quarta-feira, 2 de outubro de 2013

ASSEMBLEIA, HOJE, ÀS 18h30, NO GINÁSIO – Não deixe que decidam por você


A greve nacional dos bancários continua crescendo, com o número de agências fechadas aumentando a cada dia. No entanto, os banqueiros e o governo Dilma permanecem no silêncio, desrespeitando os bancários e a população ao manterem uma proposta muito aquém da lucratividade alcançada pelo sistema financeiro no último período.
Para sair desse impasse, é preciso pressionar diretamente o governo. O Banco do Brasil, a Caixa Econômica e o Banco do Nordeste seguem as diretrizes estabelecidas pelo governo na mesa da Fenaban. Portanto, devemos exigir publicamente desse governo um posicionamento que retome a negociação.
Mas não é só isso, é preciso pressionar o governo para que apresente uma proposta digna que contenha reajuste salarial justo, abono dos dias parados e o atendimento de reivindicações específicas de cada banco. Nossa greve não por mais 1 ou 2% de aumento!
Infelizmente, a Contraf-CUT tenta de todas as formas proteger o Governo Dilma, direcionando as críticas, exigências e denúncias apenas aos banqueiros. Isso também é importante, mas não tem se mostrado eficiente nessa greve e nem nas anteriores. Esconder o governo debaixo da mesa da Fenaban só tem contribuído para diminuir o potencial que nossa greve tem para arrancar uma proposta justa.
Apesar dessa postura da Contraf, é na assembleia onde são definidos os rumos da greve, como as ações de mobilização (piquetes, passeatas, moções, cartas públicas, etc). É na assembleia onde podemos aprovar propostas que impulsionem a nossa greve e que mudem o script estabelecido nas campanhas salariais dos últimos anos.
Muitos colegas acreditam que basta participar das chamadas “assembleias decisivas”, quando aparece alguma proposta dos bancos para ser aprovada ou rejeitada. No entanto, é o desenrolar da greve que vai definir o conteúdo das propostas, se a proposta será justa, ruim, ou muito ruim. E esse desenrolar depende em grande medida da participação dos bancários na assembleia, principal fórum de decisão durante uma greve.
A diretoria do sindicato da Bahia, infelizmente, tem adotado a mesma postura da Contraf: proteger o governo a qualquer custo. Foi por isso que o presidente da entidade tentou impedir que um funcionário dos Correios em greve falasse em nossa assembleia. Essa postura revelou o medo de que a unificação das campanhas salariais exponha o governo. Compreendendo a importância da solidariedade entre as categorias, os bancários que estavam presentes na assembleia garantiram a fala do carteiro, mostrando que é possível transformar a assembleia em um espaço democrático onde a categoria é quem decide.
Participe das assembleias! Vamos mudar os scripts e surpreender os bancos e o governo!
                               
                                   MNOB/BA – Movimento de Oposição Bancária/ Bahia