terça-feira, 20 de setembro de 2011

Saiu a proposta rebaixada da FENABAN

Reajuste Salarial - Sobre agosto de 2011 - 7,80%

Com este reajuste pífio o salário base da categoria ficaria assim:

Piso

Contínuo - R$ 856,99

Escriturário - R$ 1.229,06

Salário Caixa - R$ 1.565,04

Salário após 90 dias / Piso

Contínuo - R$ 938,77

Escriturário - R$ 1.347,50

Salário Caixa - R$ 1.842,36

Outras Verbas Salariais

Vale Refeição /Alimentação - R$ 430,54

Auxílio Cesta Alimentação - R$ 335,36

Auxílio Creche / Babá - R$ 281,71

Indenização p/ morte - R$ 96.388,07

PLR- Participação Lucros nos e Resultados

Regra Básica Percentual Salário - 90%

Parcela fixa - R$ 1.186,66 + R$ 7.741,12 (limitado a 2,2 salários )

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

ATENÇÃO: ASSEMBLEIA DIA 22 (QUINTA-FEIRA)



EDITAL ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA


O SINDICATO DOS BANCÁRIOS DA BAHIA, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 15.245.095/001-80, Registro Sindical nº. 100.085.15147-1, por seu presidente abaixo assinado, convoca todos os empregados em estabelecimentos bancárioas dos bancos públicos e privados, sócios e não sócios, da base territorial deste sindicato, para a assembleia geral extraordinária a ser realizada dia 22/09/2011, às 18h30, em primeira convocação, e às 19h, em segunda convocação, no Ginásio Esportivo do SBBA, na Rua Tuiuti, 193, Aflitos, Salvador-BA, para discussão e deliberação acerca da seguinte ordem do dia:

1. Avaliação e deliberação sobre a contraproposta apresentada
pela FENABAN na reunião de 20/09/2011, à minuta de reivindicações entregue em 12/08/2011;

2. Deliberação acerca de paralisação das atividades por prazo
indeterminado;

Salvador, 16 de setembro de 2011.

Para atender nossas reivindicações o cenário econômico não é propício, mas para empurrar empréstimos...



BB vai elevar em R$ 79 bilhões crédito para pessoa física

19/09/2011  Por Cristiano Romero e Mauro Zanatta

Valor BRASÍLIA - Confiante no bom desempenho da economia nos próximos meses, o Banco do Brasil decidiu elevar, em R$ 79 bilhões, a oferta de crédito para pessoa física no último trimestre do ano. Os recursos serão emprestados nas modalidades de empréstimo consignado, financiamento à compra de automóveis e crédito direto ao consumidor (CDC). Até junho deste ano, o estoque de crédito somava R$ 122,6 bilhões.

Do total a ser liberado, R$ 48 bilhões serão oferecidos nos segmentos de consignado e CDC. O BB definiu o público-alvo desses recursos a partir de sua própria base de clientes, utilizando o sistema de CRM (sigla em inglês de Customer Relationship Management). Por meio desse sistema, o banco cruzou informações de origens distintas e identificou potenciais tomadores de crédito.

O banco estatal investiu este ano R$ 100 milhões na montagem do CRM. Além disso, está aplicando R$ 1 bilhão na reforma de agências, R$ 200 milhões na modernização da plataforma de computadores e equipamentos, R$ 350 milhões no aumento da velocidade das redes de processamento e R$ 700 milhões no aumento do número de empregados (de 60 para 70 mil).

Com base no CRM, dos 55 milhões de clientes do BB, 13 milhões são propensos a tomar crédito e hoje apenas cinco milhões têm empréstimos com o banco. Dos oito milhões restantes, 3,8 milhões, segundo informou ao Valor o vice-presidente do BB, Paulo Caffarelli, “estão limpos”, isto é, não entraram no cheque especial nem tomaram outras formas de empréstimo. Esses clientes já começaram a ser procurados pelo BB.

“Nossa meta é aumentar a rentabilidade da base de clientes”, disse Caffarelli. O aumento da carteira de crédito de PF desejado pelo BB é expressivo. Equivale a 64,4% da atual carteira. “Nunca estivemos tão preparados para fazer esse movimento.”

