentação
Juliana é funcionária do BB desde 2008, atualmente na GECEX SP II. Antes disso, trabalhou no Banco Nossa Caixa. Formada em Psicologia pela UFPR. Sua historia como bancária é marcada pela defesa dos direitos do funcionalismo e do Banco do Brasil como instituição pública comprometida com os interesses dos trabalhadores, aqueles que constroem a riqueza do país.

A direção do BB que calar Juliana. E agora quer impedir sua candidatura no CAREF!
O Banco Brasil esta atacando os delegados sindicais, em uma prática claramente anti sindical. No processo de reestruturação da Área Internacional, por exemplo, 4 delegados sindicais estão sendo descomissionados. Pela primeira vez está usando medidas disciplinares para coibir a atuação sindical O centro do ataque é nossa candidata ao CAREF. No inquérito administrativo aberto contra a Juliana o banco questiona conteúdos da sua publicação nas redes sociais e na Internet, questiona seu direito de fazer reunião no prédio da São João, onde foi eleita delegada. Na verdade quer impedir sua atuação como delegada sindical.
Agora tenta impedir sua candidatura ao CAREF. Evidente que não interessa ao BB uma representante sem qualquer rabo preso, que vai denunciar a atual politica do BB e defender os direitos do funcionalismo. Estamos fazendo uma campanha de solidariedade a Juliana e vamos recorrer a todas as instâncias para garantir sua candidatura.

A ELEIÇÃO DE UM CAREF NÃO GARANTE A DEMOCRACIA NA GESTÃO DO BB!
Vivemos uma enorme deterioração das condições de trabalho no BB. A realidade dentro dos locais de trabalho é cada vez mais massacrante e a comissão virou um item fundamental para conseguir sobreviver, o que facilita a institucionalização do assédio como método de gestão. Como reflexo disto, recentemente, o banco sofreu condenações por dano moral coletivo no Piauí, (condenado a pagar sete milhões) e na Bahia (dois milhões).
O governo e a direção do Banco buscam criar ilusões que, ao se estabelecer um representante dos funcionários no Conselho de Administração do Banco, poderíamos fazer ecoar nosso descontentamento e alterar a dinâmica que o BB está tomando. Nossa candidatura afirma que somente nossa luta poderá derrotar a atual política de RH do BB. A existência de um representante eleito seja quem for não garante a mudança dessa situação. Mesmo após a criação do Caref, a composição do Conselho continuou sendo: 2 representantes eleitos pelos acionistas minoritários; 4 representantes da União – 1 indicado pelo Ministro do Planejamento e 3 pelo da Fazenda; o Presidente do BB; 1 representante eleito pelos empregados.
Além disso, o representante não tem acesso a inúmeras informações, pela alegada necessidade de "sigilo da empresa". O CAREF também não pode divulgar as informações que obtiver sob o risco de sofrer sanções do Banco e da CVM. E o mais grave: não pode participar de decisões relativas a salários, benefícios, assuntos de interesse do funcionalismo, pois a Lei enquadra isto como um “conflito de interesses”. Estranho é que o governo não veja conflito de interesses quando a diretoria do BB estabelece a sua própria PLR.
O ajuste que está sendo implementado pela nova equipe econômica do Governo Dilma vai tensionar ainda mais o BB a aumentar seu lucro, para compor o superávit primário do país. Por isto, a pressão sobre o Conselho de Administração é pela redução de custos, em especial na folha de pagamentos. A atual reestruturação da Área Internacional e do Atacado, que cortou vagas, descomissionou colegas, rebaixou salários, é um dos melhores exemplos de como o BB programa esta politica.
No próximo período provavelmente a nova direção do banco deve aprofundar os processos de terceirização e reestruturação.
Em nossa opinião, a representação de um CAREF só tem sentido se cumprir o papel de fazer a denúncia pública e, colocando-se a serviço de nossa organização contra cada ataque que estiver sendo gestado, seja contra o caráter público do Banco, seja contra os direitos do funcionalismo.

BB 100% estatal e com função pública!
O Banco do Brasil tem atuado como banco privado, tanto na sua relação com o funcionalismo como com os clientes. O novo slogan do BB, Banco de Mercado com Espírito Público, na verdade vem oficializar está atuação do banco nos últimos anos. O atual sistema de metas, a remuneração, cuja maior parte é composta pela comissão e a PLR são instrumentos desse modelo. Defendemos que o BB tenha sua atuação pautada pelo caráter social, com atividade, alma e essência públicas.  Para que isto possa, de fato ocorrer, o controle acionário do BB deve voltar a ser 100 % estatal. Exigimos o fim da segregação da população de baixa renda, da política de encarteiramento de clientes adotada atualmente, bem como com a lógica de utilização do BB como agente financiador dos grandes grupos privados.

O BB deve ser integralmente controlado e administrado pelos trabalhadores!
A única forma de democratizar a gestão é colocando a empresa sob controle dos trabalhadores. Defendemos a eleição de toda a diretoria (que devem ser funcionários de carreira) pelos próprios funcionários do banco. A composição do conselho deve ser alterada. Além dos diretores eleitos pelos funcionários do BB, o conselho seria composto por outros diretores indicados pelos demais trabalhadores da sociedade, que devem ser os principais beneficiados por
Um banco público, como o BB. Desta maneira, poderemos mudar os processos de gestão e transformar o BB no banco que queremos e que a sociedade brasileira precisa.

