Reajuste Salarial - Sobre agosto de 2011 - 7,80%
Com este reajuste pífio o salário base da categoria ficaria assim:
Piso
Contínuo - R$ 856,99
Escriturário - R$ 1.229,06
Salário Caixa - R$ 1.565,04
Salário após 90 dias / Piso
Contínuo - R$ 938,77
Escriturário - R$ 1.347,50
Salário Caixa - R$ 1.842,36
Outras Verbas Salariais
Vale Refeição /Alimentação - R$ 430,54
Auxílio Cesta Alimentação - R$ 335,36
Auxílio Creche / Babá - R$ 281,71
Indenização p/ morte - R$ 96.388,07
PLR- Participação Lucros nos e Resultados
Regra Básica Percentual Salário - 90%
Parcela fixa - R$ 1.186,66 + R$ 7.741,12 (limitado a 2,2 salários )
terça-feira, 20 de setembro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
ATENÇÃO: ASSEMBLEIA DIA 22 (QUINTA-FEIRA)
EDITAL ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
O SINDICATO DOS BANCÁRIOS DA BAHIA, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 15.245.095/001-80, Registro Sindical nº. 100.085.15147-1, por seu presidente abaixo assinado, convoca todos os empregados em estabelecimentos bancárioas dos bancos públicos e privados, sócios e não sócios, da base territorial deste sindicato, para a assembleia geral extraordinária a ser realizada dia 22/09/2011, às 18h30, em primeira convocação, e às 19h, em segunda convocação, no Ginásio Esportivo do SBBA, na Rua Tuiuti, 193, Aflitos, Salvador-BA, para discussão e deliberação acerca da seguinte ordem do dia:
1. Avaliação e deliberação sobre a contraproposta apresentada
pela FENABAN na reunião de 20/09/2011, à minuta de reivindicações entregue em 12/08/2011;
2. Deliberação acerca de paralisação das atividades por prazo
indeterminado;
Salvador, 16 de setembro de 2011.
Para atender nossas reivindicações o cenário econômico não é propício, mas para empurrar empréstimos...
BB vai elevar em R$ 79 bilhões crédito para pessoa física
19/09/2011 Por Cristiano Romero e Mauro Zanatta
Valor BRASÍLIA - Confiante no bom desempenho da economia nos próximos meses, o Banco do Brasil decidiu elevar, em R$ 79 bilhões, a oferta de crédito para pessoa física no último trimestre do ano. Os recursos serão emprestados nas modalidades de empréstimo consignado, financiamento à compra de automóveis e crédito direto ao consumidor (CDC). Até junho deste ano, o estoque de crédito somava R$ 122,6 bilhões.
Do total a ser liberado, R$ 48 bilhões serão oferecidos nos segmentos de consignado e CDC. O BB definiu o público-alvo desses recursos a partir de sua própria base de clientes, utilizando o sistema de CRM (sigla em inglês de Customer Relationship Management). Por meio desse sistema, o banco cruzou informações de origens distintas e identificou potenciais tomadores de crédito.
O banco estatal investiu este ano R$ 100 milhões na montagem do CRM. Além disso, está aplicando R$ 1 bilhão na reforma de agências, R$ 200 milhões na modernização da plataforma de computadores e equipamentos, R$ 350 milhões no aumento da velocidade das redes de processamento e R$ 700 milhões no aumento do número de empregados (de 60 para 70 mil).
Com base no CRM, dos 55 milhões de clientes do BB, 13 milhões são propensos a tomar crédito e hoje apenas cinco milhões têm empréstimos com o banco. Dos oito milhões restantes, 3,8 milhões, segundo informou ao Valor o vice-presidente do BB, Paulo Caffarelli, “estão limpos”, isto é, não entraram no cheque especial nem tomaram outras formas de empréstimo. Esses clientes já começaram a ser procurados pelo BB.
“Nossa meta é aumentar a rentabilidade da base de clientes”, disse Caffarelli. O aumento da carteira de crédito de PF desejado pelo BB é expressivo. Equivale a 64,4% da atual carteira. “Nunca estivemos tão preparados para fazer esse movimento.”
Com a decisão, o BB mostra que os grandes bancos não estão tirando o pé do acelerador e que, portanto, a demanda da economia segue aquecida. De julho de 2010 a junho de 2011, a carteira de pessoa física do banco estatal cresceu 21,2%, bem acima do limite projetado pelo Banco Central para este ano – de 15%. No mesmo período, o financiamento de veículos saltou 34,1%, o CDC cresceu 19% e o crédito imobiliário, 100%.