Com a decisão, o BB mostra que os grandes bancos não estão tirando o pé do acelerador e que, portanto, a demanda da economia segue aquecida. De julho de 2010 a junho de 2011, a carteira de pessoa física do banco estatal cresceu 21,2%, bem acima do limite projetado pelo Banco Central para este ano – de 15%. No mesmo período, o financiamento de veículos saltou 34,1%, o CDC cresceu 19% e o crédito imobiliário, 100%.

(Cristiano Romero e Mauro Zanatta - Valor)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

CALENDÁRIO DE NEGOCIAÇÕES (Atualizado)

Mesa Única da Fenaban

1° Rodada: 30 e 31 de agosto - Emprego e reivindicações sociais

2° Rodada: 05 e 06 de setembro - Saúde e condições de trabalho

3° Rodada: 12 de setembro - Remuneração

4° Rodada: 20 de setembro - Remuneração (Proposta dos Bancos)


Negociações específicas com os Bancos Públicos

- 2 de setembro: Caixa e Banco do Nordeste

- 8 de setembro: Caixa

- 9 de setembro: Banco do Brasil e Banco da Amazônia
Confira post sobre negociação com o BB

- 14 de setembro: Caixa, Banco do Brasil e Banco do Nordeste
Confira post sobre negociação com a Caixa

- 16 de setembro: Banco da Amazônia

- 20 de setembro: Banco do Brasil

- 21 de setembro: Caixa

Assim como a Fenaban e BB, Caixa trava negociações

Como já era esperado, não deu em nada a rodada de negociação entre bancários e a Caixa Econômica Federal realizada nesta terça-feira (13).


Sem apresentar nenhuma novidade, o banco limitou-se a dizer que só deverá mostrar alguma proposta após analisar a sugestão da Fenaban.

O pior é que a Caixa já sinaliza ser contrária a itens reivindicados pelos empregados como: isonomia de direitos e o fim da discriminação dos empregados que continuam na Reg/Replan.

A única forma de combater essa postura inflexível da Caixa é intensificar a mobilização, pois o banco, ao ignorar esses temas, já comprovou que não respeita seus empregados e que não avançará facilmente nas negociações.

Uma nova reunião está pré-agendada para a próxima semana, após a negociação com a Fenaban.

Encontro

Na próxima terça-feira (20), em Brasília, os empregados da Caixa estarão reunidos no Encontro Nacional pela Isonomia. O objetivo é estender para os bancários admitidos após 1998, os direitos à licença prêmio e o anuênio que os demais empregados do banco já possuem.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Maranhão (MNOB)

Trabalhadores dos Correios deflagram greve em todo o país contra a proposta rebaixada da empresa

Assembléia de Greve em São Paulo reuniu cerca de 4000 trabalhadores

Greve por tempo indeterminado! Essa foi a resposta que os trabalhadores dos Correios deram à direção da empresa na noite desta terça-feira (13), em assembléias realizadas por todo país. A categoria deixou explicito que não aceitará a proposta rebaixada da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) de apenas R$ 800 de abono sem aumento real.


Dos 35 sindicatos filiados à Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios), 34 já informaram que estão em greve. As assembléias expressaram a disposição de luta. Em São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, havia mais de 6 mil trabalhadores decididos pela greve.

Para um dos representantes da FNTC (Frente Nacional dos Trabalhadores dos Correios), que faz oposição à Fentect, Geraldo Rodrigues, o Geraldinho, a empresa, após 50 dias de enrolação, acreditou que propondo um abono de R$ 800, a se pago na sexta-feira próxima, dia 16/09, iria desmobilizar os trabalhadores e evitaria a paralisação. “A ECT quebrou a cara, a categoria não só repudiou a proposta da empresa como demonstrou nas assembléias que não vai aceitar proposta rebaixada”, enfatizou Rodrigues.

Segundo o membro da FNTC, os sindicatos governistas ligados à CUT e à CTB, pressionados pela a categoria, tiverem de dar um “giro à esquerda” e radicalizar. “Sabemos que vão tentar acabar com a greve o mais rápido possível. Os sindicatos da FNTC foram os primeiros a decretar a greve e rejeitar a proposta rebaixada da empresa e seguiremos com esta postura até que nossas reivindicações sejam atendidas”, finalizou.

A empresa até o momento não apresentou nova proposta para a categoria. Nesta quarta-feira (14) acontece nova assembleia nacional para dar encaminhamentos à greve.