Atuação do Caref tem que ser INDEPENDENTE!
O representante dos trabalhadores não pode ser mais uma voz em defesa do governo de plantão. O atual representante eleito que é apoiado pela CONTRAF/CUT, Rafael Matos, candidato a reeleição, não foi um ponto de apoio na luta do conjunto dos bancários do BB.  Infelizmente, isto não acontece somente no CAREF. Tanto na PREVI e CASSI, quanto na maior parte das diretorias dos grandes Sindicatos, temos visto nossas representações mais preocupadas em manter relações com o governo do que em defender os trabalhadores.

Remuneração do conselheiro
Somos contra qualquer privilégio material ao conselheiro eleito, que deve receber o mesmo salário que recebe hoje, bem como não receber qualquer auxílio ou jeton de conselheiro.

Garantias de acesso a informações e de Canais de comunicação com o funcionalismo
O representante dos trabalhadores tem que prestar contas da sua atuação. Para isso, é fundamental que seja criado um canal de comunicação , assim como ocorria com os boletins internos, até o fim dos anos 90, enquanto havia representação do Garef.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015




No dia 30 de janeiro ocorre a reunião do Espaço de Unidade de Ação, em Brasília. Esse fórum é composto por diversas entidades, além da CSP-Conlutas, e tem o objetivo de organizar a mobilização dos trabalhadores e setores aliados para as lutas. As organizações participantes divulgaram convocatória com chamado para a reunião. Confira aqui.

sábado, 27 de dezembro de 2014

O governismo da direção do sindicato e a defesa de nossos direitos


Foi com muita apreensão que recebemos a última edição do ano do jornal do Sindicato dos Bancários da Bahia.

A direção do sindicato, de modo eufórico, apresenta a vitória eleitoral de Dilma Roussef e Rui Costa como uma vitória da classe trabalhadora, mesmo após os anúncios de medidas que ferem nossos direitos e que atendem aos interesses dos bancos e grandes empresas, que inclui a privatização de empresas públicas e cortes no orçamento social.

Diante dos ataques a serem realizados pelos governos nos próximos anos em razão da crise econômica, que tem a privatização da Caixa como parte do plano, o que esperar dessa diretoria, que além da empolgada demonstração de apoio, ainda tem um diretor como secretário do governo estadual??

É preciso independência pra lutar! Exigimos que o sindicato repense sua posição, se coloque do lado dos bancários e organize as lutas em defesa de nossos direitos, contra os ataques dos governos.


domingo, 21 de dezembro de 2014

Nota do MNOB-BA sobre a proposta de privatização da CAIXA



Foi noticiado pelo jornal Folha de São Paulo, edição deste domingo, a intenção do governo Dilma-PT de abertura do capital da Caixa Econômica em 2016, precedido de um cuidadoso processo de "saneamento", ou seja, reestruturação e cortes de direitos para deixar o banco apetitoso ao capital privado.

A maioria dos bancários da Caixa votou pela reeleição de Dilma Roussef-PT por acreditar no discurso de defesa e fortalecimento dos bancos públicos feito por ela e por temer a possibilidade de desmonte e a privatização da empresa caso Aécio Neves-PSDB saísse vitorioso.

Passadas as eleições, o governo do PT/PCdoB esqueceu todo o discurso de campanha e revelou seus verdadeiros intentos. Desde as primeiras medidas anunciadas, o aumento da taxa básica de juros, aumento da meta de superávit primário, o reajuste da gasolina, passando pela formação da equipe econômica e composição dos ministérios, Dilma-PT demonstra que seguirá governando para as grandes empresas, o agronegócio e os bancos.

A proposta de privatização da Caixa é mais uma medida das muitas que virão desse governo, na tentativa de fazer com que nós trabalhadores paguemos o preço da crise econômica, enquanto os interesses e lucros privados são priorizados. É preciso superar as ilusões nos governos de coalizão do PT/PCdoB. Na Bahia, por exemplo, Rui Costa já anunciou a privatização da Ebal, EBDA, Bahiatursa, mudanças na previdência dos servidores estaduais e cortes diversos no orçamento social.

Nenhuma medida privatizante poderá trazer benefícios para os trabalhadores e nem para as empresas públicas. São fartos os exemplos do período FHC e são muitos os exemplos também durante os governos do PT/PCdob. O processo em curso de abertura do capital dos Correios, por exemplo, veio acompanhado de privatização do plano de saúde e previdência dos ecetistas. Existe uma dura reestruturação dentro dos Correios que afeta as condições de trabalho e a saúde dos trabalhadores. A privatização interna da Petrobras, só favoreceu a corrupção e a precariedade das condições de trabalho. Está colocada a possibilidade de perdermos ainda mais direitos.

O combate a proposta de privatização precisa começar desde já. Não podemos esperar para ver. Nem mesmo esperar a campanha salarial do ano vem. É preciso organizar a resistência agora e barrar o andamento dessa e de outras medidas que atacam os direitos dos trabalhadores.