(Cristiano Romero e Mauro Zanatta - Valor)
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
CALENDÁRIO DE NEGOCIAÇÕES (Atualizado)
Mesa Única da Fenaban
1° Rodada: 30 e 31 de agosto - Emprego e reivindicações sociais
2° Rodada: 05 e 06 de setembro - Saúde e condições de trabalho
3° Rodada: 12 de setembro - Remuneração
4° Rodada: 20 de setembro - Remuneração (Proposta dos Bancos)
4° Rodada: 20 de setembro - Remuneração (Proposta dos Bancos)
Negociações específicas com os Bancos Públicos
- 2 de setembro: Caixa e Banco do Nordeste
- 8 de setembro: Caixa
- 9 de setembro: Banco do Brasil e Banco da Amazônia
Confira post sobre negociação com o BB
- 14 de setembro: Caixa, Banco do Brasil e Banco do Nordeste
Confira post sobre negociação com a Caixa
- 16 de setembro: Banco da Amazônia
- 20 de setembro: Banco do Brasil
- 21 de setembro: Caixa
Assim como a Fenaban e BB, Caixa trava negociações
Como já era esperado, não deu em nada a rodada de negociação entre bancários e a Caixa Econômica Federal realizada nesta terça-feira (13).
Sem apresentar nenhuma novidade, o banco limitou-se a dizer que só deverá mostrar alguma proposta após analisar a sugestão da Fenaban.
O pior é que a Caixa já sinaliza ser contrária a itens reivindicados pelos empregados como: isonomia de direitos e o fim da discriminação dos empregados que continuam na Reg/Replan.
A única forma de combater essa postura inflexível da Caixa é intensificar a mobilização, pois o banco, ao ignorar esses temas, já comprovou que não respeita seus empregados e que não avançará facilmente nas negociações.
Uma nova reunião está pré-agendada para a próxima semana, após a negociação com a Fenaban.
Encontro
Na próxima terça-feira (20), em Brasília, os empregados da Caixa estarão reunidos no Encontro Nacional pela Isonomia. O objetivo é estender para os bancários admitidos após 1998, os direitos à licença prêmio e o anuênio que os demais empregados do banco já possuem.
Fonte: Sindicato dos Bancários do Maranhão (MNOB)
Sem apresentar nenhuma novidade, o banco limitou-se a dizer que só deverá mostrar alguma proposta após analisar a sugestão da Fenaban.
O pior é que a Caixa já sinaliza ser contrária a itens reivindicados pelos empregados como: isonomia de direitos e o fim da discriminação dos empregados que continuam na Reg/Replan.
A única forma de combater essa postura inflexível da Caixa é intensificar a mobilização, pois o banco, ao ignorar esses temas, já comprovou que não respeita seus empregados e que não avançará facilmente nas negociações.
Uma nova reunião está pré-agendada para a próxima semana, após a negociação com a Fenaban.
Encontro
Na próxima terça-feira (20), em Brasília, os empregados da Caixa estarão reunidos no Encontro Nacional pela Isonomia. O objetivo é estender para os bancários admitidos após 1998, os direitos à licença prêmio e o anuênio que os demais empregados do banco já possuem.
Fonte: Sindicato dos Bancários do Maranhão (MNOB)
Trabalhadores dos Correios deflagram greve em todo o país contra a proposta rebaixada da empresa
Assembléia de Greve em São Paulo reuniu cerca de 4000 trabalhadores
Greve por tempo indeterminado! Essa foi a resposta que os trabalhadores dos Correios deram à direção da empresa na noite desta terça-feira (13), em assembléias realizadas por todo país. A categoria deixou explicito que não aceitará a proposta rebaixada da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) de apenas R$ 800 de abono sem aumento real.
Dos 35 sindicatos filiados à Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios), 34 já informaram que estão em greve. As assembléias expressaram a disposição de luta. Em São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, havia mais de 6 mil trabalhadores decididos pela greve.
Para um dos representantes da FNTC (Frente Nacional dos Trabalhadores dos Correios), que faz oposição à Fentect, Geraldo Rodrigues, o Geraldinho, a empresa, após 50 dias de enrolação, acreditou que propondo um abono de R$ 800, a se pago na sexta-feira próxima, dia 16/09, iria desmobilizar os trabalhadores e evitaria a paralisação. “A ECT quebrou a cara, a categoria não só repudiou a proposta da empresa como demonstrou nas assembléias que não vai aceitar proposta rebaixada”, enfatizou Rodrigues.