Com informações de Geraldo Rodrigues membro da FNTC

Trabalhadores da Construção Civil continuam Greve histórica em Belém/PA


Noventa por cento das obras paralisadas e participação de mais de 3 mil trabalhadores em passeata realizada nesta terça-feira (13). Esta é a resposta que os operários da construção civil de Belém (PA) estão dando aos empresários e donos de construtoras.


A truculência policial, que terminou na prisão de dois companheiros, não intimidou a categoria que decidiu em assembleia continuar a greve que já dura oito dias.

Segundo informações do membro da CSP-Conlutas, Atnágoras Lopes, durante a passeata, toda obra que tinha algum operário trabalhando era paralisada. “Hoje foi um dos dias mais forte de mobilização. Esses trabalhadores demonstram sua disposição e seguem firmes em busca de suas reivindicações”, informa Lopes, acrescentando que os empresários seguem ignorando o movimento.



De acordo com a grande imprensa, seis representantes da categoria chegaram a ser recebidos por diretores do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará), porém ainda não haviam analisado a contra proposta feita pelos trabalhadores durante a última reunião, que ocorreu na quinta-feira passada.

A categoria apresentou uma contra-proposta aos empresários. Os valores propostos inicialmente para negociação, R$ 1.000 para os pedreiros, foram para R$ 950. No caso dos serventes, de R$ 680,00, para R$ 670,00.

A cesta básica, cuja exigência inicial era de R$ 150,00, a proposta agora é de R$ 80,00. Os trabalhadores pedem também plano de saúde para a categoria, além de 10% de vagas reservadas para as mulheres.

Atualmente os pedreiros ganham R$ 800,00; serventes, R$ 570,00, sendo que, com a proposta de reajuste de 10% dos empresários, esses valores ficariam em R$ 880,00 e R$ 630, respectivamente.

Fonte: CSP Conlutas com informações do Diário do Pará

Metalúrgicos da GM aprovam 10,8% de reajuste e abono


Vitória veio após intensa mobilização da categoria

Os metalúrgicos da General Motors, em São José dos Campos, aprovaram nesta segunda-feira, dia 12, o reajuste salarial de 10,8% a partir de 1º de setembro, o que representa 3,2% de aumento real mais inflação, além de R$ 3 mil de abono e ampliação de cláusulas sociais. Uma nova assembleia acontecerá ainda hoje com os trabalhadores do segundo turno.

A conquista é resultado da mobilização dos trabalhadores da GM, que chegaram a parar a produção por 24 horas, no dia 6, para que a montadora ampliasse as propostas apresentadas na mesa de negociação. Na ocasião, a empresa havia oferecido apenas 9,4% para novembro e R$ 2 mil de abono.



O reajuste de 10,8% será aplicado aos salários de até R$ 7.700. Para quem recebe acima desse valor, será pago um fixo de R$ 816,74. O piso passa de R$ 1.423 para R$ 1.574,12. O abono será pago já em setembro.

O acordo conquistado pelos metalúrgicos de São José dos Campos é superior ao fechado entre as montadoras e os sindicatos dos metalúrgicos do ABC e de Taubaté, filiados à CUT, que aceitaram o aumento real de 2,4%, abono de R$ 2.500 e negociação apenas a cada dois anos.

Cláusulas sociais

Além do reajuste e abono, os trabalhadores da GM conquistaram licença maternidade de 180 dias para mães adotantes, licença casamento estendida aos trabalhadores com união estável, estabilidade de dois meses após a volta da licença maternidade, reajuste do auxílio-creche e renovação das cláusulas que garantem estabilidade para lesionados e adicional noturno de 30%. Antes mesmo do início das negociações, a GM já havia proposto a retirada das duas últimas cláusulas.

Nos próximos 90 dias, Sindicato e montadora continuarão as discussões sobre a eleição de Delegados Sindicais, uma das mais importantes reivindicações da categoria nesta Campanha Salarial. Eleger delegados é um direito já previsto pela Constituição Federal, mas ainda não cumprido pela maioria das empresas.

“Para conquistar delegados sindicais na GM os trabalhadores enfrentarão uma nova batalha. Esta é uma luta de extrema importância para toda a categoria. Os delegados serão um elo entre os trabalhadores e o Sindicato e quanto mais delegados tivermos na fábrica, mais força teremos para lutar”, afirma Vivaldo Moreira Araújo, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, filiado à CSP-Conlutas.