Nós do Movimento Nacional de Oposição Bancária - MNOB/CSP-Conlutas defendemos que a preocupação do movimento sindical nessa conjuntura não deve ser blindar o governo, mas sim preparar os trabalhadores para a luta contra as medidas de ajuste e de privatização anunciadas.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

MNOB defende fim dos correspondentes bancários no ato contra a autonomia do Bacen



A autonomia do Banco Central ganhou destaque no debate eleitoral após a candidata Marina Silva (PSB) defender a independência formal do banco em relação ao governo. A candidata Dilma (PT) tem aproveitado essa proposta de Marina para acusá-la de ser a candidata dos banqueiros. Como parte do calendário de nossa campanha salarial, o Comando Nacional dos Bancários, dirigido pela Contraf-CUT, propôs a realização de atos em várias capitais contra a proposta de autonomia.

O Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB/CSP-Conlutas) participa destes atos por entender que um Banco Central formalmente autônomo é ainda mais suscetível aos interesses dos bancos. No entanto, não basta ser contra a autonomia formal, porque na prática o governo Dilma já garante a autonomia operacional e os banqueiros já mandam no país.

Para que o Bacen se livre da pressão dos bancos é necessário mudar toda a atual política econômica, sustentada em juros altos, endividamento da população e privilégio na destinação dos recursos públicos para o pagamento de juros e amortização da dívida aos bancos, principais detentores dos títulos públicos.

Devemos exigir nos atos:

à a revogação da resolução que autoriza os correspondentes bancários, medida do Bacen que liberou a terceirização no setor;

à o aumento do compulsório para os bancos que reduzirem postos de trabalho;


à o rechaço às privatizações, exigindo que o BB volte a ser 100% estatal, eliminando a pressão dos acionistas privados.

domingo, 30 de março de 2014


Carta de São Paulo: Vamos voltar às ruas! Na Copa vai ter luta!