Segundo o membro da FNTC, os sindicatos governistas ligados à CUT e à CTB, pressionados pela a categoria, tiverem de dar um “giro à esquerda” e radicalizar. “Sabemos que vão tentar acabar com a greve o mais rápido possível. Os sindicatos da FNTC foram os primeiros a decretar a greve e rejeitar a proposta rebaixada da empresa e seguiremos com esta postura até que nossas reivindicações sejam atendidas”, finalizou.
A empresa até o momento não apresentou nova proposta para a categoria. Nesta quarta-feira (14) acontece nova assembleia nacional para dar encaminhamentos à greve.
Com informações de Geraldo Rodrigues membro da FNTC
Trabalhadores da Construção Civil continuam Greve histórica em Belém/PA
Noventa por cento das obras paralisadas e participação de mais de 3 mil trabalhadores em passeata realizada nesta terça-feira (13). Esta é a resposta que os operários da construção civil de Belém (PA) estão dando aos empresários e donos de construtoras.
A truculência policial, que terminou na prisão de dois companheiros, não intimidou a categoria que decidiu em assembleia continuar a greve que já dura oito dias.
Segundo informações do membro da CSP-Conlutas, Atnágoras Lopes, durante a passeata, toda obra que tinha algum operário trabalhando era paralisada. “Hoje foi um dos dias mais forte de mobilização. Esses trabalhadores demonstram sua disposição e seguem firmes em busca de suas reivindicações”, informa Lopes, acrescentando que os empresários seguem ignorando o movimento.
De acordo com a grande imprensa, seis representantes da categoria chegaram a ser recebidos por diretores do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará), porém ainda não haviam analisado a contra proposta feita pelos trabalhadores durante a última reunião, que ocorreu na quinta-feira passada.
A categoria apresentou uma contra-proposta aos empresários. Os valores propostos inicialmente para negociação, R$ 1.000 para os pedreiros, foram para R$ 950. No caso dos serventes, de R$ 680,00, para R$ 670,00.
A cesta básica, cuja exigência inicial era de R$ 150,00, a proposta agora é de R$ 80,00. Os trabalhadores pedem também plano de saúde para a categoria, além de 10% de vagas reservadas para as mulheres.
Atualmente os pedreiros ganham R$ 800,00; serventes, R$ 570,00, sendo que, com a proposta de reajuste de 10% dos empresários, esses valores ficariam em R$ 880,00 e R$ 630, respectivamente.
Fonte: CSP Conlutas com informações do Diário do Pará
Metalúrgicos da GM aprovam 10,8% de reajuste e abono
Vitória veio após intensa mobilização da categoria
Os metalúrgicos da General Motors, em São José dos Campos, aprovaram nesta segunda-feira, dia 12, o reajuste salarial de 10,8% a partir de 1º de setembro, o que representa 3,2% de aumento real mais inflação, além de R$ 3 mil de abono e ampliação de cláusulas sociais. Uma nova assembleia acontecerá ainda hoje com os trabalhadores do segundo turno.
A conquista é resultado da mobilização dos trabalhadores da GM, que chegaram a parar a produção por 24 horas, no dia 6, para que a montadora ampliasse as propostas apresentadas na mesa de negociação. Na ocasião, a empresa havia oferecido apenas 9,4% para novembro e R$ 2 mil de abono.
O reajuste de 10,8% será aplicado aos salários de até R$ 7.700. Para quem recebe acima desse valor, será pago um fixo de R$ 816,74. O piso passa de R$ 1.423 para R$ 1.574,12. O abono será pago já em setembro.
O acordo conquistado pelos metalúrgicos de São José dos Campos é superior ao fechado entre as montadoras e os sindicatos dos metalúrgicos do ABC e de Taubaté, filiados à CUT, que aceitaram o aumento real de 2,4%, abono de R$ 2.500 e negociação apenas a cada dois anos.
Cláusulas sociais
Além do reajuste e abono, os trabalhadores da GM conquistaram licença maternidade de 180 dias para mães adotantes, licença casamento estendida aos trabalhadores com união estável, estabilidade de dois meses após a volta da licença maternidade, reajuste do auxílio-creche e renovação das cláusulas que garantem estabilidade para lesionados e adicional noturno de 30%. Antes mesmo do início das negociações, a GM já havia proposto a retirada das duas últimas cláusulas.
Nos próximos 90 dias, Sindicato e montadora continuarão as discussões sobre a eleição de Delegados Sindicais, uma das mais importantes reivindicações da categoria nesta Campanha Salarial. Eleger delegados é um direito já previsto pela Constituição Federal, mas ainda não cumprido pela maioria das empresas.