“Esta foi uma campanha em que, mais uma vez, os trabalhadores das GM deram exemplo de luta. Apesar de todo discurso dos empresários e do governo federal para que não houvesse aumento real de salário, os metalúrgicos não se intimidaram, foram pra cima e conseguiram garantir seus direitos. Agora, essa mesma força será estendida aos metalúrgicos dos outros setores, como autopeças e eletroeletrônicos”, afirma o secretário-geral do Sindicato, Luiz Carlos Prates.

Fonte: SindmetalSJC

Foto: SIndemtalSJC

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Atendendo orientação do Governo Dilma, BB diz NÃO a tudo na primeira negociação específica

Na última sexta-feira, dia 09/09, ocorreu a primeira reunião de negociação específica entre os representantes do BB e a Contraf/CUT. Apesar de sua importância, os temas jornada e emprego, saúde e condições de trabalho foram tratados pelo banco com descaso e arrogância.
Negociadores do BB na reunião do dia 09/09

Refletindo a orientação do governo de endurecer nas campanhas salariais, o Banco do Brasil afirmou em comunicado após a negociação que “o resultado do Banco tem sido bom, mas não tem sobras”. Um tapa na cara dos funcionários que foram os responsáveis pela alta lucratividade do Banco e que agora estão vendo suas reivindicações específicas serem negadas.

Estudo que não acaba nunca

A falta de respeito é demonstrada com a conhecida enrolação para essas negativas. Para a diretoria do BB, as reivindicações estão sempre em análise, em discussão interna ou em estudo, a exemplo da jornada de 6h para os comissionados.

Apesar de ter perdido várias ações na justiça, o banco se nega a apresentar proposta sobre o tema durante a campanha salarial. Mais uma vez,  promete a conclusão de estudos para divulgar um posicionamento. O que o BB quer, na verdade, é apresentar uma proposta limitada a poucos cargos e com redução de salário, sem qualquer discussão com os funcionários e fora da campanha salarial para tentar evitar mobilizações.

Dois pesos e duas medidas

Como se vê, a diretoria do BB não parece dar tanta importância ao estudo do artigo da CLT que garante a jornada de 6h para os bancários, mas quando o assunto é negar nossas reivindicações a legislação se torna muito útil. Nossa pauta defende a inclusão dos 15 minutos de descanso dentro da jornada de 6h, como funciona na Caixa Econônica Federal.

O BB disse não a essa reivindicação com apenas uma frase: “o Banco cumpre a CLT”. Quer dizer que para negar a inclusão dos 15 minutos a CLT serve, mas quando é pra atender a jornada de 6h ela não presta?!

Assédio Moral como política de gestão

Para o banco, segundo a nota divulgada, os instrumentos para o combate ao assédio moral já estão implantados: O Comitê de Ética e a Ouvidoria Interna. Com essa justificativa o banco diz que não incluirá novas ações no Acordo Coletivo. Parece até piada!

O Comitê de Ética, como alertávamos, não vem sendo capaz de coibir o assédio moral. Possui um único representante dos funcionários em sua composição e nunca se reúne para discutir e apurar os casos. Já a Ouvidoria Interna trata as denúncias feitas pelos funcionários com mera formalidade e inclusive já foi palco da prática de assédio (Confira aqui). Quem não conhece algum colega frustrado por ter sua denúncia na Ouvidoria arquivada sem nenhuma apuração?

A omissão e a falta de medidas concretas por parte do banco mantém o ambiente fértil para a utilização do assédio moral como prática recorrente dos gestores. E com a caminhada a passos largos do Banco do Brasil para uma lógica de mercado os casos tendem a aumentar.

Se o lucro do Banco cresceu, o bancário quer o seu



Com tanta intransigência parece que o BB está falindo ou está muito insatisfeito com a "produtividade" de seus funcionários. Nem uma coisa e nem outra. Além de o Banco lucrar, e muito, esse resultado não seria possível sem o alto grau de exploração que sofremos no local de trabalho.

Arrocho salarial, meta em cima de meta, aumento do ritmo do trabalho, monitoramento excessivo, adoecimento, etc, etc. Esse é o cotidiano de um funcionário do Banco do Brasil, cujo lucro passou dos 6 bilhões no último semestre. E agora querem nos convencer que sairemos com a mão abanando nesta campanha salarial?!