Chega de dinheiro para a Fifa, grandes empresas e bancos!
Recursos públicos para saúde, educação, moradia, transporte público e reforma agrária!
Basta de violência e criminalização das lutas populares! Ditadura nunca mais!
O país se prepara para a Copa do Mundo. Nosso povo gosta de futebol e quer apoiar a seleção brasileira. O governo e a mídia tratam de transformar tudo isso em uma grande festa nacional e internacional.  Mas nada disso pode esconder uma certeza: o Brasil vai se consagrando como campeão da desigualdade, injustiça, exploração e violência contra seu próprio povo.
Estamos convivendo com o caos da saúde pública, o descaso com a educação, a precariedade do transporte e nos serviços públicos, nas três esferas, assim como a falta de moradia e de terra para plantar e produzir alimentos. Desde junho do ano passado este tem sido o grito cada vez mais alto dos trabalhadores e da juventude brasileira. Os governos –federal, estaduais e municipais – não atendem as reivindicações dos que lutam. Nunca tem verbas para atender as necessidades do povo.
Para bancos e grandes empresas nunca faltam recursos. O governo isenta as empresas de pagar impostos, repassa quase metade do orçamento para os banqueiros todos os anos através do pagamento da dívida pública. Além disso, o patrimônio publico é privatizado e entregue aos empresários, do petróleo aos portos, aeroportos e estradas.
Isto condena os trabalhadores a uma condição de vida cada vez pior. Dentro da classe trabalhadora, as mulheres, negros e negras e LGBT’s sofrem ainda mais com essa política, pois estão também sujeitos a toda sorte de discriminação e violência. Na periferia das grandes cidades a única presença visível do Estado é a da polícia, promovendo um verdadeiro genocídio contra a juventude e a população pobre e negra.
As mobilizações dos trabalhadores e demais segmentos são violentamente atacadas pela polícia. Há uma escalada militarista e um processo de criminalização dos ativistas e jovens lutadores, com prisões, inquéritos policiais e administrativos, e demissões dos que lutam. Esta política tem sido praticada pelos governos dos estados (PMDB, PSDB, PSB, PT etc).
Mas o governo Dilma segue o mesmo caminho, colocando a Forca Nacional de Segurança e o Exército Brasileiro a serviço da repressão das lutas populares. Tudo isso acontece quando se completam os 50 anos da instauração da ditadura militar no Brasil. Ao invés de punir os torturadores do passado e revogar toda a legislação antidemocrática faz o contrário, não atende as necessidades da população e quer impedir o povo de lutar por seus direitos, assim como na ditadura. Lamentável!
Os trabalhadores estão lutando e buscando fazer ouvir a sua voz. Assim o fizeram os garis do Rio de Janeiro, em pleno carnaval carioca mostraram ao mundo a real situação a que são submetidos. Assim também fizeram os rodoviários de Porto Alegre (RS), os operários do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) e tantas outras categorias, como os servidores federais que estão iniciando sua campanha salarial deste ano. O movimento popular luta sem trégua por moradia e por melhores condições de vida nos bairros.
Na Copa, vamos ocupar as ruas
A Copa do Mundo é mais uma expressão desta política desigual que privilegia poderosos e impõe situação de penúria à maioria da população. O governo federal e dos estados estão gastando mais de R$ 34 bilhões com a construção e reforma de estádios, aeroportos outras obras para a Copa, dinheiro colocado nas mãos de empreiteiras, enquanto a população pobre é despejada de suas casas para dar lugar a essas obras.
Chega! Vamos dar um basta nesta situação. Vamos apoiar e unificar as lutas que já estão em curso e unificar as nossas bandeiras. Voltaremos às ruas com grandes mobilizações sociais em todo o país no período da Copa do Mundo. Vamos mostrar ao mundo que o que acontece de fato no Brasil é a destinação do dinheiro público para as mãos de poucos beneficiados, entre eles a Fifa, grandes empresas e bancos. Nós queremos recursos públicos para saúde, educação, moradia, transporte público e reforma agrária!
Vamos voltar às ruas!
Nossas reivindicações:
 - Chega de dinheiro para a Copa, Fifa e para as grandes empresas! Recursos públicos para a saúde e educação! 10% do PIB para a educação pública, já! 10% do orçamento federal para a saúde pública, já!
 - Chega de dinheiro para os bancos! Suspensão imediata do pagamento das dívidas externa e interna! Dinheiro para a moradia popular e para o transporte coletivo! Tarifa zero já! Transporte e moradia são direitos de todos!
 - Chega de arrocho salarial e desrespeito aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras! Fim do fator previdenciário! Aumento das aposentadorias! Anulação da reforma da Previdência de 2003 e do Funpresp!
- Respeito aos direitos dos trabalhadores assalariados do campo e agricultores familiares! Reforma agrária e prioridade para a produção de alimentos para o povo!
- Chega de privatizações! Reestatização das empresas privatizadas! Petróleo e Petrobras 100% estatal! Estatização dos transportes!
- Basta de machismo, racismo, homofobia e transfobia!
- Respeito aos direitos dos povos originários, quilombolas e indígenas!
- Basta de violência, repressão e criminalização das lutas sociais! Desmilitarização da PM!  Arquivamento de todos os inquéritos e processos contra movimentos sociais e ativistas! Liberdade imediata para todos os presos! Revogação das leis que criminalizam a luta dos trabalhadores e da juventude! Ditadura nunca mais!
Plano de lutas
Vamos transformar nossa indignação em um amplo processo de mobilização social para defender nossas demandas e reivindicações. Lançamos este Manifesto como um chamado a todos e todas que neste pais querem lutar por uma vida melhor. E orientamos a realização de encontros e plenárias em todos os estados, que reúnam todos os lutadores e lutadoras de cada região, preparando de forma concreta as mobilizações previstas no calendário de lutas.
Calendário
A organização das manifestações começa efetivamente em abril e maio, com a realização de plenárias nos estados. Entre os dias 1º e 3 de maio, acontecerá o I Encontro de Atingidos por Megaeventos e Megaempreendimentos, em Belo Horizonte (MG). Haverá ainda o Dia Internacional contra as Remoções da Copa, marcado para 15 de maio. Segue abaixo o calendário.
22 de março: Encontro Nacional “Na Copa vai ter luta”.
Abril e Maio: Realização dos encontros plenárias nos estados para organizar o calendário de lutas.
Abril: Realização de um ato nacional contra a criminalização das lutas, dirigentes e ativistas, da população pobre e de periferia, vinculando ao aniversário dos 50 anos do golpe militar de 1964. Ampliar essa iniciativa para além dos movimentos sociais, procurando outras entidades como a OAB, ABI, Comissão Justiça e Paz, Comissões de Direitos Humanos etc.
28 de abril:  Dia de luta e denúncia dos acidentes de trabalho.
Abril e maio: Jornada de lutas convocada por vários segmentos do movimento popular para defender o direito à cidade (moradia, transporte e mobilidade, saneamento etc.).
1º de maio: O Dia Internacional do Trabalhador/a será com a organização e participação em atos classistas.
1º a 3 de maio: I Encontro de Atingidos por Megaeventos e Megaempreendimentos (Belo Horizonte - MG).
15 de maio: Dia Internacional contra as Remoções da Copa.
12 de junho: Abertura da Jornada de Mobilizações “NA COPA VAI TER LUTA”, com grandes mobilizações populares em todas as grandes cidades do país.
Período dos jogos da Copa: realização de manifestações nos estados conforme definição dos encontros e plenárias estaduais
15 e 16 de julho: Mobilizações contra a Cúpula dos BRICS (Fortaleza).
1º a 7 de setembro: Semana da Pátria e Grito dos/as Excluídos/as, com o lema: “Ocupar ruas e praças por liberdade e direitos”.

Entidades que assinam o manifesto "Carta de São Paulo":
CSP-Conlutas
A CUT Pode Mais (RS)
Feraesp (Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo)
Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal)
Jubileu Sul
Fenasps (Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social)
Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior)
Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica
FNTIG (Federação Nacional dos Trabalhadores em Indústrias Gráficas)
FNP (Federação Nacional dos Petroleiros)
Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais)
Cobap (Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas)
Asfoc (Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz)
Sindicato dos Metroviários de São Paulo
CPERS (Centro dos Professores do Estado do RS/Sindicato)
Simpe-RS (Sindicato dos Servidores Públicos do RS)
APCEF-RS (Associação de Pessoal da Caixa Econômica Federal-RS)
Sindserf-RS (Sindicato dos Servidores Públicos Federais)
Sindjus (Sindicato dos Servidores da Justiça do RS)
Sindicato dos Aeroviários do Rio Grande do Sul
Anel (Assembleia Nacional de Estudantes – Livre)
MTL (Movimento Terra e Liberdade)
Luta Popular
Quilombo Raça e Classe
MML (Movimento Mulheres em Luta)
Coletivo Construção Juntos

Passeata do Encontro Nacional do Espaço de Unidade de Ação

Na Copa vai ter Luta!