“Para conquistar delegados sindicais na GM os trabalhadores enfrentarão uma nova batalha. Esta é uma luta de extrema importância para toda a categoria. Os delegados serão um elo entre os trabalhadores e o Sindicato e quanto mais delegados tivermos na fábrica, mais força teremos para lutar”, afirma Vivaldo Moreira Araújo, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, filiado à CSP-Conlutas.
“Esta foi uma campanha em que, mais uma vez, os trabalhadores das GM deram exemplo de luta. Apesar de todo discurso dos empresários e do governo federal para que não houvesse aumento real de salário, os metalúrgicos não se intimidaram, foram pra cima e conseguiram garantir seus direitos. Agora, essa mesma força será estendida aos metalúrgicos dos outros setores, como autopeças e eletroeletrônicos”, afirma o secretário-geral do Sindicato, Luiz Carlos Prates.
Fonte: SindmetalSJC
Foto: SIndemtalSJC
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Atendendo orientação do Governo Dilma, BB diz NÃO a tudo na primeira negociação específica
Na última sexta-feira, dia 09/09, ocorreu a primeira reunião de negociação específica entre os representantes do BB e a Contraf/CUT. Apesar de sua importância, os temas jornada e emprego, saúde e condições de trabalho foram tratados pelo banco com descaso e arrogância.
Negociadores do BB na reunião do dia 09/09
Refletindo a orientação do governo de endurecer nas campanhas salariais, o Banco do Brasil afirmou em comunicado após a negociação que “o resultado do Banco tem sido bom, mas não tem sobras”. Um tapa na cara dos funcionários que foram os responsáveis pela alta lucratividade do Banco e que agora estão vendo suas reivindicações específicas serem negadas.
Estudo que não acaba nunca
A falta de respeito é demonstrada com a conhecida enrolação para essas negativas. Para a diretoria do BB, as reivindicações estão sempre em análise, em discussão interna ou em estudo, a exemplo da jornada de 6h para os comissionados.
Apesar de ter perdido várias ações na justiça, o banco se nega a apresentar proposta sobre o tema durante a campanha salarial. Mais uma vez, promete a conclusão de estudos para divulgar um posicionamento. O que o BB quer, na verdade, é apresentar uma proposta limitada a poucos cargos e com redução de salário, sem qualquer discussão com os funcionários e fora da campanha salarial para tentar evitar mobilizações.
Dois pesos e duas medidas
Como se vê, a diretoria do BB não parece dar tanta importância ao estudo do artigo da CLT que garante a jornada de 6h para os bancários, mas quando o assunto é negar nossas reivindicações a legislação se torna muito útil. Nossa pauta defende a inclusão dos 15 minutos de descanso dentro da jornada de 6h, como funciona na Caixa Econônica Federal.
O BB disse não a essa reivindicação com apenas uma frase: “o Banco cumpre a CLT”. Quer dizer que para negar a inclusão dos 15 minutos a CLT serve, mas quando é pra atender a jornada de 6h ela não presta?!
Assédio Moral como política de gestão
Para o banco, segundo a nota divulgada, os instrumentos para o combate ao assédio moral já estão implantados: O Comitê de Ética e a Ouvidoria Interna. Com essa justificativa o banco diz que não incluirá novas ações no Acordo Coletivo. Parece até piada!
O Comitê de Ética, como alertávamos, não vem sendo capaz de coibir o assédio moral. Possui um único representante dos funcionários em sua composição e nunca se reúne para discutir e apurar os casos. Já a Ouvidoria Interna trata as denúncias feitas pelos funcionários com mera formalidade e inclusive já foi palco da prática de assédio (Confira aqui). Quem não conhece algum colega frustrado por ter sua denúncia na Ouvidoria arquivada sem nenhuma apuração?
A omissão e a falta de medidas concretas por parte do banco mantém o ambiente fértil para a utilização do assédio moral como prática recorrente dos gestores. E com a caminhada a passos largos do Banco do Brasil para uma lógica de mercado os casos tendem a aumentar.
Se o lucro do Banco cresceu, o bancário quer o seu
Com tanta intransigência parece que o BB está falindo ou está muito insatisfeito com a "produtividade" de seus funcionários. Nem uma coisa e nem outra. Além de o Banco lucrar, e muito, esse resultado não seria possível sem o alto grau de exploração que sofremos no local de trabalho.
Arrocho salarial, meta em cima de meta, aumento do ritmo do trabalho, monitoramento excessivo, adoecimento, etc, etc. Esse é o cotidiano de um funcionário do Banco do Brasil, cujo lucro passou dos 6 bilhões no último semestre. E agora querem nos convencer que sairemos com a mão abanando nesta campanha salarial?!