O governo Dilma e a dureza nas negociações

O resultado da primeira negociação do BB reflete o quem vem acontecendo nas reuniões com a Fenaban. Nas demais empresas estatais não é diferente. Trabalhadores dos Correios e da Petrobrás preparam suas greves diante da intransigência nas negociações.

A presidente Dilma e o ministro da fazenda Guido Mantega mandaram um recado para os trabalhadores, afirmando que “é hora de apertar o cinto” e de que “não é o momento para reajuste salarial”. Nós devolveremos o recado com uma forte greve, mostrando que não estamos dispostos a fazer sacrifícios por crise alguma. A economia está crescendo, assim como o lucro dos bancos e a arrecadação do governo. Nosso sacrifício já fazemos no dia a dia e agora queremos o que é nosso.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Inflação: setor financeiro e grande imprensa pedem queda nos salários e mais aumento de juros


Os jornais de hoje defendem mais um aumento na taxa de juros (que já é a maior do mundo), sob a eterna justificativa de que a inflação estaria subindo devido a um aquecimento da demanda, causada por uma também suposta alta dos salários. Ou seja: na visão da grande imprensa, os trabalhadores seriam os culpados pela inflação, e teriam de aceitar salários menores, e o Banco Central deveria aumentar ainda mais os juros, para “desaquecer” a economia.

Porém, analisando-se os dados da inflação (IPCA/IBGE) nos últimos 12 meses, e ponderando-se cada item pelo seu peso na cesta de consumo dos brasileiros, verificamos que nada menos que 70% da inflação do período se devem a fatores que não possuem relação com os salários ou taxa de juros:

- alta no preço dos alimentos, em um contexto de forte especulação internacional com as commoditties agrícolas, e a falta de políticas governamentais de reforma agrária, estoques reguladores, comercialização direta produtor-consumidor e tributação das exportações;

- alta do aluguel, que a atual legislação permite que seja indexado ao questionável índice IGP-M, que acusa taxa de inflação bem maior que o IPCA;

- taxas residenciais, como água, esgoto e energia, que são administradas pelos próprios governos;

- transportes, devido à alta das tarifas de ônibus (administradas pelos próprios governos) e fortes aumentos dos combustíveis, provocado também pela alta dos alimentos (no caso, o açúcar, que leva os usineiros a produzirem este produto no lugar do álcool) e aos altos lucros da Petrobrás;

- serviços privados de saúde e ensino (infantil, fundamental, médio, superior e supletivo), cujos reajustes são administrados pelo governo, que deveria prover saúde e educação gratuitas e de qualidade a todos os brasileiros, mas não o faz devido à priorização dos pagamentos da dívida.

Portanto, verifica-se que a maior parte da inflação dos últimos 12 meses não pode ser combatida com alta nos juros ou queda nos salários. Mas o setor financeiro e seus analistas continuam reivindicando mais uma alta de juros, com seu suposto intuito patriótico de proteger o povo da inflação, esquecendo-se de que eles mesmos aumentaram os serviços bancários em nada menos que 12,10% no período, ou seja, quase o dobro da média da inflação no período.


Fonte: Auditoria Cidadã da Dívida

Veja também: Inflação oficial acumulada em 12 meses é a maior desde 2005
                     Frutas e carnes ficam mais caras, e IPC-S acelera em agosto, diz FGV

sábado, 3 de setembro de 2011

Banqueiros lucram como nunca e categoria vai à luta por direitos


    A palavra de ordem “O lucro do Banco cresceu agora eu quero o meu”, sintetiza a política do Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB) que é ligado a CSP-Conlutas, na campanha salarial 2011 cuja data base é 1° de setembro.

    Nesta campanha os bancários enfrentam o arrocho salarial, o crescimento inflacionário, o ritmo alucinante da jornada de trabalho, o endividamento, reflexos diretos da política econômica do Governo, que privilegia o setor financeiro e ataca os trabalhadores e a maioria do povo.

    Dilma e os banqueiros ameaçam a categoria com a crise internacional para tentar impor o arrocho salarial e anunciando também que as estatais não deverão conceder “aumento real”. Mas não existe crise hoje no Brasil, com os bancos (incluindo os públicos) tendo lucros altíssimos. É fato que a categoria está atenta ao desenrolar da crise econômica mundial, mas não vão abrir mão de salários e mais direitos.