 ENCONTRO NACIONAL DO ESPAÇO UNIDADE DE AÇÃO 
REÚNE 2.500 LUTADORES


     Foto de ANDES/SN

Encontro reuniu trabalhadores, estudantes e os que lutam contra a opressão e definiu calendário de lutas no período da Copa

A abertura da Copa do Mundo será acompanhada de grandes manifestações populares em diversas cidades do país. 12 de junho foi escolhida como a data de início da Jornada de Mobilizações "na Copa vai ter Luta", organizada pelas entidades que se reuniram no Encontro Nacional do Espaço Unidade de Ação, neste sábado, dia 22, em São Paulo-SP.

Após cerca de oito horas de discussões, os mais de 2.500 lutadores de diferentes entidades sindicais, estudantis, sociais e populares aprovaram o manifesto, a Carta de São Paulo, "Vamos voltar às ruas - Na Copa vai ter luta" e o calendário de mobilizações.

O objetivo desta iniciativa é dar uma passo importante na unidade dos que querem lutar durante a Copa no Brasil. As entidades participantes pretendem mostrar ao mundo o destino dado ao dinheiro público, com gastos abusivos na construção de estádios e infraestrutura, em que os grandes beneficiados são a Fifa e empreiteiras. "Nós queremos recursos públicos para saúde, educação, moradia, transporte público e reforma agrária!", diz ainda o manifesto.

As manifestações da Copa também serão impulsionadas pelas lutas dos diversos segmentos da sociedade. Pela disposição dos presentes, 2014 será um ano de muita luta e resistência a começar pelas greves que ocorreram recentemente como a dos rodoviários de Porto Alegre, os garis do Rio de Janeiro e os operários do Comperj. Além dessas, as campanhas que vem se forjando como as dos servidores públicos federais e as mobilizações dos movimentos populares com as ocupações por moradia e os enfrentamentos a que são submetidos em suas lutas.

O Encontro aconteceu na quadra poliesportiva do Sindicato dos Metroviários de São Paulo.

O Encontro

     Foto de ANDES/SN

Pela manhã, a mesa de abertura foi composta por representantes da CSP-Conlutas, de A CUT Pode Mais, Condsef, Feraesp, Fenasps, Jubileu Sul e das greves do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), Rodoviários de Porto Alegre e Garis do Rio de Janeiro, os quais receberam uma saudação calorosa do plenário.

Em seguida os participantes do Encontro se dividiram em grupos temáticos para segmentação dos debates nos seguintes temas: criminalização dos movimentos sociais, discriminação e violência: luta contra opressões; defesa dos serviços públicos – contra as privatizações; passe livre e transporte público; financiamento público para a educação pública; luta por moradia e direito à cidade; reforma agrária; direitos da aposentadoria; luta contra as terceirizações, liberdade de organização sindical; saúde do trabalhador; cultura; e descriminalização das drogas.

Após os debates em grupo, os lutadores saíram às ruas, numa passeata na Radial Leste, para dar um recado à presidenta Dilma Rousseff: "Dilma, escuta, na Copa vai ter luta", gritavam os manifestantes, que ocuparam a avenida das 14 às 14h30min. Após uma pausa para o almoço, as atividades foram retomadas numa plenária final, que aprovou o calendário de lutas, a carta do Encontro e várias moções.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A segunda maior greve da história da categoria não pode se deter em 8%, com compensação de horas e sem avanços quanto a isonomia!! Vamos rejeitar essa proposta!! Todos a Assembleia de hoje, 11/10, às 18h30, no Ginásio dos Bancários, no Aflitos, Salvador.


PROPOSTA ESPECÍFICA DA CAIXA

1) PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS OU RESULTADOS - PLR
a) PLR Regra FENABAN
Regra Básica
Regra Adicional
b) PLR Adicional CAIXA
4% do lucro líquido realizado distribuído igualmente para todos os empregados e
Garantia de no mínimo uma Remuneração Base a todos os Empregados.

Valores de PLR - Exemplos paradigmáticos, com base no lucro orçado:
TBN referência 203 – R$ 8.000,48
Caixa Executivo - R$ 9.361,28
Tesoureiro - R$ 11.200,88
Avaliador penhor - R$ 10.695,98

2) PLR – ANTECIPAÇÃO
Antecipação de 60% do valor devido a cada empregado, a ser paga em até 10 dias após
assinatura do ACT.

4) PLANO DE ASSISTÊNCIA À SAUDE – DEPENDENTE INDIRETO SAÚDE CAIXA
Extensão da condição de dependente indireto a filhos (as) / Enteados (as) com idade
entre 21 e 27 anos incompletos que não possuam qualquer renda superior a R$ 1.800,00,
inclusive as provenientes de pensão alimentícia.