O governo Dilma e a dureza nas negociações
O resultado da primeira negociação do BB reflete o quem vem acontecendo nas reuniões com a Fenaban. Nas demais empresas estatais não é diferente. Trabalhadores dos Correios e da Petrobrás preparam suas greves diante da intransigência nas negociações.
A presidente Dilma e o ministro da fazenda Guido Mantega mandaram um recado para os trabalhadores, afirmando que “é hora de apertar o cinto” e de que “não é o momento para reajuste salarial”. Nós devolveremos o recado com uma forte greve, mostrando que não estamos dispostos a fazer sacrifícios por crise alguma. A economia está crescendo, assim como o lucro dos bancos e a arrecadação do governo. Nosso sacrifício já fazemos no dia a dia e agora queremos o que é nosso.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Inflação: setor financeiro e grande imprensa pedem queda nos salários e mais aumento de juros
Os jornais de hoje defendem mais um aumento na taxa de juros (que já é a maior do mundo), sob a eterna justificativa de que a inflação estaria subindo devido a um aquecimento da demanda, causada por uma também suposta alta dos salários. Ou seja: na visão da grande imprensa, os trabalhadores seriam os culpados pela inflação, e teriam de aceitar salários menores, e o Banco Central deveria aumentar ainda mais os juros, para “desaquecer” a economia.
Porém, analisando-se os dados da inflação (IPCA/IBGE) nos últimos 12 meses, e ponderando-se cada item pelo seu peso na cesta de consumo dos brasileiros, verificamos que nada menos que 70% da inflação do período se devem a fatores que não possuem relação com os salários ou taxa de juros:
- alta no preço dos alimentos, em um contexto de forte especulação internacional com as commoditties agrícolas, e a falta de políticas governamentais de reforma agrária, estoques reguladores, comercialização direta produtor-consumidor e tributação das exportações;
- alta do aluguel, que a atual legislação permite que seja indexado ao questionável índice IGP-M, que acusa taxa de inflação bem maior que o IPCA;
- taxas residenciais, como água, esgoto e energia, que são administradas pelos próprios governos;
- transportes, devido à alta das tarifas de ônibus (administradas pelos próprios governos) e fortes aumentos dos combustíveis, provocado também pela alta dos alimentos (no caso, o açúcar, que leva os usineiros a produzirem este produto no lugar do álcool) e aos altos lucros da Petrobrás;
- serviços privados de saúde e ensino (infantil, fundamental, médio, superior e supletivo), cujos reajustes são administrados pelo governo, que deveria prover saúde e educação gratuitas e de qualidade a todos os brasileiros, mas não o faz devido à priorização dos pagamentos da dívida.
Portanto, verifica-se que a maior parte da inflação dos últimos 12 meses não pode ser combatida com alta nos juros ou queda nos salários. Mas o setor financeiro e seus analistas continuam reivindicando mais uma alta de juros, com seu suposto intuito patriótico de proteger o povo da inflação, esquecendo-se de que eles mesmos aumentaram os serviços bancários em nada menos que 12,10% no período, ou seja, quase o dobro da média da inflação no período.
Fonte: Auditoria Cidadã da Dívida
Veja também: Inflação oficial acumulada em 12 meses é a maior desde 2005
Frutas e carnes ficam mais caras, e IPC-S acelera em agosto, diz FGV
sábado, 3 de setembro de 2011
Banqueiros lucram como nunca e categoria vai à luta por direitos
A palavra de ordem “O lucro do Banco cresceu agora eu quero o meu”, sintetiza a política do Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB) que é ligado a CSP-Conlutas, na campanha salarial 2011 cuja data base é 1° de setembro.
Nesta campanha os bancários enfrentam o arrocho salarial, o crescimento inflacionário, o ritmo alucinante da jornada de trabalho, o endividamento, reflexos diretos da política econômica do Governo, que privilegia o setor financeiro e ataca os trabalhadores e a maioria do povo.
Dilma e os banqueiros ameaçam a categoria com a crise internacional para tentar impor o arrocho salarial e anunciando também que as estatais não deverão conceder “aumento real”. Mas não existe crise hoje no Brasil, com os bancos (incluindo os públicos) tendo lucros altíssimos. É fato que a categoria está atenta ao desenrolar da crise econômica mundial, mas não vão abrir mão de salários e mais direitos.