   O sistema financeiro obteve 500% de lucratividade nos dois mandatos de Lula (de R$ 34 bilhões, nos dois governos de FHC, para R$ 170 bilhões nos de Lula) enquanto a categoria obteve 56% de reajuste. Os bancários percebem a realidade de crescimento econômico e dos altíssimos lucros dos bancos e tem feito fortes movimentos grevistas nos últimos anos.

   Neste 1° semestre, todos os bancos continuam a bater recordes. O Bradesco anunciou R$ 5,4 bilhões de lucro superando em 21,7% do mesmo período do ano passado. O Banco do Brasil, R$6,2 bilhões, a Caixa Econômica Federal R$1,7 bilhões, o Itaú Unibanco R$ 7,1 bilhões e o Santander R$ 4,1 bilhões (25% do seu lucro mundial). E esta tendência se mantém. O crédito bancário subiu para R$ 1,85 trilhão, diz o Banco Central, com um volume total atingindo 47,3% do PIB. Estes dados se contrastam com as perdas de 98,62% na Caixa Econômica Federal, 86,68% no Banco do Brasil e 26% nos privados e um piso de R$ 1.140,00 nos privados e R$1.600,00 nos públicos.

   Reivindicações - Os salários precisam ser valorizados com a reposição das perdas, piso do Dieese e PLR (Participação dos Lucros e Resultados) de 25% dos lucros linear para todos.

   Outro aspecto da campanha é o combate ao assédio moral. O ritmo e a pressão por metas são generalizados, tornando os problemas psíquicos juntamente com a LER-DORT, as principais doenças profissionais na categoria.

   As pautas específicas também serão parte fundamental da campanha: a luta por 6 horas e o PCS (Plano de Cargos e Salários) no Banco do Brasil, a Isonomia de direitos na Caixa Econômica Federal e a estabilidade nos bancos privados que vêem seus empregados sumirem por conta das fusões e dos cortes administrativos.

   Contra o governismo - Infelizmente, a postura do Planalto Central não deve mudar o apoio irrestrito da Confederação dos Bancários –Contraf-CUT, ao governo. Ao rebaixar a reivindicação em 12% de reposição (inflação e “aumento real”) e não ter mobilizado a categoria até agora sinalizam que vão buscar saídas com proposta rebaixada e algum “avanço” que não implique em grandes custos para os bancos e o governo.

   Por isso, a intervenção do MNOB, é lutar contra a política dos sindicalistas governistas que querem convencer os trabalhadores a rebaixar suas expectativas. Vamos exigir destas direções que rompam com o governo Dilma e lutem contra os patrões e o governo em defesa das reivindicações dos trabalhadores.

   Calendário de mobilização – Definidas as rodadas de negociações (30 e 31/08 – emprego e reivindicações sociais; 5 e 6/09 – saúde e condições de trabalho e 13/09 – remuneração), o MNOB está defendendo o seguinte calendário de mobilização da campanha:

• Manifestações nos locais de trabalho nos dias de negociações;

• Reuniões nos locais de trabalho durante as próximas semanas;

• 13/09 – Dia de luta;

• 14/09 – Assembléia (onde os sindicatos não convocarem o MNOB realizará plenárias);

• 15/09 – Paralisações e/ou greve de 24 horas;

• 20/09 – Assembléias de deflagração de greve;

• 21/09 – Data indicativa de greve.

Por Wilson Ribeiro – Funcionário da Caixa Econômica Federal e militante do Movimento Nacional de Oposição Bancária




quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Proposta de orçamento do governo Dilma: Metade para os banqueiros e migalhas para os trabalhadores

Fonte:  http://www.divida-auditoriacidada.org.br/

Os jornais de hoje noticiam a proposta orçamentária do governo federal para 2012, que destina 47,9% dos recursos para juros e amortizações da dívida, enquanto os servidores públicos – sempre acusados de vilões do orçamento - apenas ficarão com 9,59%. Todos os demais gastos sociais ficam com 36%, e os investimentos (construção de novas estruturas, como escolas, estradas, etc) ficam com apenas 2,73%, conforme gráfico abaixo:


Projeto de Lei Orçamentária Anual/PLOA - 2012


Elaboração: Auditoria Cidadã da Dívida


A proposta orçamentária prevê um salário mínimo de R$ 619,21 em janeiro de 2012, o que a princípio pareceria um grande aumento. Porém, desta forma, no período de janeiro de 2010 a janeiro de 2012 (no qual a reposição da inflação já é responsabilidade da Presidente Dilma), o salário mínimo terá um crescimento real médio de apenas 3,6% ao ano, uma média inferior ao do período FHC, quando o mínimo aumentou, em média, 4,7% ao ano em termos reais.