5) VALE CULTURA
A CAIXA participará do Programa de Cultura do Trabalhador, como empresa beneficiária,
para distribuir o vale-cultura aos empregados que o requeiram e que tenham
Remuneração Base igual ou inferior a 5 salários mínimos, conforme os termos
estabelecidos pela Lei 12.761/2012 e seu regulamento.

6) HORAS EXTRAS
Manutenção da cláusula referente a prorrogação da Jornada de trabalho, assegurando-se
o pagamento, com adicional de 50% sobre o valor da hora normal, ou a compensação das
horas extraordinárias realizadas na proporção de 1 hora realizada para 1 hora
compensada e igual fração de minutos.
Pagamento de 100% das horas extras realizadas em agências com até 15 (quinze)
empregados, facultando ao empregado optar pela compensação, a partir de 02 de Janeiro
de 2014.

7) JORNADA EM REGIME DE ESCALA Assume o compromisso de em até 31 de dezembro definir a redação.

8) AUSÊNCIAS PERMITIDAS
Renovação da cláusula, acrescentando:
Até 2 (dois) dias por ano para levar cônjuge, companheiro (a), pai, mãe, filho ou
dependente menor de 14 anos ao médico, mediante comprovação, em até 48 horas após.

9) PROMOÇÃO POR MÉRITO – ANO BASE 2013
A CAIXA realizará sistemática de avaliação para promoção por mérito em 2014, referente
ao ano base 2013.
Redução das horas de estudo para efeito da promoção por mérito de 70 para 10 horas.

10) COMISSÕES DE CONCILIAÇÃO VOLUNTÁRIA
A Caixa se compromete a renovar a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho que
regulamenta a CCV por ocasião do seu vencimento.

11) PSI - Constituição de Comissão para avaliar e sugerir melhorias nos processos de
seleção interna*;

12) Constituição de fórum para debater, propor e estruturar ações preventivas e de tratamento de situações que envolvam o tema condições de trabalho, abrangendo: conflito no ambiente de trabalho; jornada de trabalho; acompanhamento de resultados; estrutura física e de pessoas das unidades*.
* Início dos trabalhos 30 dias após a assinatura do ACT e conclusão até 30/Março/2014.

13) A CAIXA se compromete a dar continuidade ao processo de contratação de
empregados, em 2014, para reposição dos empregados desligados e nas aberturas de
agências.

14) Os descontos decorrentes de ausência ao trabalho em virtude de paralização nos dias
11/07/2013 e 30/08/2013 serão convertidos em compensação (na regra da greve) com a
devolução dos valores aos empregados nessa situação.

CLÁUSULAS RENOVADAS

REFERÊNCIA DE INGRESSO E ENQUADRAMENTO
Os empregados serão contratados na referência 202 da Estrutura Salarial Unificada (ESU) e nas referências 2402, 2602 e 2802 da Nova Estrutura Salarial (NES) e serão enquadrados nas referências 203, 2403, 2603 e 2803, respectivamente, no dia imediatamente posterior à conclusão do período referente ao contrato de experiência.

ISENÇÃO DE ANUIDADE DE CARTÃO DE CRÉDITO
Renovação da cláusula que garante a isenção de anuidade dos cartões de crédito CAIXA Mastercard e Visa a seus empregados.

JUROS DO CHEQUE ESPECIAL Manutenção do enquadramento dos empregados, no programa de relacionamento para redução dos juros do cheque especial.

LICENÇA MATERNIDADE E LICENÇA ADOÇÃO
Ratificação das atuais condições para Licença Maternidade e Licença Adoção.

ESTABILIDADE PROVISÓRIA DE EMPREGO
Renovação da cláusula referente às estabilidades provisórias de emprego.

ADICIONAL DE INSALUBRIDADE E DE PERICULOSIDADE
A CAIXA continuará a pagar o adicional de insalubridade ou de periculosidade, sempre que na prestação de serviços se verificar o seu enquadramento nas atividades ou operações insalubres ou perigosas.

LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE E TITULARIDADE DA FUNÇÃO
GRATIFICADA OU CARGO EM COMISSÃO EM LICENÇA PARA TRATAMENTO DE
SAÚDE
A CAIXA renova a cláusula onde considera como de efetivo exercício os primeiros 15 dias de licença para tratamento de saúde do empregado.
A CAIXA garantirá ao empregado a titularidade da Função Gratificada ou Cargo em Comissão, pelo período da licença para tratamento de saúde – LTS – ou licença por acidente de trabalho – LAT, até o limite de 180 dias.

FONTE: CONTRAF-CUT

ANÁLISE DA PROPOSTA ESPECÍFICA DO BB


Proposta está recheada de ítens que não serão clausulados. Se a direção do BB está descumprindo ítens clausulados, a Contraf está chamando a que confiemos na atual direção do BB a cumprir itens que não estarão redigidos no acordo ?

Na prática, o único avanço que houve foi o meio ponto, no PCR, para os caixa-executivos, o que é muito pouco para este setor que continua sendo a vanguarda de nossa greve. A cláusula de efetivação dos caixas-substitutos também precisa ser clarificada, pois, no texto do acordo não se estabelece um número claro . Todo o restante de ítens listados são enfeites, que não configuram como "novos direitos".