O sistema financeiro obteve 500% de lucratividade nos dois mandatos de Lula (de R$ 34 bilhões, nos dois governos de FHC, para R$ 170 bilhões nos de Lula) enquanto a categoria obteve 56% de reajuste. Os bancários percebem a realidade de crescimento econômico e dos altíssimos lucros dos bancos e tem feito fortes movimentos grevistas nos últimos anos.
Neste 1° semestre, todos os bancos continuam a bater recordes. O Bradesco anunciou R$ 5,4 bilhões de lucro superando em 21,7% do mesmo período do ano passado. O Banco do Brasil, R$6,2 bilhões, a Caixa Econômica Federal R$1,7 bilhões, o Itaú Unibanco R$ 7,1 bilhões e o Santander R$ 4,1 bilhões (25% do seu lucro mundial). E esta tendência se mantém. O crédito bancário subiu para R$ 1,85 trilhão, diz o Banco Central, com um volume total atingindo 47,3% do PIB. Estes dados se contrastam com as perdas de 98,62% na Caixa Econômica Federal, 86,68% no Banco do Brasil e 26% nos privados e um piso de R$ 1.140,00 nos privados e R$1.600,00 nos públicos.
Reivindicações - Os salários precisam ser valorizados com a reposição das perdas, piso do Dieese e PLR (Participação dos Lucros e Resultados) de 25% dos lucros linear para todos.
Outro aspecto da campanha é o combate ao assédio moral. O ritmo e a pressão por metas são generalizados, tornando os problemas psíquicos juntamente com a LER-DORT, as principais doenças profissionais na categoria.
As pautas específicas também serão parte fundamental da campanha: a luta por 6 horas e o PCS (Plano de Cargos e Salários) no Banco do Brasil, a Isonomia de direitos na Caixa Econômica Federal e a estabilidade nos bancos privados que vêem seus empregados sumirem por conta das fusões e dos cortes administrativos.
Contra o governismo - Infelizmente, a postura do Planalto Central não deve mudar o apoio irrestrito da Confederação dos Bancários –Contraf-CUT, ao governo. Ao rebaixar a reivindicação em 12% de reposição (inflação e “aumento real”) e não ter mobilizado a categoria até agora sinalizam que vão buscar saídas com proposta rebaixada e algum “avanço” que não implique em grandes custos para os bancos e o governo.
Por isso, a intervenção do MNOB, é lutar contra a política dos sindicalistas governistas que querem convencer os trabalhadores a rebaixar suas expectativas. Vamos exigir destas direções que rompam com o governo Dilma e lutem contra os patrões e o governo em defesa das reivindicações dos trabalhadores.
Calendário de mobilização – Definidas as rodadas de negociações (30 e 31/08 – emprego e reivindicações sociais; 5 e 6/09 – saúde e condições de trabalho e 13/09 – remuneração), o MNOB está defendendo o seguinte calendário de mobilização da campanha:
• Manifestações nos locais de trabalho nos dias de negociações;
• Reuniões nos locais de trabalho durante as próximas semanas;
• 13/09 – Dia de luta;
• 14/09 – Assembléia (onde os sindicatos não convocarem o MNOB realizará plenárias);
• 15/09 – Paralisações e/ou greve de 24 horas;
• 20/09 – Assembléias de deflagração de greve;
• 21/09 – Data indicativa de greve.
Por Wilson Ribeiro – Funcionário da Caixa Econômica Federal e militante do Movimento Nacional de Oposição Bancária
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Proposta de orçamento do governo Dilma: Metade para os banqueiros e migalhas para os trabalhadores
Fonte: http://www.divida-auditoriacidada.org.br/
Os jornais de hoje noticiam a proposta orçamentária do governo federal para 2012, que destina 47,9% dos recursos para juros e amortizações da dívida, enquanto os servidores públicos – sempre acusados de vilões do orçamento - apenas ficarão com 9,59%. Todos os demais gastos sociais ficam com 36%, e os investimentos (construção de novas estruturas, como escolas, estradas, etc) ficam com apenas 2,73%, conforme gráfico abaixo:
Na realidade, o salário mínimo de R$ 619,21 ainda é muito inferior ao salário mínimo exigido pelo artigo 7º, IV da Constituição, que garante aos trabalhadores um mínimo “capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social”. O DIEESE calcula este valor em R$ 2.212,66 para julho de 2011, ou seja, um valor próximo ao quádruplo do proposto pelo governo.