Na realidade, o salário mínimo de R$ 619,21 ainda é muito inferior ao salário mínimo exigido pelo artigo 7º, IV da Constituição, que garante aos trabalhadores um mínimo “capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social”. O DIEESE calcula este valor em R$ 2.212,66 para julho de 2011, ou seja, um valor próximo ao quádruplo do proposto pelo governo.

A eterna justificativa para não se aumentar mais o salário mínimo é o falacioso déficit da Previdência que, na realidade, está inserida na Seguridade Social, que apresentou superávit de R$ 58 bilhões em 2010, conforme mostra a ANFIP (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil). O verdadeiro problema é que o governo federal utiliza as fontes de recursos da Seguridade para fazer superávit primário, ou seja, a reserva de recursos para o pagamento da dívida.

Os jornais de hoje também comentam sobre a decisão do Banco Central de reduzir a taxa de juros em 0,5%, para 12% ao ano. Conforme já antecipado na edição de ontem deste boletim, esta tímida redução mantém a taxa de juros brasileira como a maior do mundo, em patamar ainda superior ao dobro da taxa do país segundo colocado, a Hungria.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Marcha em Brasília reúne 20 mil manifestantes e cobra investimentos em saúde, educação e reforma agrária




A Marcha de Brasília, atividade convocada pela Jornada Nacional de Lutas, reuniu cerca de 20 mil pessoas, segundo os organizadores, com início por volta das 10h e encerramento às 13h30. Trabalhadores de diversas categorias do país participaram da iniciativa, entre eles, metalúrgicos, petroleiros, professores universitários, trabalhadores dos Correios, servidores públicos federais, mineradores, bancários, rodoviários, estudantes, além de integrantes de movimentos populares. Os manifestantes saíram do estádio Mané Garrincha e percorreram as ruas do centro de Brasília finalizando o protesto em frente ao Congresso Nacional.


Audiências – Às 11h houve audiência com o secretário geral da Presidência, Gilberto Carvalho; às 11h30, a audiência foi com o presidente da Câmara Federal, Marco Maia. Às 19h será com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Aires Brito. Nesses encontros os representantes da Jornada Nacional de Lutas levam suas reivindicações a cada um dos órgãos.

Após o encerramento do ato pelo dirigente da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Luis Carlos Prates, o Mancha, os estudantes se dirigiram para o Ministério da Educação; os integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) foram para o Ministério das Cidades realizar um protesto contra os despejos que vêm ocorrendo no país devido à construção de obras da Copa do Mundo e da Olimpíada. A Via Campesina foi para o Ministério da Comunicação. Cada setor em luta, categorias em campanha salarial, está promovendo uma atividade específica por suas pautas de reivindicações. Às 15h acontece uma plenária pelos 10% do PIB para a Educação já!

De acordo com o dirigente da Secretaria Executiva nacional da CSP-Conlutas, Paulo Barela, a presença diversificada de categorias em luta mostrou que é possível organizar mobilizações unitárias que denunciem e apresentem alternativas à política do governo Dilma Rousseff. “É preciso que o governo deixe de governar para empresários, banqueiros e empreiteiros e atenda aos interesses dos trabalhadores do país, direcionando verbas para saúde, educação e transporte públicos, verbas para a reforma agrária”.

O protesto também exigiu o fim da corrupção no governo, e prisão e confisco dos bens dos corruptos e dos corruptores.