O mais grave do atual acordo :
- Ausência de qualquer mecanismo de inibição de descomissionamentos/demissões - principal ataque que estamos vivendo hoje, dentro do BB
-Não conseguimos, inclusive, reverter a questáo da GDP com meta individual, o que , na prática, estabelece o AUMENTO DO ASSÉDIO e ameaça de descomissionamento.
- BB irá criar uma cláusula que limita uso sms : por que não apresenta redação antes da assembléia ?
- Ficha suja : gestor que tiver a denúncia PROCEDENTE. Quem vai apurar e definir se são procedentes ou não ? Os Comitês de Ética, praticamente não funcionam e são totalmente controlados pelo BB.Além disto, este ítem náo será CLAUSULADO !!!
- Piso do BB continua sendo inferior ao da Caixa econômica e ao do BRB 9 R$ 2.2.50,00 )




VEJA AS PROPOSTAS 2013 - FINAL

"- Vale cultura: no valor de R$ 50,00 por mês para os funcionários que ganhem até 5 salários mínimos, a partir de janeiro/2014.

Abono das horas de ausências, durante a jornada de trabalho, para os funcionários com deficiência, para aquisição, manutenção ou reparo de ajudas técnicas (cadeiras de rodas, muletas, etc), com limite de uma jornada de trabalho por ano;

Elevação da licença adoção para homens solteiros (família monoparental) ou com união estável homoafetiva, de 30 para 180 dias;

Aumento do valor da bolsa dos estagiários, de R$ 332,00 para R$ 570,00;

Auxílio educacional para dependentes de funcionário falecido ou que tenha ficado inválido em decorrência de assalto intentado contra o Banco - no limite de R$ 868,00 por mês até 24 anos incompletos, na forma das instruções internas (sem cláusula).

Vacina contra a gripe para todos os funcionários (sem cláusula)

Demais Propostas

Redução da trava para remoção de escriturários, de 24 meses para 18 meses;

Movimentação transitória para as ausências da gerência média nos casos de licença de saúde, a partir do 1º dia e até 90 dias, nas agências de qualquer nível com até 7 (sete) funcionários;

- Cláusula com compromisso do Banco em preencher o número de vagas de caixa executivo existentes na data de assinatura do ACT, priorizando os funcionários que já estejam substituindo há mais de 90 dias e desde que haja interesse pelo funcionário;

Elevação da pontuação do mérito para os caixas, de 0,5 ponto para 1 ponto por dia de exercício, retroativo a 2006, com pagamento a partir de 1.9.2013;

- Cláusula com compromisso do Banco em normatizar internamente a proibição do envio, pelos gestores, de mensagens de texto (SMS) que tratem de cobrança de metas em fins de semana, além da limitação do horário de envio durante a semana;

- Compromisso do Banco em normatizar internamente o treinamento dos gestores que não obtiverem desempenho suficiente no RADAR (sem clausular);

Mediação de Conflitos: Compromisso do Banco de agregar a metodologia de ouvidoria existente à metodologia de mediação de conflitos, treinando todos os gerentes de Gepes, analistas que atuam na Ouvidoria e Administradores (sem clausular);

- Compromisso de considerar somente os 20 primeiros do TAO para os processos seletivos e nomeações nas Unidades do Banco (sem clausular);

- Seleção para gestores, na rede de agências, pelo Programa de Ascensão Profissional, com pré-requisito de não ter demanda de Ouvidoria procedente nos últimos 12 meses, consideradas também as denúncias encaminhadas via "protocolo de prevenção de conflitos"; (sem clausular)

Mesa Temática sobre Cassi e Previ com início previsto para 30 dias após a data de assinatura do ACT;

3.000 contratações de funcionários até 31.08.2014;

- O banco se compromete a efetuar ajustes nos percentuais do Adicional de Função de Confiança - AFC e do Adicional de Função Gratificada - AFG em relação aos Valores de Referencia - VR das Respectivas Funções, a partir de 01.09.2016, conforme os termos desta Cláusula.

Parágrafo Primeiro - Em 01.09.2016, o percentual do Adicional de Função de Confiança - AFC em relação ao Valor de Referencia - VR da respectiva Função de Confiança - FC, passará a ser 43,75%.

Parágrafo Segundo - A partir do mês de setembro de 2016 e a cada 3 (três) anos, o percentual do Adicional de Função Gratificada - AFG em relação ao Valor de Referencia - VR da respectiva Função Gratificada - FG, passará a ser:

I- Em 01.09.2016 - 18,75%
II - Em 01.09.2019 - 25,00% 
III- Em 01.09.2022 - 31,25%; e
IV- Em 01.09.2025 - 37,50%. (sem clausular)

- Renovação do Acordo Coletivo (acordo marco) sobre CCV por 2 anos, sem cláusula de suspensão de ações judiciais por 180 dias.

- Prorrogação por mais seis meses da possibilidade de realização de horas extras para os funcionários que aderiram a funções gratificadas, na forma prevista no plano de funções;

- Reclassificação das faltas de greve realizadas no primeiro semestre de 2013, por conta do plano de função;

- Realização de mesa temática sobre CABB.

Participação nos Lucros e Resultados: o modelo de distribuição da PLR terá a mesma estrutura do exercício anterior. O aumento no montante do programa será distribuído para todas as faixas salariais (47% a mais):

Escriturários recebem R$ 5.837,15 e caixas executivos R$ 6.236,38

Parcela variável do Módulo BB (vinculado ao resultado): a tabela de salários paradigma será aumentada na mesma proporção de 47% a mais.