A eterna justificativa para não se aumentar mais o salário mínimo é o falacioso déficit da Previdência que, na realidade, está inserida na Seguridade Social, que apresentou superávit de R$ 58 bilhões em 2010, conforme mostra a ANFIP (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil). O verdadeiro problema é que o governo federal utiliza as fontes de recursos da Seguridade para fazer superávit primário, ou seja, a reserva de recursos para o pagamento da dívida.
Os jornais de hoje também comentam sobre a decisão do Banco Central de reduzir a taxa de juros em 0,5%, para 12% ao ano. Conforme já antecipado na edição de ontem deste boletim, esta tímida redução mantém a taxa de juros brasileira como a maior do mundo, em patamar ainda superior ao dobro da taxa do país segundo colocado, a Hungria.
Os jornais de hoje noticiam a proposta orçamentária do governo federal para 2012, que destina 47,9% dos recursos para juros e amortizações da dívida, enquanto os servidores públicos – sempre acusados de vilões do orçamento - apenas ficarão com 9,59%. Todos os demais gastos sociais ficam com 36%, e os investimentos (construção de novas estruturas, como escolas, estradas, etc) ficam com apenas 2,73%, conforme gráfico abaixo:
Projeto de Lei Orçamentária Anual/PLOA - 2012
Elaboração: Auditoria Cidadã da Dívida
A proposta orçamentária prevê um salário mínimo de R$ 619,21 em janeiro de 2012, o que a princípio pareceria um grande aumento. Porém, desta forma, no período de janeiro de 2010 a janeiro de 2012 (no qual a reposição da inflação já é responsabilidade da Presidente Dilma), o salário mínimo terá um crescimento real médio de apenas 3,6% ao ano, uma média inferior ao do período FHC, quando o mínimo aumentou, em média, 4,7% ao ano em termos reais.
Na realidade, o salário mínimo de R$ 619,21 ainda é muito inferior ao salário mínimo exigido pelo artigo 7º, IV da Constituição, que garante aos trabalhadores um mínimo “capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social”. O DIEESE calcula este valor em R$ 2.212,66 para julho de 2011, ou seja, um valor próximo ao quádruplo do proposto pelo governo.
A eterna justificativa para não se aumentar mais o salário mínimo é o falacioso déficit da Previdência que, na realidade, está inserida na Seguridade Social, que apresentou superávit de R$ 58 bilhões em 2010, conforme mostra a ANFIP (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil). O verdadeiro problema é que o governo federal utiliza as fontes de recursos da Seguridade para fazer superávit primário, ou seja, a reserva de recursos para o pagamento da dívida.
Os jornais de hoje também comentam sobre a decisão do Banco Central de reduzir a taxa de juros em 0,5%, para 12% ao ano. Conforme já antecipado na edição de ontem deste boletim, esta tímida redução mantém a taxa de juros brasileira como a maior do mundo, em patamar ainda superior ao dobro da taxa do país segundo colocado, a Hungria.
domingo, 28 de agosto de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Marcha em Brasília reúne 20 mil manifestantes e cobra investimentos em saúde, educação e reforma agrária
Audiências – Às 11h houve audiência com o secretário geral da Presidência, Gilberto Carvalho; às 11h30, a audiência foi com o presidente da Câmara Federal, Marco Maia. Às 19h será com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Aires Brito. Nesses encontros os representantes da Jornada Nacional de Lutas levam suas reivindicações a cada um dos órgãos.
Após o encerramento do ato pelo dirigente da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Luis Carlos Prates, o Mancha, os estudantes se dirigiram para o Ministério da Educação; os integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) foram para o Ministério das Cidades realizar um protesto contra os despejos que vêm ocorrendo no país devido à construção de obras da Copa do Mundo e da Olimpíada. A Via Campesina foi para o Ministério da Comunicação. Cada setor em luta, categorias em campanha salarial, está promovendo uma atividade específica por suas pautas de reivindicações. Às 15h acontece uma plenária pelos 10% do PIB para a Educação já!
De acordo com o dirigente da Secretaria Executiva nacional da CSP-Conlutas, Paulo Barela, a presença diversificada de categorias em luta mostrou que é possível organizar mobilizações unitárias que denunciem e apresentem alternativas à política do governo Dilma Rousseff. “É preciso que o governo deixe de governar para empresários, banqueiros e empreiteiros e atenda aos interesses dos trabalhadores do país, direcionando verbas para saúde, educação e transporte públicos, verbas para a reforma agrária”.
O protesto também exigiu o fim da corrupção no governo, e prisão e confisco dos bens dos corruptos e dos corruptores.