Segundo Barela, haverá continuidade dessa iniciativa. Nas próximas semanas acontece nova reunião das entidades que participaram a organização da Jornada Nacional de Lutas, que acontece de 17 a 26 de agosto em todos os estados do país. “O ponto alto da jornada foi a marcha em Brasília, mas antes foram realizadas passeatas, paralisações, assembléias, ocupações de terrenos e de terras e outras atividades em diversas categorias”.
Resistência Urbana ocupa Ministério dos Esportes

Cerca de 1,2 mil pessoas ocuparam às 16h o Ministério do Esporte, em Brasília. A iniciativa foi promovida pela Resistência Urbana, composta por vários movimentos sociais do país. A ocupação ocorre em virtude das ações de despejo e remoções de populações pobres das periferias das grandes cidades em locais que sediarão a Copa do Mundo de 2014. Os manifestantes denunciam o estado de exceção implantado por governos estaduais e municipais desconsiderando os direitos humanos e o direito à moradia daqueles que se encontram no caminho das obras da Copa. A Resistência Urbana também denuncia o uso do dinheiro público utilizado para construção de estádios e empreendimentos particulares financiados pelo BNDES.
O protesto nacional é organizado pela CSP-Conlutas e diversas entidades. Entre elas, MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, COBAP – Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas, Via Campesina, MTL – Movimento Terra, Trabalho e Liberdade, Resistência Urbana, Intersindical, CNESF – Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Federais, CONDSEF – Confederação Nacional dos Servidores Federais, ANDES – Sindicato Nacional, FENASPS – Federação Nacional dos Trabalhadores da Saúde, Trabalho e Previdência Social, SINASEFE – Nacional, ASSIBGE – Sindicato Nacional, CPERS – Sindicato, ANEL – Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre e várias outras entidades de base de vários estados do país.

As bandeiras da Jornada Nacional de Lutas:
- Defesa da aposentadoria e da previdência pública / fim do Fator previdenciário;
- Aumento geral dos salários;
- Redução da Jornada de trabalho sem redução salarial;
- Contra os cortes do orçamento / defesa do serviço público e dos direitos sociais do povo brasileiro / Combate à corrupção;
- Suspensão dos pagamento da dívida externa e interna aos grandes especuladores;
- Em defesa da educação e da saúde pública;
- Em defesa dos servidores públicos;
- Em defesa do direito à moradia digna / Terra para quem nela trabalha, reforma agrária já;
- Nenhum direito a menos / Contra a terceirização e a precarização do trabalho;
- Contra as privatizações / Defesa do patrimônio e dos recursos naturais do Brasil;
- Contra a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais
- Contra o novo Código Florestal / Em defesa do meio ambiente;
- Contra toda forma de discriminação e opressão.

domingo, 21 de agosto de 2011

DIA DO VERMELHO!


A CSP-Conlutas, junto com outras entidades combativas, realiza nesta semana a Jornada Nacional de Lutas, de 17 a 26 de agosto. Trabalhadores, estudantes, movimento popular e de luta contra as opressões preparam atos, passeatas, paralisações, assembleias e diversas formas de manifestações que culminarão num grande ato em Brasília na próxima quarta-feira (24).

O objetivo da iniciativa é protestar contra os ataques promovidos pelo governo de Dilma Rousseff aos trabalhadores e ao conjunto da população como, por exemplo, o corte de R$ 50 bilhões no orçamento.
A jornada também pretende fortalecer e unificar as mobilizações que vêm acontecendo no país e as campanhas salariais, entre elas, bancários, petroleiros, metalúrgicos e servidores públicos federais.

Em bancários, marcaremos o 24 de agosto com o DIA DO VERMELHO. Convocamos tod@s @s bancári@s a nesse dia se vestirem com uma camisa vermelha, simbolizando a luta por melhores salários, condições de trabalho e contra as políticas do governo Dilma de ataques aos trabalhadores.

Os bancos lucraram como nunca durante os governos Lula e Dilma, chegaram ao lucro recorde no primeiro semestre desse ano (CEF- 1,7 bilhão; BB - 6,26 bilhão, Itau- 7,1 bilhões).  Nosso salário não cresceu na mesma proporção, ao contrário, seu valor vem sendo corroído pela inflação. Agora é hora de exigir salário justo. Banco cresceu, bancário quer o que é seu!

Nesse dia reafirmaremos nossa pauta de reivindicação para a campanha salarial de 2011:

* Reposição das perdas salariais
* 26% de reajuste salarial
* Piso Salarial do DIEESE - R$ 2212,66
* Isonomia: licença prêmio e anuênio para todos
* Jornada de 6 horas
* Estabilidade no emprego
* PLR Máxima - 25% dos lucros e linear para todos