Veja alguns grupos: Comissionados FG e FC (plenos) 2,07 salários paradigma, gerência média 2,15 salários paradigma, primeiros gestores 2,57 salários paradigma. (Todas as demais funções na tabela da parcela variável no BB também foram reajustadas pela mesma proporção, informou o banco).

Fonte: Contraf-CUT"

VAMOS MUDAR ESSE ROTEIRO DA CONTRAF-CUT! TODOS A ASSEMBLÉIA DE HOJE!


O Comando Nacional da CONTRAF/CUT está orientando a aceitação do mesmo acordo de ontem, com a diferença que agora, ao invés de compensação integral em 180 dias, deveríamos compensar no máximo uma hora extra diária, de segunda a sexta-feira, até 15 de dezembro.

NÃO ACEITAMOS ESSE ACORDO COSTURADO PELA CUT! Nenhum avanço nas questões específicas dos bancos públicos (isonomia, reposição das perdas, etc.), nada em relação ao fim das metas nem estabilidade de emprego para os bancos privados.

Também não aceitamos repor os dias de greve. Quem empurrou os bancários para a greve foram os banqueiros e o Governo Dilma, que se recusaram a atender nossas reivindicações, após meses de negociação. Que arquem com o prejuízo da greve!

O Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB/CSP-Conlutas) orienta a REJEIÇÃO DESSA PROPOSTA e a continuidade da greve. A operação desmonte CONSCIENTE da CONTRAF/CUT já começou, todos os seus sindicatos estão dividindo as assembléias, com locais separados para as discussões de privados, Banco do Brasil e Caixa.

Mas acreditamos na força da categoria e no espírito de luta que se acendeu desde junho. Hoje é dia de dar resposta aos banqueiros, ao Governo Dilma e aos sindicalistas da CUT!


ASSEMBLEIA GERAL HOJE, AS 18h30, NO GINÁSIO DE ESPORTES DO SINDICATO, NO AFLITOS, SALVADOR.

Veja a proposta da Fenaban:


Reajuste: 8,0% (1,82% de aumento real).

 Pisos: Reajuste de 8,5% (ganho real de 2,29%). 
- Piso de portaria após 90 dias: R$ 1.148,97.
- Piso de escriturário após 90 dias: R$ 1.648,12.
- Piso de caixa após 90 dias: R$ 2.229,05 (que inclui R$ 394,42 de gratificação de caixa e R$ 186,51 de outras verbas de caixa). 

 PLR regra básica: 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.694,00 (reajuste de 10%), limitado a R$ 9.087,49. Se o total apurado ficar abaixo de 5% do lucro líquido, será utilizado multiplicador até atingir esse percentual ou 2,2 salários (o que ocorrer primeiro), limitado a R$ 19.825,86.

 PLR parcela adicional: aumento de 2% para 2,2% do lucro líquido distribuídos linearmente, limitado a R$ 3.388,00 (10% de reajuste). 

 Antecipação da PLR até 10 dias após assinatura da Convenção Coletiva: na regra básica, 54% do salário mais fixo de R$ 1.016,40, limitado a R$ 5.452,49. Da parcela adicional, 2,2% do lucro do primeiro semestre, limitado a R$ 1.694,00. O pagamento do restante será feito até 3 de março de 2014.

 Auxílio-refeição: de R$ 21,46 para R$ 23,18 por dia.

 Cesta-alimentação: de R$ 367,92 para R$ 397,36.

 13ª cesta-alimentação: de R$ 367,92 para R$ 397,36.

 Auxílio-creche/babá: de R$ 306,21 para R$ 330,71 (para filhos até 71 meses). E de R$ 261,95 para R$ 282,91(para filhos até 83 meses).

 Requalificação profissional: de R$ 1.047,11 para R$ 1.130,88.

 Adiantamento emergencial: Não devolução do adiantamento emergencial de salário para os afastados que recebem alta do INSS e são considerados inaptos pelo médico do trabalho em caso de recurso administrativo não aceito pelo INSS.

 Gestores ficam proibidos de enviar torpedos aos celulares particulares dos bancários cobrando cumprimento de resultados. 

 Abono-assiduidade (novidade): 1 dia de folga remunerada por ano.

 Vale-cultura (novidade): R$ 50,00 mensais para quem ganha até 5 salários mínimos, conforme Lei 12.761/2012.

 Prevenção de conflitos no ambiente de trabalho - Redução do prazo de 60 para 45 dias para resposta dos bancos às denúncias encaminhadas pelos sindicatos, além de reunião específica com a Fenaban para discutir aprimoramento do programa.

 Adoecimento de bancários - Constituição de grupo de trabalho, com nível político e técnico, para analisar as causas dos afastamentos.

Compromissos

 Inovações tecnológicas - Realização, em data a ser definida, de um Seminário sobre Tendências da Tecnologia no Cenário Bancário Mundial.

 Prevenção de conflitos no ambiente de trabalho - Reunião específica para discutir aprimoramento do processo.

 Discutir um novo modelo de PLR 
antes da campanha nacional de 2014.