Segundo Barela, haverá continuidade dessa iniciativa. Nas próximas semanas acontece nova reunião das entidades que participaram a organização da Jornada Nacional de Lutas, que acontece de 17 a 26 de agosto em todos os estados do país. “O ponto alto da jornada foi a marcha em Brasília, mas antes foram realizadas passeatas, paralisações, assembléias, ocupações de terrenos e de terras e outras atividades em diversas categorias”.
Resistência Urbana ocupa Ministério dos Esportes
Cerca de 1,2 mil pessoas ocuparam às 16h o Ministério do Esporte, em Brasília. A iniciativa foi promovida pela Resistência Urbana, composta por vários movimentos sociais do país. A ocupação ocorre em virtude das ações de despejo e remoções de populações pobres das periferias das grandes cidades em locais que sediarão a Copa do Mundo de 2014. Os manifestantes denunciam o estado de exceção implantado por governos estaduais e municipais desconsiderando os direitos humanos e o direito à moradia daqueles que se encontram no caminho das obras da Copa. A Resistência Urbana também denuncia o uso do dinheiro público utilizado para construção de estádios e empreendimentos particulares financiados pelo BNDES.
O protesto nacional é organizado pela CSP-Conlutas e diversas entidades. Entre elas, MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, COBAP – Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas, Via Campesina, MTL – Movimento Terra, Trabalho e Liberdade, Resistência Urbana, Intersindical, CNESF – Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Federais, CONDSEF – Confederação Nacional dos Servidores Federais, ANDES – Sindicato Nacional, FENASPS – Federação Nacional dos Trabalhadores da Saúde, Trabalho e Previdência Social, SINASEFE – Nacional, ASSIBGE – Sindicato Nacional, CPERS – Sindicato, ANEL – Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre e várias outras entidades de base de vários estados do país.
As bandeiras da Jornada Nacional de Lutas:
- Defesa da aposentadoria e da previdência pública / fim do Fator previdenciário;
- Aumento geral dos salários;
- Redução da Jornada de trabalho sem redução salarial;
- Contra os cortes do orçamento / defesa do serviço público e dos direitos sociais do povo brasileiro / Combate à corrupção;
- Suspensão dos pagamento da dívida externa e interna aos grandes especuladores;
- Em defesa da educação e da saúde pública;
- Em defesa dos servidores públicos;
- Em defesa do direito à moradia digna / Terra para quem nela trabalha, reforma agrária já;
- Nenhum direito a menos / Contra a terceirização e a precarização do trabalho;
- Contra as privatizações / Defesa do patrimônio e dos recursos naturais do Brasil;
- Contra a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais
- Contra o novo Código Florestal / Em defesa do meio ambiente;
- Contra toda forma de discriminação e opressão.
domingo, 21 de agosto de 2011
DIA DO VERMELHO!
A CSP-Conlutas, junto com outras entidades combativas, realiza nesta semana a Jornada Nacional de Lutas, de 17 a 26 de agosto. Trabalhadores, estudantes, movimento popular e de luta contra as opressões preparam atos, passeatas, paralisações, assembleias e diversas formas de manifestações que culminarão num grande ato em Brasília na próxima quarta-feira (24).
O objetivo da iniciativa é protestar contra os ataques promovidos pelo governo de Dilma Rousseff aos trabalhadores e ao conjunto da população como, por exemplo, o corte de R$ 50 bilhões no orçamento.
A jornada também pretende fortalecer e unificar as mobilizações que vêm acontecendo no país e as campanhas salariais, entre elas, bancários, petroleiros, metalúrgicos e servidores públicos federais.
Em bancários, marcaremos o 24 de agosto com o DIA DO VERMELHO. Convocamos tod@s @s bancári@s a nesse dia se vestirem com uma camisa vermelha, simbolizando a luta por melhores salários, condições de trabalho e contra as políticas do governo Dilma de ataques aos trabalhadores.
Os bancos lucraram como nunca durante os governos Lula e Dilma, chegaram ao lucro recorde no primeiro semestre desse ano (CEF- 1,7 bilhão; BB - 6,26 bilhão, Itau- 7,1 bilhões). Nosso salário não cresceu na mesma proporção, ao contrário, seu valor vem sendo corroído pela inflação. Agora é hora de exigir salário justo. Banco cresceu, bancário quer o que é seu!
Nesse dia reafirmaremos nossa pauta de reivindicação para a campanha salarial de 2011:
* Reposição das perdas salariais
* 26% de reajuste salarial
* Piso Salarial do DIEESE - R$ 2212,66
* Isonomia: licença prêmio e anuênio para todos
* Jornada de 6 horas
* Estabilidade no emprego
* PLR Máxima - 25% dos lucros e linear para todos
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